Capítulo 2

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“Foque nos olhos, Alec!” — Eu me ordenava internamente. — Não nos lábios pequenos e  sexy como o inferno! E nem fique tentando ter um vislumbre daquele bumbumzinho arredondado que viu na hora que ele saia do bar. E por Deus, ignore o cheiro de sândalo  que emana dele! Quer ficar de pau duro diante de um estranho? Mesmo que um lindo estranho, maravilhoso estranho que lhe invoca imagens quentes à mente!"

Eu havia reparado naquele traseiro bem-feito assim que ele entrou no bar, todo seguro de si, mesmo não estando em seu ambiente natural. Porque isso era óbvio: aquele homem  não era da área. 

Tanto pela maneira como ele se vestia, com uma elegância ímpar, que as garotas e garotos  do lugar não tinham, tanto também... Bom, eu teria notado um homem lindo daquele pelas redondezas. 

“Esse homem não é para o seu bico!”   —    Minha mente advertiu.  —  Assim como Sebastian não era!”

Me aproximei de Magnus e  forcei-me a tirar o pensamento do loiro. Eu não devia sequer lembrar o nome dele! 

— Suas chaves! — Estendi a Magnus  e percebi que os seus dedos ainda estavam trêmulos. 

Pobrezinho! 

Aquele belíssimo homem havia passado por um susto e tanto! Eu nem queria pensar no que poderia ter acontecido se eu não aparecesse... Eu não quis alarmá-lo, mas eu sabia que a região é perigosa e ele havia corrido um grande risco. 

— Obrigado. Deixe que eu reembolse você.. 

— Não, tudo bem. — O interrompi, na hora que o outro buscava a carteira nos bolsos, com um gesto de mão. 

— Por favor, eu faço questão..

— É sério, não precisa! — Falei com a voz séria, embora sorrindo. 

Magnus pareceu sem jeito. Talvez pensando que eu  não tinha onde cair morto e que aquele dinheiro iria me fazer falta. 

Ótimo! Um perseguidor e um pobretão! 

“Parece que causou uma boa impressão, não é mesmo, Alec?” 

Talvez a minha aparência induzisse a tal conclusão. Para algumas pessoas, tatuagens e o jeito despojado de me vestir, era como carregar uma placa de vagabundo desordeiro na testa. 

Bom, eu nunca me incomodei com isso, sempre fui tranquilo com o que eu sou. Eu sei quem eu sou, as minhas convicções e cada detalhe entalhado em meu corpo tem uma razão de ser. Assim, pouco importava a opinião dos outros, mesmo que esse outro fosse uma coisinha deliciosa como aquela na minha frente. 

— Vou te acompanhar até o seu carro.  —  Murmurei.

— Ok. Espero me lembrar onde ele está. —  Magnus pareceu tomar uma respiração profunda e ensaiar um passo, para ter certeza de que estava bem para voltar andar. 

Disfarcei um sorriso. Ele era gracioso, mesmo parecendo mole como uma gelatina. 

E obviamente pensei em como seria deixá-lo mole daquela forma, em meus braços, sob o meu corpo em uma cama. 

Afundei as minhas mãos nos bolsos, para que a minha ereção, que se insinuava, não ficasse tão visível e comecei a segui-lo. Com ele a um passo na minha frente, eu podia, não só apreciar o bumbum perfeito, como também as suas longas pernas torneadas. Inferno, que visão! Aquelas pernas em torno de minha cintura, enquanto eu me afundava nele..

Comporte-se, rapaz!” 

Rachei com o meu amiguinho  lá embaixo, que mais parecia um adolescente virgem. 

For You (Malec)Onde histórias criam vida. Descubra agora