Annie
Quando me dei conta que estava abraçando Alfonso, me soltei rapidamente. Amei ficar em seus braços.
Droga não quero ser uma de suas coelhinha.
Esse é um termo que eu e as meninas demos para as meninas que ficam com ele, pois ele parece um predador, fica rondando suas vítimas.
Quando Maite anunciou que riria no banheiro, resolvi ir também, mas aquela bebida azul que tomei não me fez muito bem, então falei para elas irem na frente que logo as encontraria na nossa mesa.
Saí do banheiro e dei de cara com um cara muito alto, parecia o Herrera em tamanho, porém era loiro e usava um topete.
- Aii desculpa, eu não te vi. – Disse para ele o encarando.
- Ora, ora. Não me viu ou fingiu que não viu? – Eu automaticamente revirei meus olhos.
- Não vi mesmo. Se me der licença tenho que voltar para minha mesa. – Olhei para ele com um olhar fulminante, tentei me afastar e ele me segurou pelo braço.
Que cara petulante!
- Olha alguém ficou nervosinha... – Ele deu risada eu simplesmente revirei os olhos novamente.
Quando iria revidar, Alfonso chegou ao meu lado, dei graças por ele ter chegado, ele questionou se estava tendo problema.
- Vejam só se não é o quarterback do time da US. – Falou o loiro a minha frente.
- O que vocês estão fazendo aqui? – Perguntou Poncho. – Acho que os jogos só começam no próximo mês. – Cruzou seus braços na altura do peito e céus, pude ver seus músculos contraídos, não só os do braço e do rosto também.
- Nós estávamos aqui por perto e resolvemos conhecer esse novo karaokê. – Deu de ombros. – E olhando para essa deusa ... – Me lançou um olhar de desejo e um olhar sóbrio, me fazendo sentir calafrios eu desviei o olhar.
- Caramba Levi, você não tem mulheres suficientes ao seus pés na UCLA? – Disse Herrera. – Vamos Annie. – Pegou minha mão e começou a me tirar de perto daquele escroto nojento, o tal do Levi me impediu segurando meu braço novamente.
- Solta ela Levi. – Poncho se colocou entre nós dois, mas ele não o fez.
- Se não soltar vai fazer o que Herrera? – Indagou ele com sarcasmo. – Me bater eu sei que não vai, não me bateu no jogo do ano passado. – Lançou um sorriso cínico.
Percebi que Alfonso fechou os punhos e contraiu o maxilar. Isso vai dar uma merda do tamanho do dia inteiro.
- Rapazes, acho que isso não será necessário né? – Disse para ambos, mas fingiram que não me escutaram, agora estavam se encarando com sangue nos olhos. Olhei para os lados a procura de alguém para ajudar.
- William, não precisa disso cara! Lembra o que o treinador disse. – Falou uma voz que eu conhecia, olhei para trás e vi que era ...
- Mick?! – Perguntei incrédula ao ver meu velho amigo a minha frente.
- Annie?! – Ele teve a mesma reação que a minha. – Mas como? Quando? – Ele não encontrava as palavras. Lembram-se dos amigos populares que eu mencionei anteriormente? Então é ele.
- Aiii minha nossa! – Disse e dei um abraço nele, um abraço de saudades, que retribuiu de imediato. – Quanto tempo! – Disse me afastando de seus braços.
- Como você está mudada, clareou seus cabelos? – Me olhou com inquietude e pela minha visão periférica vi poncho revirar os olhos, ele estava com ciúmes? Ou isso é coisa da minha cabeça?
- Sim, eu resolvi dar uma mudada. – Dei de ombros com um sorriso no rosto.
- Você ficou maravilhosa com esses fios dourados. – Disse mais uma vez. – Bom, tenho que ir e levar o zé brigão daqui, antes que ele arranje mais problemas. – Falou e senti o tal do Levi bufar atrás de mim. Nos despedimos e cada um foi para um lado.
Caminhando entre as pessoas para chegar em nossa mesa resolvi quebrar o silêncio.
- Está tudo bem? – Questionei Alfonso.
- Está tudo na santa paz. – Disse ele com um pesar em sua voz e aquilo me fez bufar.
- Olha aqui Herrera, por que está bravo comigo? – Parei na frente dele, que fez com que parasse. – Se aquele idiota tem problemas com você não é minha culpa, está me ouvindo? – Sai de perto dele, mas ele segurou meu braço fazendo com que eu virasse para ele.
- Eu só... – Ele me encarou no fundo dos meus olhos.
Senti um calor emanar meu corpo, o mesmo calor que senti quando o abracei por impulso, ele foi aproximando seu rosto do meu e involuntariamente mordi meus lábios inferior, que fez com que seu olhar descer para minha boca. Cada vez mais nossos rostos foram se aproximando e quando estávamos bem pertinho um do outro...
- Annie! – Exclamou Mai, fazendo-nos distanciar rapidamente. – Já estamos indo e ... – Ela deu uma pausa. – O que está acontecendo aqui?
- Nada. – Dissemos eu e Poncho, ela nos lançou um olhar divertido.
- Aham, nada. Bom, só queria saber se você vai com a gente ou não.
- Vou sim. – Disse rapidamente e indo em direção a mesa que estávamos.
Nós meninas nos despedimos dos rapazes com beijinhos e abraços, mas quando cheguei em Poncho não sabia o que fazer, apenas estendi minha mão, ele ficou encarando por um bom tempo, mas aceitou e apertou ela. Saímos de lá e fomos para a irmandade, entrei em meu quarto, tirei minha maquiagem, tomei um banho rápido, vesti meu pijama longo rosa de ovelhinhas brancas, deitei-me e dormi.
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TOUCHDOWN
FanfictionA vida é um jogo certo? Como em um jogo de futebol devemos prever possíveis lances, né? E se algo desse errado, deveríamos recomeçar do zero. Se sua resposta foi em unanime um sim, te digo que está redondamente errado, não podemos prever as rastei...