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Rafaella POV

Depois de deixar Mag em minha mãe, pois era caminho para o hospital, dirigi direto para o local. Bianca ainda me parecia muito mal, e seus lábios tremiam de tanta dor que a ela sentia. Eu realmente estava muito preocupada.

Assim que chegamos ao local de atendimento, Bianca foi chamada rapidamente por seu médico. O homem alto, fazia perguntas a morena enquanto a examinava. Doutor Richard, era médico da família a anos pelo que pude entender. O homem perguntava por seus avós.

- Tem sentido essas dores desde quando, Bianca? - pergunta o homem enquanto faz alguns exames.

Bianca estava deitada na maca e seu rosto ainda estava pálido. Seu olhar parecia perdido.

- Tem quase uma semana. - a carioca me olha rapidamente. Dou um breve aceno de negação mostrando minha chateação por ela ter escondido essas dores de mim.

- E apenas agora resolveu buscar por ajuda? - o homem lhe puxa a orelha - Tem sentido náuseas, dores nas costas e abdômen, suores pelo corpo, e ardência ao urinar.

O mesmo permite que minha namorada vista sua roupa. Ajudo a carioca com o procedimento, pois mesmo chateada quero apenas que ela fique bem logo. Esperamos apreensivas pelos resultados.

Nos sentamos nas cadeiras de frente ao doutor, que com o óculos de grau na ponta do nariz, nos olha nos deixando preocupadas com o que pode ser a dor que anda incomodando minha namorada.

- Os exames apenas foram para confirmar, pois todos os sintomas já estão bem óbvios. - o homem retira o óculos - Você esta com pedra nos rins. Antibióticos ou até remédios caseiros solucionariam o problema.

Minhas mãos apertam as mãos da minha namorada que estão entrelaçadas em cima de minha perna. Então ouvimos atentamente cada palavra que é dita pelo mais velho.

- Porém essa pedra esta um pouco grande. Não precisam se preocupar é um procedimento simples.

Andrade me olha e sua mão que tremia em minha perna parece relaxar. Deixo um beijo em sua bochecha de alívio, por não ser nada grave, como o médico mesmo disse.

- Quando podemos fazer isso. Essa cirurgia? - a carioca parece assustada. O que me deixa em alerta, parece que alguém não curte hospitais.

- Quanto mais rápido melhor. Amanhã tenho um tempo em aberto no quadro de cirurgias no começo da noite.

Bianca me olha com os seus castanhos lacrimejando. Aquela carioca forte, agora parecia uma menina indefesa.

- Tem certeza que é um procedimento simples, doutor? Como o senhor sabe eu tenho uma filha pequena para cuidar, e uma bela namorada para... - seus olhos se desviam dos meus - amar muito.

Acabo sorrindo com a sua frase. Como não amar essa mulher... Levo sua mão até os meus lábios, deixando um beijo no dorso de sua mão gelada.

- Sim, Bianca. Apenas terá que passar à noite aqui no hospital e depois será liberada. Não precisa se preocupar querida. - Richard segura na mão de Bianca que esta sobre a mesa.

- Uhm certo. - diz se dando por vencida. - É que depois de amanhã é o aniversário dessa loirinha linda e eu queria estar cem por cento para ela. O senhor sabe né?!

Diante da última frase de duplo sentido de minha namorada, sinto minhas bochechas queimarem. Depois de mais alguns diálogos, consigo convencer a carioca a fazer o procedimento, pois a mesma queria adiar até passar o dia do meu aniversário.

- Hoje ela pode ir pra casa? - pergunto.

- A manteremos internada aqui hoje. - os olhos de Bianca saltam para fora em pânico - Não acho uma boa idéia te mandar pra casa com dores.

- Mas...

- Nada de mas, Andrade. Irei te medicar e amanhã faremos o procedimento. - diz o homem negro por fim. - Vou pedir para a enfermeira providenciar um leito.

Enquanto aguardamos, a carioca assina os documentos de sua internação. Peço a Bianca que avise seus avós, mas a mesma prefere falar com eles amanhã pela manhã, não queria preocupa-los uma hora dessas. Apenas avisamos a sua prima.

