Capítulo 29

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Eu não tive tempo de assimilar nada.

De repente, senti o meu corpo se chocar contra o chão duro e ouvi uma freada brusca de um carro.

Fiquei momentaneamente tonto e senti dores, eu não sabia bem identificar de onde, mas então os meus olhos se cravaram na imagem que ficaria em minha mente para toda a eternidade.

A imagem do corpo de Alexander estendido a poucos centímetros das rodas de um carro. E pior..

Ele parecia não se mover.

O terror me dominou e tudo o que eu consegui fazer foi gritar o nome dele a plenos pulmões:

— Alexander!

Eu estava tomado pelo tremor, tanto que eu tive medo de não conseguir me colocar de pé e me aproximar de Alec.

Pelo anjo, ele não se movia!

Quando apoiei o meu braço para me erguer, senti uma dor lancinante. Gemi de dor e ignorei, agradecendo aos céus por conseguir andar:

— Alec? — Me ajoelhei diante dele, contendo a vontade de mover o seu corpo. Caso estivesse machucado, poderia complicar ainda mais a sua situação. Ele não estava respondendo! Assim, toquei a sua face, os meus dedos ainda muito trêmulos.  — Amor, fale comigo, por favor! Que ele esteja bem, senhor! Por favor, meu Deus, não o tire de mim! — Eu pedia à beira do desespero.

Ele estava tão pálido.

Meu coração quase parou quando ele gemeu de dor, contraindo a sua face e procurou pelos meus olhos.

— Magnus? V-você está bem? N-não se machucou? — Sua voz era sussurrada.

— Estou bem, amor. Você sente alguma coisa? Está ferido?

— Eu não sei..  —  Ele tentou levantar a cabeça e se mover e foi quando urrou de dor e gritou voltando a se deitar.  —  Meu pé! Dói muito!

Olhei para os pés dele. Um deles, com certeza, estava quebrado e sangrava bastante. Sob a barra da calça, devia ter uma fratura exposta. Senhor! Engolindo em seco e controlando o meu pânico, até para deixá-lo mais calmo, afaguei o seu peito:

— Não se mova, querido. Fique quietinho..

— A-Alec? — Foi então que eu ouvi uma voz inconfundível.

Até o momento, eu não havia conseguido parar para analisar a situação, ou o que acabara de acontecer. Podia ter sido um simples acidente, mas quando os meus olhos identificaram Sebastian Verlac parado a poucos metros de nós, tudo ficou muito claro.

Aquele vagabundo havia tentado me atropelar, Alexander percebeu e me salvou, mas recebeu o impacto.

— Ele está bem? — Sua voz era um fio e ele estava branco como uma folha de papel.

— Seu cretino! Olhe o que você causou, seu desgraçado maldito! — Eu só não me levantei e voei para o pescoço do outro, porque eu não queria soltar a mão de Alec.

— Eu.. Eu.. Não queria feri-lo.. Ele apareceu do nada..

— Você queria me matar, seu idiota!

For You (Malec)Onde histórias criam vida. Descubra agora