(EM HIATO )
É interessante saberem como o amor é desastroso e harmoniozo.
Complicado e Maravilhoso.
Any Gabrielly se encontrava vivendo em seu grande mundo do crime, felizmente ela não vendia drogas, mas matava por dinheiro. Fazendo de tudo para...
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— Diz vadia, fala agora quem manda! Me xinga agora...
Alex batia forte em meu corpo com chutes e socos. Ele puxava meu cabelo sempre que podia e eu já estava na beira do precipício. Eu sentia meus órgãos se contorcerem dentro de mim. A cada segundo que passava eu sentia mais vontade de chorar do que nunca. Eu não deveria ter voltado aqui.
— Anda Any... me chama de filho da puta de novo, mata mais meia dúzia dos meus homens! – Alex suava e seu corpo malhado começava a me enojar. Minha cabeça estava a milésimos de segundo de explodir em milhões de pedaços. — Agradeça por eu não estar afim de matar ninguém hoje! — Senti um chute forte em minha nunca e a única coisa que eu vi depois foi a escuridão.
Quando eu era criança, a tia Marie costumava me contar histórias de como sua irmã era. Ela vivia dizendo que minha mãe amava cantar e dançar pela casa, dizia que Priscila colocava um disco para tocar e rodeava a casa montando coreografias descomplexas.
Então eu imitava minha mãe, eu ligava o rádio e corria pela casa dançando e cantando. Tinha uma música muito linda chamada "me deixe ser o único". Toquei tanto aquela música no pequeno rádio que tínhamos na sala lá em nevada, que Noah já sabia cantar de có e salteado.
Antes de minha mãe vir infelizmente a engravidar do meu pai, ela cursava artes no Rio de Janeiro. Estava no 4° período, e até alguns anos atrás eu tinha alguns rascunhos de seu TCC e seus trabalhos. Minha mãe não gostaria de me ver fazendo o que faço, ela não estaria feliz vendo a pequena menina dela tirando o direito de viver das pessoas.
Minha mãe não gostaria de me ver aqui, jogada nesse chão sujo, lutando pra sobreviver apenas por mais alguns minutos. Mas o que eu posso fazer, essa é a minha vida, e infelizmente eu não posso mudá-la. Não agora.
(...)
— Acorda vagabunda.. tem gente querendo falar com você! — Senti o impacto da água super gelada arder em minha face. Forçava minha mente a se despertar, mas meus sentidos me desobedeciam. Meu corpo latejava a cada centímetro, eu podia contextualizar como era o tipo exato da dor que eu sentia em cada célula.
Uma tapa.. Dois.. eu me forçava a acordar e no último tapa senti meu rosto queimar, e abri meus olhos. Eu estava acabada mas Alex e o cara estranho atrás dele não. Ele tampou o microfone de um telefone e olhou para mim.
— Escuta bonitinha.. tem uma tal de Savannah enchendo a porra do meu saco a noite toda, atenda diga que está bem.. – Ele olhou para trás e o homem que estava em incercia afirmou algo. — Se você por acaso deixar transparecer que não está bem, eu te mato nesse exato momento! — Eu não podia me deixar afetar, e sorri. Meu rosto doía, minha cabeça explodia, mas eu sorri.
Alex empurrou o telefone em minha orelha e escutei a respiração da mulher do outro lado.
— Sim? — Comecei. A escutei murmurar.
— Any Gabrielly, aonde a senhora está? — Ela estava brava, mas seu tom era preocupado.
— Estou ocupada Sav, eu.. — Não me deixando falar, Savannah me interrompeu.
— Nem ouse em mentir pra mim Soares, eu sei que Noah não te mandou pra nenhum cancelamento! — Alex em minha frente parecia me implorar para desligar.
— Não estou cancelando ninguém, mas estou trabalhando em algo.. por favor, te ligo depois beijos! — Eu queria escutar por mais alguns minutos a voz doce que Sav carregava, mas Alex tirou o telefone de perto e desligou. Minha garganta fechou e eu sentia todo o meu rosto arder em ódio, eu me obrigava a não chorar, mas eu estava a segundos de deixar rolar.
O homem atrás dele veio em minha direção com seus dois braços por trás das costas. Seu semblante cansado e rancoroso me amedrontavam. Se posicionou atrás da cadeira e tirou o nó que envolvia minhas mãos. Tive uma leve câimbra quando minha circulação finalmente voltou ao normal.
— Se levanta Gabrielly, você vai pro seu quartinho 5 estrelas! — Sorriu. Eu estava morrendo de nojo de qualquer ato que ele praticava.
Sou arrastada por um corredor de péssimo odor. O cheiro forte de algo morto invade minha narina, embrulhando meu estômago. Eu não como nada a horas, e eu estou prestes a vomitar as tripas.
O homem me jogou em um colchão úmido que cheirava a mofo. Senti uma dor forte pelo impacto e deixei escapar um gemido. — Você irá ficar aí por um tempo, trago comida pra você em uma hora! — Ele sorriu e fechou a porta de madeira, deixando o lugar um breu. Afirmei e me encostei no colchão imensamente horrível. Eu precisava sair daqui de alguma forma, mas como.. ninguém vai me procurar.
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