Capítulo 30

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Magnus  dormia com a sua cabeça encaixada na curva de meu braço, quando eu despertei em um sobressalto durante a madrugada. Era incrível que eu não o tivesse despertado, devia estar esgotado, tanto fisicamente como mentalmente. 

Tive um pesadelo. 

Sonhei que eu não havia conseguido alcançar Magnus a tempo, a imagem do carro acertando-o, jogando-o longe e o seu corpo pousando sem vida no solo. 

Minha garganta estava seca, o meu coração batia desesperado no peito. Apertei-o em meus braços, eu precisava senti-lo para ter certeza de que ele estava bem. 

Devo tê-lo apertado muito, pois ele acordou e me encarou sonolento. Logo a preocupação estampada em seus olhos de gato surgiu: 

— Você está bem? Sente alguma dor?  —  Perguntou, alarmado.

— Estou ótimo, meu anjo! — Beijei o alto de sua cabeça absorvendo o cheiro de sândalo de seus cabelos. — Com você do meu lado tudo está ótimo! 

— Tem certeza de que eu não estou incomodando você? — Ele perguntou, se aninhando ainda mais a mim. 

— Não, nem um pouco! Não ouse tirar esse seu belo traseiro daqui! — Para reafirmar o meu pedido, deslizei a minha mão pelo bumbum dele. 

— Comporte-se, homem! Estamos num hospital! 

— Ok. Então, volte a dormir, gatinho.

Ele logo caiu no sono novamente, enquanto eu fiquei observando-o por vários minutos antes de me entregar ao cansaço também.

⇢⇢⇢

Quando eu despertei na manhã seguinte, Magnus já não estava mais no quarto. E logo um homem trajado de branco, munido de estetoscópio e prancheta entrava pela porta: 

— Bom dia, Senhor Lightwood, sou o Doutor Smith. Como passou a noite? 

— Melhor impossível! — Resmunguei, ainda sonolento.

— Que bom que está de bom humor! 

Ergui o corpo e rapidamente e o doutor regulou a cama para a posição sentada: 

— Como está o meu pé, doutor? O estrago foi feio? 

Nesse instante, Magnus entrava trazendo um copo fumegante em uma das mãos: 

— Bom dia, doutor.   —  Cumprimentava e vinha em minha direção, beijando os meus lábios de leve.  —  Acordou bem, amor? 

— Parece que eu fui atropelado, mas tudo bem. — Pisquei para ele. O dia ficava melhor com ele por perto. — Hey, o que você tem aí? Café? Eu necessito de cafeína no meu sistema! 

Magnus trocou um olhar com o médico e depois voltou-se para mim: 

— Eu lhe disse, doutor! Eu sabia que você imploraria por café, por isso eu já tinha conversado com o doutor e ele me informou que você não pode tomar café hoje, mas que pode tomar chá! 

— Chá? Eu lá sou homem de tomar chá!

— É o que temos aqui, grandão! — Ele ergueu os seus ombros e estendeu o seu copo. 

For You (Malec)Onde histórias criam vida. Descubra agora