TRINTA E SETE

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Oi gente, não sei se vocês desistiram dessa história, e espero que não. Tenho tentado vencer meu bloqueio com ela, e de acordo que tenho abaixo 2 mil palavras, diria que estou no caminho certo. Não estou perto de finalizar mas acredito que estou entrando em um caminho melhor. Um beijo.

M.H

30 de novembro de 2021 - 18:27

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30 de novembro de 2021 - 18:27

Um pouco não, eu estava mais que magoada. Me sentia traida e trocada. Usada, e principalmente culpada. Sempre evitei entrar no assunto do estupro que minha mãe sofreu, portanto apenas pessoas realmente próximas a mim sabe.

Não acredito que Noah teve a genuína intenção de me ferir dessa forma. Todas as suas ligações que agora perdidas me dizem isso. Mas eu realmente não consigo continuar com tudo isso. E não sei se pretendo.

— ...Precisa de ajuda, Any! — Disse Josh no áudio de poucos segundos no WhatsApp. Fui contrária a todos os meus princípios e desbloqueei esse ser humano, a pedidos de Savannah.

Ele estava mal. Mal por mim, mal por ele, por nós. E principalmente por minha mãe. Ele foi a primeira pessoa a qual contei a verdade, por isso talvez eu esteja cogitando tentar com ele. E pensei que seria a primeira vez que iria tentar sem medo, até por que agora eu não tenho mais medo de perder nada. Não sinto que quero mais matar meu pai, ou se quer procurar como ele está. Neste momento eu queria apenas me aninhar em seu colo, no colo dele e fingir que somos um casal perfeito.

Por que felizmente, seu abraço cura onde doi. E neste momento, tenho todo meu corpo doendo.

— Se você quiser pode vim, mas trás açai por favor? — Não pareceu vacilar em sua resposta imediata. Que foi um belo; "É claro any, estou indo!".

Com isso, apenas mergulhei em pensamentos que me deixassem melhor. Assim como quando fomos da festa até a casa de josh, pela madrugada de Los Angeles. Ou quando horas antes estavamos sentados em um palanque falando sobre amor.

Talvez também quando conheci Savannah, e fiz dela parte de mim. Tenho ótimas memórias com Noah, apesar de quando eu ter nascido ele ja ser uma década mais velho que eu. Ainda sim, encontrou minha tia, namorou, casou, e trouxe ela comigo para os Estados Unidos.

Noah sempre foi temperamental. Sempre que brigavamos ele quebrava algo em casa para não machucar alguém. Sei que se sentia magoado e como se algo o afligia. Confesso que tenho medo da sua capacidade de matar, talvez não só por meu pai, mas também por seu temperamento criou a RJModas com minha tia, e transformou em uma agência de assasinos e moda.

Escuto o soar do interfone, sei quem é, sei de forma clara em minha mente, e ainda sim não sinto medo, ou angústia como antes, me sinto melhor por saber que ele chegou.

Libero sua subida, e espero ansiosa por seu passar pela porta de Carvalho escuro. Aliás tudo ta escuro nessa casa, tenho apenas a luminária da cozinha acessa, e bem, a televisão.

One Objective: Kill you or Love you Onde histórias criam vida. Descubra agora