Capítulo 19

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Eu estava inquieto demais.

Era o efeito Sebastian. 

Mas dessa vez, mais letal. 

E o sentimento envolvido na história era outro. Aquele descontrolado! Descobrir sobre a gravidez e todas aquelas coisas que ele me disse, fora as ameaças que fez a Magnus.. Ah, se ousasse se aproximar de Magnus! Eu não era um sujeito violento, mas eu acabaria com a raça de qualquer um que machucasse o meu gatinho! 

Não sei o que eu sentia sobre o fato de quase ter sido pai, era óbvio que eu queria formar uma família um dia, mas saber que se Sebastian e eu na época não fôssemos dois "drogados fodidos" e vivêssemos um relacionamento normal, isso teria se concretizado, me deixa estanho.

 —  Como você está?  —  Ouço a voz de Jace ecoar pela sala.  —  Eu ouvi sobre a.. Enfim, como se sente em relação a isso?  — Se sentou ao meu lado.

— Eu não sei.. Talvez Sebastian estivesse certo, quais as chances de uma criança sobreviver com dois drogados como pais?

— Não fala assim, Alec..

—  Mas é a verdade!  — O cortei.  — Eu mudaria se tivesse descoberto na época, eu seria alguém melhor para o meu filho ou filha.. Mas já aconteceu, não tem mais gravidez.. Não tem mais como voltar atrás.. Eu vou ficar bem, eu não vou me martirizar por isso.  — Digo sincero, porque era verdade.  — Sempre acreditei que tudo tem motivo para acontecer, até as desgraças que aconteceram na minha vida.. Só me resta aceitar e seguir em frente.

Jace ficou conversando comigo por mais um tempo até ter que voltar ao trabalho e eu fiquei sozinho. Eu não podia ficar ali! Sentia-me acuado, enjaulado. 

Cruzando os dedos junto à nuca, puxei algumas respirações procurando me acalmar. De repente, eu soube bem qual seria a única coisa que me acalmaria no mundo. 

Sacando o celular, disquei o número..

⇢⇢⇢

Já estava no finalzinho do expediente quando o meu celular tocou sobre a mesa, fazendo-me sobressaltar. 

Mas em seguida um sorriso brotou quando o rosto de Alexander pipocou na tela. Atendi mais que depressa: 

— Hey, grandão! 

— "Magnus, onde você está?"

A voz dele parecia carregada de urgência. Era um bom ou mau sinal? 

— Ainda na loja. Por quê? 

— "Eu preciso te ver! Estou indo para sua casa. Encontra-me lá?"

Não tive nem tempo de pestanejar.  

— Sim!  — Respondi.

Despedi-me rapidamente de Camille, pedindo que terminasse de fechar a loja e parti. A outra nem perguntou o porquê da minha pressa. Pelo sorriso na minha cara, já devia ter uma ideia. 

Logo estacionei o meu Porsche ao lado da Harley reluzente. Ele me esperava na varanda da frente com as suas mãos apoiadas na madeira do teto, fazendo-o parecer ainda mais alto. Ao me ver, um breve sorriso lhe cruzou a face.

For You (Malec)Onde histórias criam vida. Descubra agora