Capítulo 24

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Como eu previa,  assim que Sebastian se viu recuperado do soco, partiu para cima de mim e o seu amigo foi em direção a Catarina para pegá-la. 

Mas o que o loiro e o seu parceiro não imaginavam era que nós já tínhamos tido aulas de defesa pessoal. Dessa forma, com dois movimentos, já tínhamos  dado o golpe chamado de mata leão, imobilizando os nossos oponentes. Sebastian e o latino se debatiam, na tentativa frustrada de escapar. Assim que o loiro sossegou, cansado, comecei a dizer em seu ouvido: 

— Eu tenho que dizer que você merecia mais uns socos bem dados, garoto! Uma surra a qual deve ter lhe faltado quando era criança! E eu juro que minha vontade é de esfregar a sua cara nesse chão imundo! Mas, eu não vou descer ao seu nível! Eu só quero lhe dar um aviso: deixe Alexander  e a mim em paz, está entendendo? Os seus joguinhos não serão suficientes para nos separar, então, aceite que perdeu essa, seu idiota! 

Assim que notei a aproximação dos seguranças da casa, soltei o homem e ergui as minhas mãos, para demonstrar que eu estava apenas me defendendo. Mas isso não foi o suficiente, pois quatro caras enormes, sem querer saber do que estava acontecendo, nos agarraram com brutalidade.

— O que está fazendo? — Esbravejei, me debatendo, tentando me soltar. 

— Sem bagunça no recinto, moço! — Disse o brutamonte, arrastando-me pelo braço. 

— Mas.. Eu só estava me defendendo!  — Gritei.

— Hey, tire as suas mãos de cima dele! — Era Alexander  quem surgia, arrancando-me dos braços do sujeito, irado. 

— Você conhece esse homem? 

— Claro! É meu namorado! E essa é a amiga dele. — Apontou para Catarina. Como era conhecido da casa, logo foi atendido e o outro sujeito soltou Catarina. 

— Você está bem? — Perguntei para Magnus, segurando o seu rosto entre as minhas mãos, examinando-o. 

— Estou sim. — Ele balbuciou, meio confuso. O acolhi em seus braços, trazendo também a sua amiga para perto de mim. 

Então, me dirigi ao chefe dos seguranças, olhando com expressão fechada para Sebastian, que ainda estava imobilizado.

— Eu pensei que ele estivesse proibido de frequentar a boate. 

— Sim, e ele ficou muito tempo sem aparecer! E quando volta, já cria confusão!

O loiro esperneava  e gritava insultos, enquanto era arrastado para a fora. 

— Mas o que realmente aconteceu? — Perguntei, depois de tudo se tranquilizar. 

— Aquele louco surgiu, não conseguiu ouvir umas verdades e jogou a sua bebida em mim! 

— Venha, eu vou levá-lo  ao banheiro para lavar o rosto.. Você está bem?   — Perguntei, pela milésima vez.

— Estou, não precisa se preocupar tanto!  — Respondeu sorrindo.

— Só quero ter certeza de que está bem.   — Dei de ombros.

— Eu estou, seu bobo! Eu só preciso de água! — Enquanto eu ligava a torneira, Alexander parou ao meu lado, cruzando os braços e com cara de riso.

— Eu não acreditei, quando eu vi você no meio daquela confusão! Sempre achei que era um homem contra a violência. — Provocou.

Ao terminar a lavagem de meu rosto, desliguei  a torneira e soquei  o braço dele.  

— E eu sou, seu idiota! — Tentei me  fingir de bravo, mas ri também. — Mas, eu não tenho sangue de barata! E eu estava com aquele garoto atravessado na garganta, acho até que um soco foi pouco!  —  Como ele continuava a me olhar com uma expressão divertida, levei as mãos ao rosto, sentindo-o queimar. — Pelo anjo! Perdoe-me por ter interrompido o seu show! Eu estou morto de vergonha! 

For You (Malec)Onde histórias criam vida. Descubra agora