Capítulo 11

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Eu terminava de vestir o meu macacão no vestiário, com os demais caras, quando Jace  adentrou: 

— Caras, esse Magnus Bane, além de ser bem jeitoso. — Ele imitava o formato de um corpo sinuoso com as mãos, e tinha um sorriso pervertido no rosto. — Ele  cheira deliciosamente bem..

Fiquei sério rapidamente.  

— Onde viu Magnus? E como sabe que ele cheira bem? 

— Bom, ele acabou de sair do meu escritório.. 

— Ele esteve aqui?  — Interrompi a sua frase.

— Sim, há pouco tempo. Se você for até a minha sala, ainda poderá sentir o cheiro dele. 

— E ele perguntou por mim?  — Perguntei mal humorado, Jace já estava torrando a minha paciência, o jeito que ele falava de Magnus me incomodava mais do que deveria.

— O quê? Não! Aliás, ele parecia ansioso para ir embora logo. Mas por que diabos ele perguntaria por você? 

— Por nada. — Respondi seco, terminando de subir o meu zíper, notando que a conversa era acompanhada por todos ali com interesse.

Jace me relanceou um olhar desconfiado, mas depois prosseguiu:

— Ok, então, prosseguindo. Seria estranho se, depois de terminarmos a restauração da belezinha daquela moto, eu o convidasse para um jantar? 

Antes que eu pudesse me controlar, me encontrei a quase um nariz de distância do meu amigo e patrão, com uma expressão bem fechada: 

— Não se aproxime de Magnus, está me ouvindo? — Avisei praticamente rosnando as palavras. 

Jace não recuou e me encarou:

— Opa, agora isso soou possessivo! Minha sala, agora! — Ordenou firme. 

Quando eu cheguei  à sala do patrão, o encontrei com braços cruzados e a expressão fechada. 

— Agora desembuche, homem! O que houve entre você e Magnus Bane? Por que ele parecia estar ansioso para sair daqui o mais rápido possível e quase teve um ataque quando eu disse que te chamaria? 

Mal contendo uma exclamação, passei a mão pelos cabelos pela enésima vez. Eu estava fodido! Aquilo confirmava o que eu  já desconfiava. Magnus está furioso comigo! 

— Cara, eu estou esperando!  —  Jace falou, impaciente.

— Bom.. Naquele dia em que eu fui levar o orçamento para ele.. Nós nos encontramos para tomar um sorvete e.. Passamos a noite juntos! É isso! 

Esperei pelo sermão, mas estranhamente ele não veio. Então encarei o amigo que tinha uma expressão divertida e confusa no rosto.

— O que é, Jace ? — Perguntei, irritado. 

— Estou pensando agora que você não deve ter dado o seu melhor, irmão! Ou que perdeu o jeito da coisa. Porque o homem não parecia muito satisfeito. — Disse, mal segurando o riso. 

— Porra, cara! Eu aposto as suas bolas que eu o deixei bem satisfeito! E várias vezes, só para constar.   —  Falei debochado.

For You (Malec)Onde histórias criam vida. Descubra agora