Capítulo 5

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 CARLY

Cecília para o carro. Fico perplexa olhando pela janela do carro a doceria dela.

-Que lindo, amiga! Digo ainda abismada.

-Aí é só a parte externa, lá dentro é melhor. Ela diz saindo do carro. Saio também, fecho a porta e entro com ela. Toda a decoração me deixa mais surpresa, dourado com marrom, uma combinação que eu nunca pensei que daria certo. O cheiro de chocolate exala o ar. -Carly eu vou ali na cozinha, já volto. Ela diz.

-Tá bom. Falo e vou até o centro da doceria e vejo um painel grande de vidro com vários bolos dentro.

-Bonito, né. Me espanto com a voz masculina. Me viro e vejo um cara alto, cabelos loiros, olhos azuis me encarando. Fico sem jeito e me afasto por impulso.

-É...é sim. Tento dizer forçando um sorriso.

-Carly? Ele pergunta. Que voz. Penso.

-S..sim. Concordo.

-Prazer, eu sou o Tiago. Ele diz estendendo a mão. Cumprimento apertando sua mão macia e carnuda. -Eu ajudo a Cecília aqui, sou o garçom. Ele termina.

-Eu sou a Carly. Falo.

-Eu sei. Ele diz. -A Cecília me falou de você. Diz.

-P....pois é. Digo ainda nervosa.

-Bom, sinta-se à vontade. Ele diz. -Preciso atender os clientes. Diz e sai. Observo aquele monstro de corpo se afastando.

-Tchau. Digo baixo.

-Você tá bem amiga? Cecília me assusta.

-Eu tô. Digo ainda iludida com o deuso que vi.

-Tá toda boba, por quê? Ele pergunta.

-Miga, eu acho que tô iludida. Falo. Ela rir.

-Por quem? Ela pergunta. -Mau chegou aqui, quem é? Pergunta de novo. Aponto meu dedo disfarçadamente pro garçom. Ele olha e começa a rir alto. -Eu não CREIO! Grita. Tapo a boca dela.

-Miga, calada. Tiro minha mão de sua boca. Ela rir baixo.

-O Tiago? Ele sussurra. Concordo com a cabeça. -Amiga, a senhora tá ferrada. Ela diz.

-Por quê? Pergunto.

-Ele é mulherengo. Diz me deixando decepcionada. -Mas não vejo ele saindo com ninguém ultimamente. Ela diz fazendo-me criar novamente expectativas.

-Ai amiga! Digo e ela rir.


DOZE HORAS DEPOIS


ENZO

Entro em mais uma loja de roupas, vou até o balcão e vejo uma moça. Me aproximo.

-Bom dia. Ela diz.

-Bom dia, vocês tão precisando de gente pra trabalhar? Pergunto. Ela me olha estranha.

-No momento a loja não tá precisando de ninguém. Ela diz. Droga! Penso. Saio da loja. Cinco lojas e nada, acho que tenho que ir em mercado ou até oficina de carro. Preciso de um empregos se não vou ter voltar pra casa da minha mãe.

CINCO MINUTOS DEPOIS 

-Você não tem experiência com carros, então? Ele pergunta.

-Bom, eu sei trocar pneu. Falo.

-Desculpa rapaz, mas a gente precisa de alguém que saiba trocar óleo, concertar freios, mexer no carro todo. Ele diz.

MERETRÍCIOOnde histórias criam vida. Descubra agora