Capítulo 7

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Hinata contava animada a proposta do reino da Areia, o qual era aliado do da Folha também. Ela sentia-se honrada em ser vista daquela forma, a ponto de dar aulas de diplomacia e liderança para alguém. Tsunade ficou enciumada e disse que também queria ter aulas com ela após a No Sabaku, arrancando uma risada da Hyuuga. Era só o que faltava, já não bastava ter que lidar com o ciúmes e a proteção do seu guarda pessoal iria ter que lidar com a amiga.

— Impossível perder seu cargo de melhor amiga, Tsu... — Ainda em meio a risadas, Hinata garantiu o óbvio para a Senju.

— Espero mesmo, avise a Sabaku que tenho treinamento com espadas. — Cruzou os braços em frente aos seios e empinou o nariz.

Apesar de Hinata estar decidida a não aceitar nenhum rei ou príncipe, ela sabia do dever que tinha, estava com a cabeça cheia e precisava do seu tempo sozinha. Pediu licença a Tsunade e foi para biblioteca, Neji entendeu que naquele momento ela precisava do seu espaço e ficou ao lado de fora. A Hyuuga corria os olhos pelos pergaminhos já lidos anteriormente, suspirava várias vezes em busca de alguma resposta, no entanto, era sempre em vão. Não existiam caminhos para ela a não ser se casar, maldito mundo feito para homens. Ouviu uma leve batida na porta, a tirando dos seus pensamentos.

— Não preciso de nada, Neji — falou mais alto, mas a porta foi aberta.

— Sou eu, Hinata. — Hashirama entrou sorrindo, fechou a porta atrás de si e foi até a poltrona em frente a rainha para sentar-se. — Você está bem?

— Tentando não decidir o meu futuro por causa de meros acordos. — Ela suspirou derrotada.

— Você não precisa e sabe disso. — Ele sorriu solícito. — Seu pai não gostaria de lhe ver infeliz apenas por um pedaço de terra, ou um herdeiro.

— Mas eu não tenho o que fazer, o conselho vai me pressionar até o fim dos meus dias. — Revirou os olhos.

— Então os enrole o máximo que pode, até ter a certeza de conseguir se casar com quem ama. Eu cometi um erro com a Tsuna, você sabe. Jamais me perdoei por colocar o reino acima da felicidade da minha filha, não deixarei que aconteça o mesmo com você.

— Obrigada. — Ela sorriu aliviada e grata pelas palavras. — Enrolar é o que pretendo fazer, recebi uma proposta do reino da Areia, ensinar a Temari No Sabaku sobre diplomacia e liderança, em troca do livre comércio entre os reinos.

— Uma ótima proposta, realmente.

— Fiquei feliz e animada pelas aulas, claro, mas também pensei que é uma ótima oportunidade para manter o conselho calado. — Ela sorriu confiante.

— Você herdou a inteligência e a articulação da sua mãe. — O Senju curvou os lábios admirando a mais nova, que se parecia tanto com a mãe, grande amiga e rainha. — Bom... — levantou-se para se retirar —, e quando terminar com a No Sabaku me avise, que mando a Tsunade. Acredito que vão se divertir juntas, além do aprendizado, é claro. Isso lhe dará mais tempo.

— Eu não tenho como lhe agradecer, Hashirama.

— Não precisa, Hinata. Você é como uma filha para mim, quero vê-la feliz. — Saiu da biblioteca deixando a Hyuuga sorrindo boba, era disso que ela precisava; tempo e com ajuda ela teria.

[...]

À tarde despediu-se dos seus convidados, Hashirama precisava voltar pois seus deveres o chamavam. Ela acenou sorridente da porta do castelo com Neji ao seu lado.

— Tenho uma ótima ideia. — A Hyuuga falou, ainda vendo a carruagem deixar as suas vistas. O moreno sentiu um arrepio percorrer o seu corpo e no momento seguinte, os dois estavam no fundo da biblioteca aos beijos. — Neji... — Gemeu seu nome ao sentir os beijos molhados descerem seu pescoço.

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