Depois de Bianca estar acomodada no leito fico mais um pouco com ela, a carioca ainda sente dor, mas o doutor já tinha providenciado os medicamentos. Me despeço da morena com dor no coração em ter que deixa-la sozinha.

Quando chego em casa, um pouco mais das dez horas, Mag já está dormindo no colo de minha mãe, que assisti um reality show que passa na tevê.

- Não precisa chorar, Rafa. - diz minha mãe depois de eu contar tudo a ela. - O doutor não disse que é um procedimento simples?

- Sim, mas ela não queria ficar. Ela não gosta de hospital mãe. - passo a mão no rosto.

Ficamos conversando mais um pouco. E como nós duas ainda trabalhariamos pela manhã nos retiramos. Ajeito Mag ao meu lado na cama e acabo me entregando ao sono com a bebê agarrada ao meu corpo.

-

Bianca POV

Depois que Rafaella saiu, me permiti chorar. Não sei o porque, mas hospitais me causam pânico. Nunca passei por uma experiência dramática aqui, mas os corredores silenciosos, os sons de bipes nos quartos ao lado, me dão péssimas sensações.

Os medicamentos tinham amenizado as dores, mas ainda sentia um certo incômodo ao urinar. Como Richard disse quando veio me ver pela manhã, o incomodo só passará depois que o procedimento cirúrgico for feito.

Falei com Rafaella rapidamente em uma chamada de vídeo em seu horário de almoço e pude perceber que a loira ficou mais tranquila quando viu que minha prima estava aqui comigo. Eram coisas assim que eu estava evitando quando não contei a ela sobre as dores, ver seu rosto preocupado.

Como eu imaginava meus avós queriam vir me ver, mas neguei dizendo que era algo simples que amanhã mesmo eu teria alta. Falei com os meus pais e irmã por ligação. Quem via acreditaria que estava prestes a morrer, mas fico feliz em receber tanto carinho, pois até Marcela, que é mais fechada veio me ver no meio da tarde junto com as minhas chefes.

- Boa noite, Srta Bianca. - diz a enfermeira ao entrar em meu quarto - Daqui a vinte minutos será levada para o centro cirúrgico. Já pode se trocar, daqui a pouco o Doutor Webber vem para te levar.

Apenas assinto em concordância. Minha mão já começa a suar frio. E olho para Rafaella que acabou de entrar no quarto. Como havia prometido, Rafaella depois do trabalho veio direto para cá. Apenas tinha saído para ligar para sua tia, avisando que Miguel passaria para pegar Mag para ficar com ele.

- Preciso me trocar. - aviso me sentando na cama.

- O quê? Não, Bianca, você não irá fugir. - a loira me segura pelos ombros me fazendo rir.

- Calma amor. Preciso me trocar para a cirurgia. - explico lhe mostrando a camisola hospitalar.

Kalimann acaba sorrindo, me fazendo acompanhá-la. Fugir não seria uma má idéia, porém prefiro me livrar da dor de uma vez.

- Esta mais calma? - ela segura em meu rosto. Eu já estava trocada e faltava menos de minutos para eu ser levada.

- Sim, baby. Graças a você. Obrigada por estar aqui comigo. - a puxo pela cintura colando nossos corpos.

Rafaella sela nossos lábios em um beijo calmo. Nossos línguas brincam dentro de nossas bocas, explorando cada canto.

- Desculpa atrapalhar meninas, mas eu preciso levar uma certa carioca. - a voz de Webber se faz presente.

- Claro - Rafaella se afasta. A loira tem as bochechas vermelhas com um sorriso tímido nos lábios. - Boa sorte.

Depois de dá um selinho na loira, me deito na maca trazida por meu médico.

Apenas um procedimento simples - repito como se fosse um mantra.

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Não é apêndice, mas é pedras nos rins.  Respirem. 

Boa noite!  😂😂

Mag's nannyOnde histórias criam vida. Descubra agora