Capítulo 28

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— Alexander? — Chamei, a minha cabeça aninhada junto ao peito dele. 

— Hum? — Ele deixou escapar de forma preguiçosa de seus lábios. 

— Você me ama o suficiente para ir conhecer os meus pais? — Arrisquei, tentando dar um ar de brincadeira a pergunta. Senti ele liberar o ar de seus pulmões num suspiro. 

Ele moveu o seu corpo para ficar sobre o meu e me encarou:

— Eu faço qualquer coisa por você, gatinho! — Seu olhar era firme, seu tom de voz era seguro, enquanto me fitava de forma intensa. 

Me perdi na beleza dos seus olhos azuis e acariciei a sua face tão linda e perfeita.

— E eu por você! — Imitei o tom firme dele. 

Lancei uma piscadela em direção a Magnus e tomei os seus lábios suavemente. Era sempre bom poder dizer a ele que eu o amava, fazê-lo sentir o quanto era importante na minha vida, que me deu um novo sentido e que trouxe cores para os meus dias e noites, que o corpo dele completava o meu, num encaixe perfeito e não só fisicamente. Era um encontro de almas, algo lindo e muito maior do que tudo o que eu vivi até ali, eu experimentava um amor pleno e sim, eu faria qualquer coisa por Magnus.

— Mas por que a pergunta, meu anjo? — Acariciei o seu rosto.

Ele suspirou e revirou os olhos, a ponta de seu dedo traçando os riscos de minha tatuagem.

— Porque eu fui intimado a te levar à casa de meus pais, pela minha mãe! 

— E você está preocupado com o que exatamente? — Alexander  se apoiou sobre um cotovelo para me encarar melhor. — Teme que eu não me comporte.. De novo? — O tom dele foi de culpa, soltei uma exclamação e sem me importar com a minha nudez, me coloquei de joelhos na cama, também para melhor fitá-lo.

— Isso nem me passou pela cabeça, Alexander! 

— Bom, seria normal, depois de ontem à noite..

— Você só reagiu porque foi provocado, amor! — Segurei o rosto dele entre as mãos e o beijei rapidamente.  — Sei o quanto Imasu pode ser insuportável quando quer! 

— Então, o que o preocupa? 

— Bom, primeiro que você não aceite me acompanhar..

— Eu aceito! — Me interrompeu e eu sorri.

— E depois.. Minha mãe! Ela.. Pode ser um pouco difícil, entende? — Completei

— Entendo. Mas isso não me assusta, gatinho, eu acho que sou bem grandinho para me acovardar diante da mãe do meu namorado, certo? — Dizendo isso, enlaçou a minha cintura, trazendo o seu corpo nu para perto, a sua boca pousando no meu abdômen, onde passou a distribuir beijos e pequenas mordidas. 

Eu ri, sentindo cócegas e segurei o rosto dele, para que prestasse atenção ao que eu dizia.

— Você não entendeu, Alexander.. Minha mãe.. Eu a amo, mas ela é muito autoritária, às vezes um pouco arrogante.. Ai! 

Gritei, quando ele cravou os seus dentes num mamilo e então me jogava de volta no colchão, prendendo-me com o seu corpo. 

For You (Malec)Onde histórias criam vida. Descubra agora