Capítulo 34

925 117 138
                                        

Tudo pareceu estar em câmera lenta, quando o disparo soou pelo ar e os dois corpos abraçados foram ao chão.

Meu coração parou ao ver Alexander jogado no chão, por cima do corpo de Sebastian, nenhum dos dois se moviam e um silêncio sepulcral se instaurou pelo lugar.

Em choque.

Era o estado em que eu me encontrava, completamente paralisado.

Me obriguei a sair do transe e logo eu gritava em desespero, chamando por ele:

— Alexander! — Eu tentava me levantar, de alguma forma para me aproximar e foi então que eu percebi que eu ainda estava amarrado. — Alexander! Por Deus, não! — Eu estava desesperado, os meus olhos turvos pelas lágrimas, me impedindo de enxergar direito.

Meu coração saltou no peito, quando Alexander se jogou para o lado, saindo de cima de Sebastian, desviei os meus olhos para o loiro e pude ver os seus olhos muito abertos.. E sangrava muito na barriga.

Alexander parecia em transe. Sua blusa social branca estava suja de sangue, teria sido ferido também?

— Amor? — Chamei-o, agora com a voz mais baixa e muito trêmula.

Piscando várias vezes, pareceu voltar ao seu normal e me encarou, parecendo um pouco perdido:

— Amor.. Fale comigo! — Implorei. — Você está bem?

— Eu.. — Ele olhou para si mesmo, para as suas mãos e então para o Sebastian. Fechou os olhos com força e depois me encarou. — Eu estou bem! Eu estou bem.. Não, se preocupe, meu anjo! — Me tranquilizou e se levantou cambaleando, vindo em minha direção.

Eu precisava abraçá-lo. Era como se disso me dependesse a vida:

— Me solte! — Implorei, mesmo quando ele já estava fazendo isso.

Quando me vi livre, voei para o pescoço dele, que me recebeu com o mesmo fervor:

— Pelo anjo, você está bem! Eu pensei.. Eu pensei.. Oh, Deus, por um momento, eu pensei que eu tinha  perdido você! Eu.. Eu.  — Não consegui falar mais nada, pois lágrimas irromperam sem controle dos meus olhos.

— Está tudo bem, meu amor.. Acabou! — Ele me confortava, deslizando as suas mãos grandes por minhas costas.

Segurei o rosto dele entre as mãos e entre soluços e lágrimas, o beijei:

— Eu te amo..

— Eu te amo, meu anjo! Muito, muito, muito! — Ele sussurrou contra os meus lábios.

Logo o lugar era invadido por Jace que era seguido pelas meninas que vinham logo atrás dele. Quando notou que estávamos bem, suspirou de alívio. Mas ao notar Sebastian caído a um canto, deteve Catarina e Camille para que não o vissem:

— Não olhem, garotas..

— O quê? — Uma exclamava assustada.

— Magnus? — A outra gritava tentando entrar.

— Eu estou aqui,  estamos bem..

Entre lágrimas e risos de puro alívio,  deixamos o prédio. Ao alcançarmos o lado de fora, demos de cara com várias viaturas da polícia que chegavam:

— Quando ouvimos o tiro, eu tive que chamar a polícia, amigão. — Jace explicava.

— Eu entendo, cara.

Tirei o meu terno e o coloquei sobre os ombros de Magnus que tremia, quando notou a aproximação do juiz Verlac:

— Onde está o meu filho?  — Ele tentava impor arrogância a sua voz, mas parecia abalado, como se à espera do pior.

For You (Malec)Onde histórias criam vida. Descubra agora