VINTE E QUATRO

139 20 11
                                        

Pedro ma midia

Estava sentada no pequeno palco com uma garrafa de vinho da Sangiovese em mãos

Ops! Esta imagem não segue nossas diretrizes de conteúdo. Para continuar a publicação, tente removê-la ou carregar outra.



Estava sentada no pequeno palco com uma garrafa de vinho da Sangiovese em mãos. Josh estava deitado ao meu lado, suas mãos acariciavam minha cintura e aquele pequeno movimento que ele fazia com os dedos me aqueciam a alma. Savannah estava conversando com Pedro. ( Um carinha mexicano muito gostoso, que ela conheceu.) Estávamos, Eu, Josh, Savannah e Pedro neste grande e silencioso espaço.

A festa acabou por volta das 2:30 da manhã. Noah e Marie foram para casa, e como eu estava me divertindo demasiado demais, na pista de dança, ele deixou a responsabilidade do salão com Sav. E no fim só sobrou nós quatro.

— Você já amou alguém? — Josh disse. Sua voz estava grogue pelo efeito da bebida e sono. Seus olhos estavam fechados, e seu carinho ainda era presente em meu corpo. Me virei um pouco, e deixei a garrafa de vinho sobre o palanque.

— Amor romântico? – Iniciei. Josh apoiou seus braços em suas costas. O olhar dele era simples, como se fossemos íntimos e acostumados com ambas presenças. O loiro afirmou e continuou seu contato visual. — Não! — Disse simples. — Nunca tive a oportunidade de amar alguém dessa forma!

Josh se levantou por completo e ficou sentado. Passou os olhos por Savannah e Pedro, que trocavam carícias com a forte atração sexual que eles emanavam, e me olhou.

— Hm.. – Ele suspirou. — Eu acho que também não.. Talvez amor platônico escolar, mas nada como um clichê de Hollywood!

— Não existem amores como os clichês de Hollywood, Beauchamp! – Me olhou intrigado. — Existem apenas, amores!

— Então você acredita no amor? — Ele soou como uma pergunta retórica. Afirmei.

— Não é porque eu nunca amei, que não vou acreditar. Talvez eu não encontre um, mas eu sei que ele existe! — Olhei para Savannah e Pedro. O Homem de mais ou menos 1,80 com cabelos castanhos lisos, e um olhar marcante beijava o rosto de Sav. Talvez aquilo não fosse amor, mas com certeza poderia virar.

Ou não, Any? Eles se conheceram hoje!

Tanto faz.. é fofo!

— Talvez eu já tenha encontrado.. ou estou a ponto de encontrar! — Josh suspirou bebendo mais um gole do vinho.

— É mesmo? Me chame para o casamento.. eu fiz parte de um pedacinho da sua vida, mereço estar lá! — Ele riu. E foi fofo e confortável. Eu não sei o porquê de eu estar me sentindo bem com ele aqui ao meu lado. Depois de tantas juras de ódio e seja lá o que eu queria com ele. Mas depois de tanto tempo, eu finalmente estou me sentindo ingenuamente bem, com Josh ao meu lado. Como se eu quisesse que ele estivesse aqui.

— Você com certeza estará lá, se isso realmente acontecer! – Ele fez uma breve pausa, quando Sav se desequilibrou da cadeira e caiu no chão rindo. — Pelo menos, eu espero que você esteja! — Sorri para ele.

— Conte com isso, Beauchamp.. Conte com isso!






(...)


Pegamos todas as garrafas do bar que tiramos do lugar no período em que ficamos nos embriagando no salão, e fomos embora. Savannah foi levar Pedro ao seu hotel, e eu provavelmente não a veria até segunda feira. Josh estava de carro, então ele me deu uma carona. Eu estive dentro deste carro apenas uma vez, e foi quando eu ameacei Beauchamp de assédio sexual.. aquilo foi meio imaturo da minha parte, mas foi uma medida desesperada para que ele parasse de me perseguir. O que não funcionou já que ele pôs Scott pra me vigiar por um tempo. Se passaram dois meses e até agora Josh tem se mostrado realmente mudado, mas eu tenho um certo problema em confiar, então eu apenas o mantenho próximo, e desfruto de sua companhia.

— Demiti Malia! — O silêncio deste carro estava me matando de agonia, então eu disse isso.

— Ah. Ou, é.. hm – Ele parou no sinal. — O que eu deveria dizer? — ri. Olhei para a rua deserta de Los Angeles, os prédios altos todos com suas luzes apagadas, e a brisa fria de um meio novembro tocando minha face.

— Nada. Eu acho, eu só disse por dizer! — Ele balançou a cabeça, como se afirmasse minha fala. O sinal abriu e ele continuou.

— Eu sei que já passou algum tempo, mas eu queria te pedir perdão por aquele problema que tivemos quando nos conhecemos! — Dessa vez o encarei.

— Águas passadas, Beauchamp! — Ele sorriu. E pareceu pensativo.

— Por acaso, você aceitaria ir para meu apartamento hoje? — Josh disse tão baixo, que se comparava a um adolescente assustado. Sua atenção estava na rua deserta.

— Para..? – Ele me olhou por um breve período de tempo. Sorri. — Não sei, não..

— Vai Any, por favor.. eu.. — Não terminou sua frase, e fingiu ter acabado no (por favor). Olhei a hora no meu telefone, e já eram 4:30. Desliguei o aparelho novamente.

— ..eu.. ?? Termina Joshua! — Ele me olhou.

— Eu me sinto sozinho naquele lugar enorme.. e nós somos, bem.. somos algo, você poderia ir, apenas para dormir, assistir algo, ou sei lá.. você decide! — Ele dizia rápido, parecia que continha vergonha em suas palavras. Ou receio.

— Ok, eu vou! — Ele sorriu. Seus olhos já estavam inchados pelo sono e a bebida que obviamente já atacava seu organismo. É até errado ele estar dirigindo, mas com certeza ele bebeu menos que eu. Depois de alguns minutos, Josh virou na avenida Sunset One, e em alguns rápidos minutos já estávamos entrando em seu "imenso" e "solitário" apartamento.

Aquilo parecia estranhamente, agradável!

One Objective: Kill you or Love you Onde histórias criam vida. Descubra agora