15.

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Rafaella POV

Minha manhã de domingo não estava sendo uma das melhores, mal dormi noite passada e acordei com dor de barriga. Tudo isso era pelo simples motivo de que hoje Bianca me apresentaria para a sua família como a sua namorada.

Quando conheci Mônica Andrade pela primeira vez não foi um dos momentos mais agradáveis da minha vida, pelo contrário, foi bem desagradável. A mulher foi grossa pelo simples fato da babá estar no aniversário de sua neta, imagina qual será a sua reação ao descobrir que a babá, no caso eu, é a namorada de uma de suas herdeiras.

Renato e mamãe estavam sempre tentando me acalmar dizendo que ia dar tudo certo, e que talvez dona Mônica pudesse me tratar bem sabendo que eu cuido tão bem de sua netinha. Mas é claro que minha matriarca não sabe como fui tratada no aniversário de Mag, não queria chatear minha mãe e deixá-la mais preocupada ainda comigo. Apenas Renato e Caon que sabiam disso, e os mesmos disseram que eu não deveria abaixar a minha cabeça pra mulher.

Me encontrava pronta dentro do meu habitual jeans e uma camiseta preta de uma banda de rock. Quando perguntei a carioca que tipo de roupa eu deveria usar, a mesma respondeu que poderia ser qualquer coisa que fizesse eu me sentir confortável, e que eu não deveria me preocupar em agradar a sua família, pois eles devem gostar de mim do jeito que eu sou.

Ainda faltava uma hora pra Bianca vir me pegar em casa. O almoço seria na casa de seus avós, os senhores de idade não me preocupavam muito, mas os seus pais sim. O senhor Marcos eu não tive a oportunidade de conhecer e a irmã de Bianca, a Iris, apenas falei um breve "oi" quando a jovem pegou Mag de meus braços em seu aniversário.

- Esta se sentido melhor? - pergunta meu irmão se sentando ao meu lado no sofá.

- Ah sim... Apenas sinto uma fisgada na ponta do estômago e muita palpitação, mas estou bem. - sorri fechado.

Renato aperta minha mão que está embaixo da sua. O adolescente tenta me distrair me contato sobre a luta que passou na tevê essa madrugada que eu acabei dormindo. De certa forma isso me distraiu, quando dei por mim minha tia já estava avisando que Bianca estava no portão me chamando. Pedi ao meu irmão que avisasse mamãe que eu já fui, já que a mais velha tinha ido ao mercado com minha tia Luzia.

- Oi. - digo deixando um beijo nos lábios da carioca.

- Oi linda. - a morena me abraça rapidamente e vejo minha tia Teresa parada no vidro do carro brincando com Mag que esta em seu banquinho. Essa era a minha tia, sempre tão...tão...receptiva.

- Vejo que já conheceu minha tia Teresa. - digo ganhando a atenção da mais velha.

- Ah sim...

- Bianca, a sua filha é adorável. - minha tia sorriu desviando o olhar de Mag que tinha uma carinha neutra.

- Obrigada, Teresa. Podemos ir amor? - a carioca se vira para mim. Tá, espera, Bianca me chamou de amor ou eu estou ouvindo coisas?! O meu lábio se contrai em um imenso sorriso e tento disfarçar, mas é impossível conter a felicidade pela morena me chamar de amor.

Me despeço de minha tia e me sento ao lado de Bianca no banco de passageiro.

- Bia? - chamo a atenção da morena que acabou de sair da rua de minha casa.

- Sim?

- Você me chamou de amor, ou foi impressão minha? -mordo o canto da bochecha.

- Chamei, você é o meu amor Rafinha. - a mesma me olha rapidamente sorrindo.

- Então tá, amor. - digo timidamente fazendo a carioca soltar uma risadinha, ato que me deixa com mais vergonha ainda.

[…]

Mag's nannyOnde histórias criam vida. Descubra agora