(EM HIATO )
É interessante saberem como o amor é desastroso e harmoniozo.
Complicado e Maravilhoso.
Any Gabrielly se encontrava vivendo em seu grande mundo do crime, felizmente ela não vendia drogas, mas matava por dinheiro. Fazendo de tudo para...
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Beauchamp: Oi.. Você sumiu, está tudo bem? [17:40]
Beauchamp: Eu preciso conversar com você Any, tenho algo para te dizer! [23; :51]
Beauchamp: Por que está me evitando.. Any eu estou desesperado, por favor responde! [02:30]
Beauchamp: Bom Dia! Dormiu bem? [09:00]
Beauchamp: Não simpatizo com seu primo, mas estou indo procurar ele, se você não me responder agora! [11:16]
Beauchamp: Cadê você, Gabrielly.. [14:30]
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Minhas costas doíam e ardiam. Eu sentia meu corpo formigar e coçar em lugares suspeitos. Meus fios de cabelo estavam em nós, e o péssimo odor deste lugar, começava a ser passado pra mim. Sentia minhas mãos grossas pela sujeira, minhas roupas manchadas de sangue e pó.
Escutei passos e me deitei novamente fingindo dormir. Ouvi o rangido da porta velha, e uma insólita claridade. O calor humano preencheu o pequeno espaço, senti meu corpo se arrepiar quando alguém dedilhou meu corpo. Eu sentia ele me tocar e nada podia fazer. Eu não tinha forças pra lutar. As carícias maliciosas começaram a explorar de forma mais invasiva meu corpo, e a única coisa que eu queria fazer era matar esse filha da puta, mas a única coisa que eu fiz foi prender um choro.
Forcei um falso acordar, e me afastei de seu toque. Notei que não era Alex e sim o outro homem, ele sorriu pra mim como se tivesse conquistado a copa do mundo, como se tivesse tocado em um baú de tesouros, enquanto dentro de mim, ele havia destroçado cada pedacinho apenas com seu toque invasivo e nojento.
— Bom dia princesa! — Ele respirou fundo e me entregou uma bandeja com um pequeno pão francês, e um suco provavelmente de laranja.
— Bom dia.. — Não deixei que ele se aproximasse novamente, quase me enfiei dentro da parede de tanto que forcei me afastar. Ele se levantou e voltou com o semblante sério, a porta foi fechada e eu finalmente pude respirar.
Comi a refeição com certa ânsia, mas eu não poderia reclamar ou apanharia o dobro do que apanhei. De certa forma essa é a pior coisa que já me aconteceu em 4 anos de profissão. Parece pouco eu sei, mas quando se prática a mesma coisa todas as semanas, sem uma férias ou feriado prolongado, você sente como se estivesse vivendo em um buraco negro, o tempo para, você vive 10 anos em 1.
— Hey Any.. a porra de um Beauchamp não para de me encher o saco nessa merda do seu celular! – Ele pegou o eletrônico no bolso após fechar a porta. — Tome, responda-o e me devolva.. – Ele fez outra pausa, parecia pensar. — Diga algo rude.. quero que ele não mande mais mensagens! — Ele jogou meu celular sobre o velho colchão e o coitado nem quicou, apenas parou. Peguei ele e o senti frio, minha central de notificações estava poluída.
You: Estou muito ocupada Joshua, não me mande mais mensagens! Obrigado.
Meu coração se apertou após enviar, o vi digitando algo mas Alex pegou o celular de mim. Por mais que eu não alimente qualquer sentimento por Josh, ele parece preocupado, e de certa forma eu aprecio nosso vínculo, nunca seria tão grossa quanto fui agora.
— Por que está me mantendo aqui, Alex? — Ele já ia saindo e eu ousei o questionar.
— Preciso de você para algo.. espere mais algumas horas, te tratei respostas senhorita Santana! — Dizer o sobrenome do meu pai era algo complicado pra mim. Eu não gosto, eu evito sempre que posso dizer, mas alguém sempre o usa para se referir a mim.
Cansada de tudo apenas me deitei novamente nesse colchão, e procurava pensar em coisas boas.
Praia com a Savannah, andamos de Caiaque e tomamos sorvete.
Meu aniversário de 15 anos! Tia Maria me levou no show do One Direction.
Minha formatura.. eu estava radiante de tão feliz!
Meu primeiro beijo, minha primeira vez! Foram especiais com uma pessoa especial, era um namorico besta mas foi especial.
A minha primeira vez fora dos Estados Unidos depois de anos.. eu fui pro México, eu tinha uma amiga da faculdade que me convidou para uma viagem de formandos. Sinto saudades de Joalin.
Meu primeiro cancelamento sozinha.. eu matei um assassino de crianças, me senti a Angelina Jolie.
Josh.. Querendo ou não tenho boas memórias com o canalha do Beauchamp. Na praia, em seu apartamento, em meu apartamento, almoço, jantar.. com todos os defeitos Beauchamp estava sendo uma pessoa legal comigo!
— Levanta, seu trabalho chegou! — Fui puxada do chão por um dos capangas de Alex, e pude sentir um cheiro diferente de mofo depois de horas.
Eu estava fraca e sentia minhas pernas falharem. Haviam cerca de 20 cabeças neste recinto. Cada um deles me davam nojo de uma forma diferente, aí como eu queria ter uma metralhadora agora!
— O que vocês querem de mim? — Disse em voz alta, enquanto o homem que mais cedo fez de meu corpo um parque de diversões estava posicionado logo atrás de mim.
— Preciso que roube algo, Any! — Alex começou. – Pegou uma maleta com um dos caras e veio até mim. Abriu o objeto e pude ver um notebook, logo ele o ligou. — Veja! Quero que roube a documentação das drogas do tráfico mexicano! — Quando ele disse aquilo eu literalmente me xinguei internamente. Mas que saco, essa droga de tráfico mexicano está rodeando minha vida.
— E por que você acha que eu faria isso? — Senti seu ódio transcender. Me arrependi de abrir a boca. Ele se colocou ao meu lado, suas mãos foram diretamente para meu pescoço, ele apertava como se eu fosse um boneco de borracha.
— Se não fizer, Santana.. Além de matar você, eu mato sua amiguinha.. Savannah o nome, não é? – O olhei rígida, eu já quase não tinha ar, mas eu tinha ódio. — Faça Any, roube os documentos e viverá! — Ele largou-me e esitei diversas vezes antes de aceitar a droga deste acordo.
— Quando você quer isso? — Ele me olhou de cima para baixo.
— Me entregue antes do natal Any, estou de bom humor.. você tem um mês e meio para me entregar isso.. – Colocou uma pistola na cintura. — Eu estarei te observando, não ouse tentar me passar a perna! — Simplesmente afirmei, eu já não tinha mais escolhas.
— Dia 23 de Dezembro te encontro na casa de Peter Hale na Floresta de Oregon... as 8 da noite está bom pra você? — Ele sorriu abertamente e concordou com meus termos. — Ótimo!
— Patrick devolva as chaves do carro dela e o telefone! — Então o filho da puta tem nome, ótimo depois que essa merda acabar eu já terei um cancelamento a fazer. Ele me entregou minha bolsa que usava no dia que fui sequestrada, 3 dias atrás. Peguei minhas chaves e fui para fora dessa merda de lugar. Eu tô tão fudida!