Então, limpando a garganta, Magnus parou ereto na minha frente, os braços flexionados com as palmas para baixo e os pés voltados para fora.
Eu franzi o cenho, tentando entender os seus movimentos. Agora ele esticava os braços, separando as pernas. O que se seguiu diante de mim me impressionou. Magnus graciosamente se punha nas pontas dos pés, queixo erguido e dava pequenos saltos de um pé para o outro, sempre complementando com os braços.
A postura dele se assemelhava a uma ave graciosa, até mesmo os gestos que fazia com as mãos me levavam a isso. Suas longas pernas estavam desnudas e a minha blusa que ele vestia, subia com os gestos, expondo as suas coxas firmes e o bumbum arrebitado, era uma perfeição.
Eu sorria, assistindo fascinado do sofá, os giros elegantes e delicados que ele dava agora. Segurando agora a ponta de um pé, ele o elevou até a sua longa perna estar rente ao seu corpo.
Eu não pude me conter, torci a cabeça para um lado, admirando toda a sua flexibilidade. E também eu não pude evitar um assobio agudo, fazendo-o sorrir.
Para completar, Magnus deu vários giros no lugar, esticando e recolhendo uma das pernas, até por fim, terminar no chão, com um belo e perfeito espacate. Aplaudi e voltei a assobiar, enquanto ele se levantava com toda graça e se curvava num cumprimento.
— Uau! Isso foi incrível, gatinho! E eu achando que estava arrasando ao dedicar uma guitarra. — Digo, de fato admirado, quando ele veio se sentar na mesinha à minha frente. — Essas coisas todas que você fez.. — Eu gesticulava com as mãos, tentando descrever os passos dele, fazendo-o rir. — O que posso dizer? Uau!
— Obrigado, gentil senhor. — Agradecia, fazendo um gesto que eu já estava me acostumando e que parecia ser uma mania dele: morder a língua antes de uma frase.
Além de tudo era muito sexy, como agora, quando ele torcia os braços, dedos entrelaçados e um ombro erguido, como se estivesse envergonhado.
— Mas eu fiquei pensando.. Você deve ficar uma delícia naqueles collants bem apertadinhos de balé!
— Já me disseram que eu não fico mal.
— Eu imagino!
— Agora, eu estou tentando imaginar você também em um collant! — Não contive-me e comecei a rir. O asiático riu também olhando para o meu membro volumoso sob a boxer. Segui o seu olhar.
— Acho que seria muita exposição..
— Indecência! — Rebateu.
— E seria assustador para alguns.. — Deslizei a minha mão grande por todo o meu membro, que agora ameaçava ficar duro.
— Não me assustou! — Ele disse com um tom de voz divertido.
— Nem um pouquinho? Nem mesmo da primeira vez? — Estreitei os olhos em sua direção.
— Ok, talvez um pouquinho, senhor pênis enorme! — Disse, em tom irônico.
— Eu gostei desse apelido! — Rebati no mesmo tom.
Bufando, ele revirou os olhos.
— Convencido!
— Onde e como aprendeu tudo isso? Essa dança? — Perguntei, realmente curioso.
Magnus suspirou, como se tentasse se lembrar:
— Acho que danço balé desde que eu comecei a andar. — Abraçou um joelho, trazendo-o até o seu peito. — Sabe? Era o sonho da minha mãe, ser uma bailarina clássica profissional. Mas ela infelizmente não tinha o talento necessário. Assim, com o meu nascimento, transferiu seu sonho para mim! E logo me colocou para dançar. Eu gostava quando eu era criança, mas depois de algum tempo, começou a ficar uma coisa séria, não mais uma diversão. Minha mãe me impediu de ir a várias festas de amigos, porque no dia seguinte, havia algum teste. E o pior: começou a regrar, de forma sufocante, o que eu comia! E, você não entende, eu adoro comer! — Riu de si mesmo. — Mas era o sonho dela e eu não tinha coragem de dizer nada. Tudo ficou tão sufocante! E aos meus treze anos, uma grande companhia russa veio para a cidade para fazer audições. Nossa, minha mãe ficou eufórica! E eu sabia que eu ia passar naquele teste! Não só por causa do meu talento, que era razoável, mas porque a minha mãe era muito amiga do diretor da companhia. Fiquei simplesmente desesperado! Eu sabia que depois que eu desse esse passo, não haveria volta! Eu estava tão tenso, que em um salto caí de mau jeito e machuquei o meu joelho. Não foi nada sério, mas por sorte, o médico que me atendeu no hospital era o meu padrinho e eu implorei para ele que dissesse que era uma coisa grave e que eu não poderia mais dançar!
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For You (Malec)
FanfictionDuas pessoas de mundos totalmente diferentes.. A atração é certeira, a química é intensa, duas pessoas tão diferentes em meio a um turbilhão de sensações. . Um amor surge em meio a muitos obstáculos.. Só nos resta saber se esse amor sobreviverá n...
