Capítulo 9

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DANDARA

Tiago abre a porta da saída do shopping, sorrio de seu gesto cavalheiresco.

-Você é um bobo. Falo.

-Trate uma dama como tal. Ele diz. Rio sem graça. -Você gostou do filme? Ele pergunta.

-Eu adorei! Nunca pensei que eu gostaria tanto de um filme de romance como esse. Falo. Ele me olha sem entender.

-Como assim? Ele pergunta.

-Eu detesto romances. Digo. Tiago me olha incrédulo. Rio de sua reação.

-Então não gostou do filme? Ele pergunta.

-Mas é lógico que eu gostei. Respondo. -Por isso minha surpresa, o filme foi ótimo. Finalizo, andamos até a faixa de pedestres, os carros param e atravessamos.

-Que bom que você gostou, então pode ser que role uma próxima? Ele insinua. Rio.

-Ahh, mas você é bem espertinho, hein! Comento. Ele rir.

-Que nada, sua companhia me agrada muito. Ele diz. Fico sem jeito e retribuo com um sorriso.

-Obrigada, a sua também é ótima. Digo.

-Tiago? Uma voz feminina fala. Olho para trás e vejo uma garota morena de cabelo curto me encarando nada bem.

-Oi Carly! Ele a cumprimenta com um aperto de mãos. -Você por aqui. Ele diz.

-Sim, eu tava no shopping. Ela diz.

-A gente também. Ele diz.

-Quem é ela? Ela pergunta me fitando de cima a baixo.

-Essa aqui é a Dandara. Ele diz.

-Olá, tudo bem? Falo estendendo minhas mãos.

-Oi. Ela diz e não estende sua mão. Fico sem jeito e abaixo. -Vocês são namorados? Ela pergunta. Fico desconfortável e olho pra Tiago que parece que gostou da pergunta.

-A gente é amigos, Carly. Respondo. Ela continua com um olhar de reprovação pra mim.

-Isso. Tiago diz.

-Arram. Ela diz.

-Pois é, Tiago, a noite foi ótima, eu vou indo. Digo.

-Não! Calma, eu vou com você. Ele diz.

-Não precisa. Falo.

-Eu faço questão. Diz. Sorrio educadamente e aceito. -Tchau, Carly. Ele diz e ela abre um sorriso e logo me olha fechando a cara de novo.


CAUÃ

O filme acaba. Olho pra Enzo que está entre cair no sono e ficar olhando a TV. Rio. Esse garoto me deixa bobo. Penso.

-Ei! Jogo meu travesseiro nele. Enzo se desperta.

-Porra, Cauã! Ele fica com raiva. Rio alto. Ele joga seu travesseiro em mim.

-Para! Grito. Ele começa a rir. Rimos juntos. Enzo deita sua cabeça em minhas pernas. Fico sem reação, meus batimentos começam a ficar acelerado. Ele me encara. -O que foi? Pergunto nervosíssimo.

-Nada. Ele responde. -É só que eu sou muito agradecido por você me dar apoio. Ele diz. Abro um sorriso.

-Você não precisa agradecer. Digo. -A gente precisa conversar. Falo mudando o assunto. Enzo se espanta e se senta.

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