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7/10

Bianca POV

Eu me encontrava nas nuvens depois de ter escutado os coraçãozinhos dos meus bebês. Nunca me imaginei sendo mãe de gêmeos. Depois daquele momento triste que passamos da primeira tentativa, sermos assim abençoadas em dobro é muita felicidade. Claro que teremos trabalho em dobro, gastos em dobro, choros e fraldas sujas em dobro, mas ver os rostinhos idênticos, sorrisos duplos, vale muito.

Da consulta já ligamos para a minha família, para os Kalimann e nossos amigos. A notícia alegrou a todos e para a nossa sorte quando fomos pegar Mag na escolinha, a menina estava animada com o seu irmãozinho. Quando demos a notícia que eram dois em vez se um, a bebê ficou toda eufórica dizendo que seria a melhor irmã do mundo.

Com isso os dias foram correndo. Eu indo para o trabalho e Rafaella na reta final da faculdade. A barriga de minha esposa esta bem mais evidente. Estamos entrando na 18° semana.

Diogo graças a Deus voltou para a sua cidade. O homem por perto só sabia encher o saco. Queria cobrar coisas que não tinha direito. E Mag me contou que nesses dias que o pai estava em sua avó Gisele, ele nem ficava brincando com ela. Então conclui que ele apenas queria se aparecer.

As vezes tinha que chegar de um dia cheio do trabalho, aguentar as manhas de minha filha e as choradeiras de Rafaella por causa de seus hormônios. Teve um domingo que Rafinha acordou com um péssimo humor, estava impossível de conversar com ela, e Mag chorava por tudo. Eu apenas me tranquei no banheiro por horas dentro da banheira tomando banho. Eu só queria um pouco de silêncio.

Os planos de arrumar o antigo quarto de Mag para o bebê tinha mudado. Na verdade todo plano que havíamos feito tinha mudado, no nosso apartamento não tinhamos condição de criar dois bebês e uma criança de quatro anos. O local é pequeno demais para isso, então agora estamos correndo contra o tempo a procura de uma casa bem maior. Já visitamos duas casas em um condomínio aqui por perto, mas nenhuma delas eram bem estruturadas para crianças.

Hoje ficamos de ver uma, em um condomínio próximo a casa da mãe de Rafaella. E estava esperançosa que lá séria a casa certa, estamos em uma corrida contra o tempo, ainda mais sabendo que a gestação de gêmeos quase sempre é prematuro. E que a partir da 37° semana nossos bebês podem chegar.

Depois de responder uma mensagem ao agente imobiliário confirmando a minha visita a casa, deixo o meu celular no carregador e vou até o quarto de Mag ver o que ela esta aprontando. E milagrosamente, a bebê esta apenas sentada no tapete colorido no meio de seu quarto, brincando de panelinhas.

- Mamy, vem tomar cházinho. - ela coloca a sua xícara de brinquedo nos lábios.

- E quanto esta esse cházinho? - me sento com as pernas dobradas de frente para ela.

A menina coloca o dedo indicador no queixo, seus pequenos olhos castanhos se fecham, enquanto finge pensar me fazendo sorrir.

- Para a senhorita Mamy é de graça. - me estende a xícara vazia.

- Muito obrigada senhorita filha. - Mag me observa com um pequeno sorriso nos lábios - Uhm, isso esta muito bom.

- Mamy, não tem nada dentro. - a mesma solta uma gostosa risada me fazendo rir.

[...]

- Esse é um bairro bom. Ótimos seguranças no condômino. Como a senhora mesmo viu, tem piscina para crianças e adultos, quadra, playground, e tem uma escolinha infantil a poucas quadras daqui. - explica o homem enquanto tenta abrir a porta.

- Me parece bom até agora. - olho para o jovem.

O homem me da espaço para entrar. Só a entrada dela já me impressiona. Ele me mostra cômodo por cômodo, abrindo portas de armários embutidos na parede e de gabinetes dos banheiros. A casa era linda. Com espaço que precisávamos e o local era de uma ótima segurança.

Mag's nannyOnde histórias criam vida. Descubra agora