(EM HIATO )
É interessante saberem como o amor é desastroso e harmoniozo.
Complicado e Maravilhoso.
Any Gabrielly se encontrava vivendo em seu grande mundo do crime, felizmente ela não vendia drogas, mas matava por dinheiro. Fazendo de tudo para...
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— Você não acha que é um jogo perigoso Josh? — O homem olhou pra mim assim que deixou sua taça sobre a mesa. Arrumei minha postura, semicerrando os olhos.
— Como? — Hesitando, Josh perguntou aparentemente sem ter compreensão de minha fala. Me certifiquei de arrumar a blusa do colégio militar que Josh me emprestou no corpo.
— Você sabe.. é cansativo ficar falando disso toda hora! – Seu olhar subiu até o meu, ele parecia começar a ter noção do meu assunto. — Beauchamp, a gente não vai acontecer! — Terminei minha frase. Sua feição não parecia abatida ou tão pouco preocupada.
— Você está de fato certa, Any.. – As mãos de Josh foram para baixo da mesa. Observei em demorados segundos elas caírem. — É realmente perigoso, eu concordo e afirmo com clamor, mas certamente eu não quero me afastar de você. — O olhei com incerteza e a pupila azul turquesa se dilatava.
— Josh.. O que você quer? — Seu pomo de Adão fez um leve movimento e aquilo se tornou uma conversa tensa em segundos. Ele parecia não aguentar ficar perto de mim, e ao mesmo tempo me sugava com seus olhos.
— Eu quero você... Quero você na minha cama, quero você de madrugada, quero você até no horário de almoço! Quer saber por que eu estou fissurado em sua presença Soares? – Ele estava rouco, um olhar sádico, meu corpo se arrepiava a cada palavra que saia de seus lábios. Josh os molhou com a língua e retornou falar. — Por que você me viciou.. apenas com alguns beijos, me viciou apenas olhando pra minha boca igual você está fazendo agora.. eu quero você inteira!
Meus neurônios pareciam não saber reagir a tal situação. Minha garganta havia secado, e meus lábios estavam entreabertos. Inconscientemente minhas pernas se apertavam. Se essa porra era um jogo fútil, com certeza deixou de ser.
Eu sorri. Era a única coisa que eu conseguia fazer. Apertava minhas mãos, e sentia a dor das unhas cortarem a palma.
— Eu.. acredito muito nessa possibilidade, neste caminho obscuro que eu posso estar me metendo! — Josh me interrompeu.
— O único que está seguindo um caminho obscuro aqui sou eu Any.. Você não me leva ao céu, me leva ao inferno.. e eu nunca pensei que pudesse gostar disso! — Eu sorri. Sinceramente aquilo foi intensamente erótico.
— Cuidado em Josh, eu posso te matar! — Mantendo contato que parecia iniciar uma conversa telepata, Josh bebeu o suco em sua taça.
— Eu sei.. mas eu estou disposto a lutar com seu coração, talvez você não me mate, se estiver me amando! — Gargalhei assim que ele exclamou. Outra vez ele não parecia incomodado, parecia confiante.
— Não Josh.. eu não vou amar você.. mas quem sabe matar! – Sorri. — Não se preocupe, não pretendo te matar também!
(...)
Como eu poderia rotular o almoço que tive com Beauchamp? Talvez a palavra "Interessante" desenvolveria uma boa explicação. Mas foi algo além. E eu não estou falando de uma coisa chamada "amor", eu estou falando de uma conexão. É bem estranho pensar dessa forma, mas de algum jeito desde que o conheci a minha vida teve um novo objetivo.
Tudo bem que eu sempre tive um, isso é óbvio a todos os públicos, mas ele me deu um novo, e eu não sei com certeza, que objetivo é esse. Eu gosto de quando ele flerta comigo, mesmo sendo um jogo de polícia e ladrão. As coisas que Josh diz me fazem pensar no porquê de tudo.
Ele namorava Malia, terminou por minha causa. ( Se bem que eu acabei gratuitamente com um relacionamento.) Ele me odiava, agora parece me idolatrar. Não passa mais de três dias sem mandar mensagem, ou um Gif bobo. E isso tudo é bem o rótulo "Interessante" o que ele quer? Bem, eu! Isso ele disse, mas eu sou Any Gabrielly, eu mato pessoas por dinheiro, meu primo é dono de uma empresa de assassinos e eu administro a moda nas horas vagas, então é. Eu não acredito em nenhuma palavra sequer que saia da boca dele.
Vale a pena correr o perigo? O perigo de fingir me deixar levar pelo galante Joshua? Eu não sei, talvez não. Mas como eu já disse, ele me dá a sensação de um novo objetivo, e eu tô louca pra saber qual é.
(...)
Savannah havia voltado de uma curta viagem, após fazer uma tortura paga. Não se surpreendam, também é novo pra mim. Acho que a pessoa que encomendou, não tinha sangue o suficiente pra fazer.
— Você provavelmente é a maior filha da puta, da história brasileira! — Savannah disse assim que terminei de contar sobre o almoço, e tudo que eu pensava. Estávamos conversando enquanto assistimos uma novela mexicana na tevê.
— É, eu sou sim, mas ele pede por isso.. Sav eu não vou cair na rede do Josh! — Ela me olhou demorado, demorou alguns segundos observando cada traço do meu rosto. Então ela se virou para a televisão deixando o ambiente apenas com os diálogos da tevê.
— Eu acredito! — Soltou uma pequena frase depois de algum tempo. A olhei meio grogue e ela riu. — Eu confio em você, e se Josh, Kyle, seja lá qual for o nome dele, estiver realmente apenas amaciando carne, você estará preparada!
— O nome dele é Joshua Kyle amiga.. – Comecei. Ela me olhou como se aquilo fosse irrelevante. — O que é? Só tava esclarecendo!
— Só me promete que se descobrimos que ele realmente te quer na merda.. você não vai ter afeto nenhum por ele, no nível de poder mata-lo pelo seu próprio bem? — O tom de voz que ela usou saiu completamente pesado, carregado de medo como se ela pressentisse algo. Fiquei quieta e apenas balancei a cabeça em afirmação.
— Any eu quero que você diga... se ele te fizer algo você vai matar ele na hora! — Aquilo parecia errado. Mas que merda, eu faço essa droga toda semana e agora estou hesitando em prometer matar alguém.
— Eu prometo matar Sav... ok? — Ela estava preocupada. Abracei ela.
— Vai ficar tudo bem... em breve eu realizo o objetivo saio dessa vida, e te arrasto pra fora junto! — Sav deu uma risada anasalada e beijou minha bochecha.
— Eu te amo... Só tome cuidado! — Afirmei.
— Eu também te amo.. relaxa, eu vou!
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