Anne
Estou na recepção do hospital aguardando ser atendida. Minha médica é a Dra. Candyce Platt, gosto muito dela. Ela sempre se preocupou comigo desde pequena, foi ela que diagnosticou a "XP" em mim. É normal eu sentir um afeto grander por ela.
-Senhorita Anne Shirley Cuthbert? -Dra. Candyce me chamou e abriu um sorriso acolhedor. -Saudade de você, querida! Você cresceu desde a última vez que te vi.
Eu e meu pai caminhamos em direção à sua sala. Estou tremendo e suando.
-Saudade de você também, Dra. Candy! -nos sentamos nas cadeiras que haviam na sala.
-Bom, qual é o motivo da consulta, huh?
-Anne foi exposta ao Sol. -meu pai diz.
A cara que Candyce fez agora foi péssima. Ela estava sorrindo e agora seu sorriso desapareceu, dando lugar à uma cara nada boa.
-Por quanto tempo?
-Foram questão de 3 segundos. Não vai dar em nada, né Dra.? -pergunto esperançosa.
-Isso só vamos saber fazendo um exame. Como vocês sabem, o cérebro de Anne pode estar encolhendo agora mesmo.
-Então para quando marcaremos o exame?
-Hoje mesmo. Anne é minha última paciente da manhã.
-Mas Dra., está quase no horário do almoço...
-Nathaniel, não se preocupe, posso almoçar mais tarde hoje. Você sabe que amo Anne! -ela sorri com ternura. -Vamos, querida?
Meu pai ficou na sala e Candy me acompanhou para a sala de exames. Não vai dar em nada...
Gilbert
Estou andando de um lado pro outro totalmente nervoso e eufórico. Ah, só para vocês saberem, eu e Diana estamos do lado de fora do consultório esperando Anne e seu pai.
-Se acalme, Gilbert! Desse jeito você irá abrir um buraco no chão. -a morena diz nervosa também.
-Desculpe, Diana. É que estou preocupado...
-Eu sei, também estou. -ela sorri pequeno e agarra minha mão com força, demonstrando que estava ali comigo.
Depois de uns vinte minutos esperando, Anne, Nathaniel e a médica saem do consultório.
-Até amanhã! -a Dra. se despede dos dois e entra novamente em seu consultório.
-E então? -eu e Diana perguntamos ao mesmo tempo. Se a situação não fosse tensa, eu teria dado risada pela sincronização.
-Melhor conversarmos em casa. -o pai de Anne alega e abraça a filha pelo ombro.
Aí não tem coisa boa...
[...]
Acabamos de chegar na casa da Anne e todos estão calados têm mais ou menos uns... 3 minutos? Cada um se encarando e sem saber o que dizer.
-Estou ficando aflita, contem logo, por favor! -Diana se pronunciou por mim e por ela.
-Eu fiz os exames hoje mesmo, a Dra. Candyce insistiu porque estava preocupada comigo. -vi ela engolir em seco. -E... pai, conta pra eles, não consigo falar. -sua voz está embargada.
Não suporto ver ela chorando, não posso ver Anne triste. Se ela está chorando, vou fazê-la sorrir. Sempre!
-Os exames mostraram que o cérebro de Anne está encolhendo. -diz sério. -E, infelizmente, diante das circustâncias, a Dra. Candy disse que ela não passa de seis meses.
Não ouvi mais nada depois da frase seis meses. Minha vida que estava cheia de cor, se descoloriu em menos de um segundo.
-ANNE NÃO PODE MORRER, ELA NÃO VAI! -falo um pouco alterado.
Agora está todo mundo chorando. Diana abraça Anne fortemente, Nathaniel está tentando não surtar e eu já surtei. Não tem como não surtar.
-Gil, você precisa aceitar... isso uma hora iria acontecer. -minha ruiva explica com os olhos cheios de lágrimas. -E vou entender se quiser se afastar e terminar o namoro comigo.
-Tá maluca, Anne?! Nunca mais repita isso na sua vida. -apoio minhas mãos em suas duas bochechas. -Eu jamais te abandonarei, Anne Shirley Cuthbert. Estarei do seu lado até seu último suspiro.
Vou fazer a vida dela baler a pena, mesmo que seja por pouco tempo. Vou fazer o possível e o impossível para realizar os sonhos e os desejos dela. Eu... meu Deus, já sei!
-Vamos casar.
-Que?! -todos falam perplexos.
-Vamos casar, Anne! Nós dois temos 18 anos e falta apenas um mês para acabarmos o ensino médio, então... vamos casar! Casa comigo?
-E-eu... -ela olha para o seu pai e ele assente. -Óbvio que sim!
A beijo com todo meu amor, fervor e paixão. A beijo como se ela fosse morrer -e uau, ela vai- ou ir embora para sempre. Se for para Anne morrer, irá morrer como minha esposa. Irá morrer como Anne Shirley Cuthbert Blythe. Minha Anne Blythe.
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Midnight Sun
Roman d'amourAnne Shirley Cuthbert, uma garota que não conhece o amor. Nunca sentiu o calor do Sol na pele por causa de sua doença chamada "XP". É doce e inocente, apenas tendo uma melhor amiga, Diana. É proibida de pegar Sol, caso contrário, pode morrer. Nunca...
