Capítulo 9.5 _ Um Feriado Surpreendente _ 2° Parte

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Todos conversaram bastante o caminho todo, Waldíkia se apegou ao Aires bem rápido e começou a chama-lo de "meu príncipe". Zilpa aproveitou e conheceu um pouco mais a Waldíkia também, ela ficou encantada com a menina, queria saber os mínimos detalhes da vida dela, como se alguma vez já mudou de casa, nome completo e se conhecia os avós.

O Parque não era distante, a caminhada foi até agradável. Até que bem na entrada do parque alguém esbarrar em mim e sujar a minha blusa. O pior foi que eu não vi quem foi porque na hora de entrar deu uma confusão enorme.

— Não acredito nisso — falei chateada comigo mesma.

— Não acredito 2 — Zilpa chegou perto para me analisar — isso é mancha, não vai sair nem com lavagem.

— Tudo bem, não gostava dessa blusa mesmo — Aires diz se divertindo — vem comigo, criatura.

Ele arrastou-me até uma barraca, idêntica as que estavam espalhas pela cidade. Dentro do parque também tinham várias e nessa em particular tinham a venda vestidos e missangas. Aires ficou a escolher algum vestido do seu agrado, enquanto Waldíkia, Zilpa e eu experimentávamos alguns colares, pulseiras e chambalas.

— Para o ano também vou montar uma barraca de artesanato, estou a ver que rende bem em dias comemorativos — comentou zilpa.

— Anotado, faz-me lembrar que eu também quero — Cairo também estava animado experimentado os artigos feitos a mão — Podemos ser sócios.

— Amari! Vem rápido — Aires chamou-me. Ele tinha escolhido um vestido para mim, para ser sincera pensei que ia escolher uma roupa toda escura ou fechada como ele gosta, mas não, o vestido tem a minha cara. Era feito de kapulana, condizia com a camisa dele — diziam que as kapulanas simbolizam a riqueza que uma mulher possui, eram guardadas em baús e só as usavam em ocasiões especiais — Aires falava de frente para mim enquanto substituía o lenço que tinha na minha cabeça por outro do mesmo tecido do vestido — elas eram oferecidas pelo homem que te deseja cortejar, pelo filho, genro, pai ou pelo irmão. Então aproveita o meu presenta. — Ele terminou de amarrar o lenço e sorriu para mim, Aires está sorrindo de novo, sem ironia ou sarcasmo é apenas o seu sorriso. Tinha esquecido que ele gosta mesmo do dia d'África, vendo bem, penso que é o único dia em que ele sai do preto básico e coloca algo mais colorido. — hoje em dia esses conceitos mudaram, mas quero que te lembres dessa peça como uma riqueza dada pelo teu mano querido — ele termina a frase com um sorriso de lado e coloca um espelho de mão entre nós, que tirou da bancada da vendedora, para que eu visse a amarrassa que fez com o lenço — Agora vai se trocar, criatura.

— Ah?

De novo distrai-me olhando para o rosto feliz dele.

— Quanto tempo mais vais ficar a olhar para mim? Eu sei que sou lindo, mas já devias estar acostumada a isso.

— És lindo? Uau! Quanta modéstia — faço questão de ironizar a minha frase e ele solta um sorriso mais aberto — A única coisa que te salva são esses olhos de morrer, se não, nem uma mosca pegas com a tua suposta beleza.

— Não foi isso que a Wal disse.

— Como é? A Wal? Já estás a apelidar a miúda? Ela gostou de ti por isso iludiu-te.

Estava com um pouco de ciúmes, Aires normalmente não se apega tão rápido as pessoas e dar apelidos definitivamente não é algo que faça.

— Ela mesma pediu que a chamasse assim. Aceita, eu fiquei com toda a vitamina do útero da nossa mãe.

— Então porquê não perguntamos para a Zilpa também?

— Não mesmo.

— Aires vê se cresces, porque não admites que gostas da Zil…

Entre irmãos Histórias para pegar e não largar. Descubra agora