Capítulo 32

1.1K 118 151
                                        

— Magnus! — Sussurrei, engolindo em seco. Mas, ele nem me dirigiu um olhar.

"Isso seria um mau sinal?"

— Eu estava louco para te encontrar na minha frente! — Bufou, antes de bater a porta atrás de si e voar em direção à cama.

Alcançando-a, pulou sobre Sebastian, aprisionando-o entre as suas pernas:

— Seu psicopata! Eu vou te dar agora o que você vinha pedindo!

Logo desferiu tapas estalados e socos no rosto do outro que tinha os seus braços presos sob os joelhos dele, não podendo se defender:

— Isso, — Magnus enfiava a mão na cara de Sebastian com vontade. — É por você nos infernizar! E isso por tentar nos matar! — Outro soco, e outro. — E isso, é pela foto que enviou para a minha mãe! Seu maldito!

Por um momento, eu fiquei sem ação, vendo o ataque violento de Magnus contra o outro. Mas, ao notar que Sebastian estava quase desacordado, tive que intervir.

Com certa dificuldade, me apoiei na cama e segurei Magnus fortemente pela cintura, trazendo-o para mim. Ele esperneava, talvez tão furioso, que se esqueceu de que eu estava ferido. Ou talvez estava desejando me machucar também.

Assim que eu consegui colocá-lo no chão, o abracei fortemente pela cintura, as costas dele em meu peito e a minha boca à altura de seu ouvido:

— Me escute, Magnus! Você conhece esse louco! Pelo amor do anjo, não acredite nele!

—  Alexander, me solta! — Foi tudo o que  disse, seu tom de voz era raivoso.

— Amor, por favor, me ouça! Não acredite nele! Eu te amo! Lembra? Sou louco por você, gatinho!

A respiração dele foi se acalmando devagar e eu até afrouxei o aperto, sem no entanto, soltá-lo por completo.

— Me solta! — Ouvi ele balbuciar uma vez mais.

"Oh, merda! Eu estaria numa enrascada? Por causa daquele cretino, maníaco dos infernos!"

Engolindo em seco e dando um passo falho para trás, o libertei. Percebi, quando Magnus estreitou os seus olhos ao encarar de novo o Sebastian, que ainda tentava se recuperar, parecendo um pouco tonto:

— Seu ordinário! — Muito rapidamente,  agarrou um braço do loiro, tirando-o da cama e arrastando-o rumo à porta, sem se importar que ele estivesse nu. — Eu vou colocar você na cadeia, pelo que fez! Nem mesmo o seu paizinho será capaz de te livrar dessa! — Depois de escancarar a porta, jogou o homem no corredor.

— Você me paga, seu indonésio desgraçado! — Sebastian gritava, não parecendo se importar com a sua nudez.   —  Isso não é o fim, eu vou matar você!

Avistando a roupa dele  no chão,  chutou para fora:

— Não é o fim mesmo! Não tenho medo de você! — E bateu a porta em um estrondo.

Ele caminhava de um lado para o outro no quarto, parecendo uma fera enjaulada, praguejando baixinho.

Sentado aos pés da cama,  pensei que eu nunca o vi tão furioso e eu  ainda temia que ele tivesse acreditado nas sandices que Sebastian havia dito.

For You (Malec)Onde histórias criam vida. Descubra agora