UI'S POV
Era estranho um professor novo lhe convidar para ir até uma lanchonete conversar sobre regras escolares? Sim, mas ele não podia recusar, estava com muita fome e a chuva ainda batia forte contra o chão.
Vamos explicar mais ou menos o que está acontecendo.
Sasaki Haise, o mais novo professor contratado nesse lugar, o qual ele foi designado para ensinar sobre as novas regras do local, tudo porque Arima estava muito ocupado preparando aulas para poder fazer isso.
Sinceramente, o professor Arima devia ser muito paciente para aturar esse muleque. O garoto fazia perguntas que as vezes nem tinham haver com o que estavam conversando, estava sempre mexendo as mãos como se não conseguisse mantê-las paradas, seus olhos me encaravam com curiosidade e as vezes algo que ele não conseguia identificar, ele estava sempre pulando ou saltitando, como se fosse um ato natural e involuntário. Resumindo, ele era irritante e estava tentando ser o mais rápido para se livrar dele.
Bom, ele não esperava que ia começar a chover e eles teriam que correr para se esconder em uma lanchonete. Um McDonald's para ser mais objetivo, eles resolveram pedir algo, já que já eram 17 horas e os dois estavam com fome, então eles pediram seus lanches e foram para uma mesa.
Curiosamente, o bicolor pede um McLanche Feliz o que quase o faz rir do quanto ele parecia uma criança agora, mas ele se segurou e continuou explicando para o menor enquanto ele comia o seu hambúrguer extremamente feliz, balançando as pernas por debaixo da mesa e dando uma topada com as suas.
Quando terminou de explicar e tirou algumas dúvidas, resolveu terminar seu lanche e sair, ele até começou a contar quanto foi a sua parte e Haise fez o mesmo e depois lhe deu o dinheiro, dizendo que iria arrumar a mesa e levar o lixo na lixeira, falando para se encontrarem lá fora.
E foi o que ele fez, depois de pagar a conta, foi para fora e viu Haise brincando com o brinquedo que veio no lanche, era aqueles que você aperta e ele fala alguma coisa e começa a brilhar umas partes. Ele parecia bem entretido com o objeto, quando me aproximei ele o guardou no bolso e olhou para mim com curiosidade.
- Bom, acabou, então tchau senhor Sasaki. - Falei sem muito ânimo, me virando para ir até a estação mas senti a barra da minha camisa ser segurada. - O que foi? Nós já terminamos.
- Você pode... me acompanhar até em casa? - Eu o olhei, ele estava com a cabeça virada para frente, mas não estava me olhando, era mais uma expressão de ajuda. Eu estava prestes recusar quando ele completou. - Estão tendo assassinatos no meu bairro e eu não quero voltar para casa sozinho, não tão tarde.
Eu estava muito tentado a dizer não, me parecia uma desculpa esfarrapada para ter companhia, mas seu olhar triste e distante me fez ficar com pena e decidi aceitar. Assenti com a cabeça e ele sorriu abertamente e me disse um 'obrigado' alegre.
Começamos a caminhar e quando chegamos em uma rua aparentemente perto de sua casa, descobri que ele realmente não estava mentindo, essa rua apareceu nos jornais por conta de alguns becos perigosos que estavam sendo encontrados corpos jogados em condições desumanas.
Ele agora sentiu muita pena do seu colega, ele morava em um local horrível e mesmo assim parecia se divertir com tudo ao seu redor. Ele parecia um filhote de gato, pequeno e frágil que sabia das maldades ao seu redor, mas vivia de um jeito que pudesse sobreviver de alguma forma.
- Ei, eu fico bem ligado nesse negócio do assassino sabe? Já que eu moro na parte que ele mais ataca... - Ele comentou, eu olhei surpreso por ele ter iniciado um assunto. - Sabia que os seus alvos são pessoas sérias?
- O que você está querendo dizer? - Perguntei não entendendo aonde ele queria chegar com isso, quem soltaria algo assim no meio de uma caminhada em uma rua com um serial killer maluco que podia matar os dois a qualquer momento.
- Nada. Acho que estou nervoso com todos os ataques, mas é que todas as pessoas que foram atacadas, pelo menos de acordo com os relatos de amigos e familiares, eram pessoas sérias e que viviam estressadas com trabalhos e etc. Eu acho que eu não vou ser atacado... - Ele falou e eu concordei rapidamente com a cabeça. - E você?
- Acho que posso acabar sendo uma vítima, mas não se eu tomar cuidado. - Falei sem pensar muito, com todo o trabalho no Colégio Winchestter e os alunos que arrumavam problemas. Deus! Ele não sabe como não enlouqueceu ainda.
- Bem, tome cuidado. Ah! Aqui é minha casa! Tchau Sr. Ui! - Ele disse animado, indo até uma casa azul de aspecto simples. Ele correu até lá e acenou para mim antes de entrar dentro da mesma.
Suspirei cansado. Ótimo, agora eu estou longe de casa, com as ruas escuras e com um serial killer a solta. Que ótima maneira de terminar o dia!
Comecei a andar com certa cautela, até que eu sinto algo puxar a minha manga e me jogar na escuridão. Tento lutar mas é em vão, a pessoa coloca algo sobre a minha boca e eu desmaio.
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Resquícios
FanfictionEntão, basicamente um monte de capítulos soltos das minhas historias do spirit e do Ao3. E só isso mesmo...
