QUINZE

177 26 18
                                        

Já eram meses analisando uma vida que eu insistia manter próxima a mim

Ops! Esta imagem não segue nossas diretrizes de conteúdo. Para continuar a publicação, tente removê-la ou carregar outra.

Já eram meses analisando uma vida que eu insistia manter próxima a mim. Quanto mais os dias passavam menos esperança eu tinha sobre quem ela era. Quem era Any Gabrielly.

Passei cansativas semanas atrás de uma mulher totalmente desconhecida pela sociedade, mas ao mesmo tempo com sua presença tão marcante. Onde ela passa ela deixa um pedacinho de si. E bem, eu sou um policial detetive, era meu dever abrir uma investigação em cima de alguém que eu suspeite, por mais que seu primo me ameace. Não vou parar.

Jogamos um jogo perigoso, tão devidamente usado em mulheres e homens de golpes fatais, e infelizmente eu nunca fui o cara fatal. Talvez ela sim, o jeito que ela brinca com meu corpo, minha adrenalina. O jeito que ela me olha, com certeza ela sabe o que faz. A única coisa que eu sei fazer é meu trabalho, e espero conseguir tirar de letra.


Foi algo inesperado a chegada de Any em minha vida. Quem olha para aqueles olhos brilhantes e o sorriso alegre não imagina o que ela pode fazer. Eu não tenho provas, eu não tenho testemunhas sem passagem criminal, eu não tenho nada além da palavra de um traficante mexicano.

Desde quando Orlando me ligou dizendo que quem matou Juan era uma mulher, eu me empenhei em saber quem era a dona do impossível. Juan era um dos mais velhos dentro do quartel, ele era um cara bacana, apesar de não valer nem um dólar.

Estive por dentro de toda a missão até o galpão mexicano, eu sabia que ela estava lá, eu achava ser outra pessoa concordo, mas eu não posso evitar pensar que ela seja quem eu imagino ser. Eu anseio tê-la em meus braços enquanto ao mesmo tempo, também anseio vê-la sofrer atrás das grades. Se tem uma coisa que ela sabe fazer, é persuadir.

A morena tira com classe.

Com todos os defeitos, infelizmente ela tem alibes, está em locais duvidosos algumas vezes, mas nunca há provas, nem um fio de cabelo, e nem uma digital, se ela faz algo, ela é profissional.

Desde que mandei Scott vigia-la, as informações básicas são: Trabalho, Academia, Viagens e família. Mas se ela realmente é a autora do assassinato de Juan por que ela não tem históricos como: Drogada, Órfã, traficante, ou qualquer coisa do tipo.

Ela tinha que apresentar algo, que mostrasse o que ela é de verdade. Mas não, ela tá sempre limpa, um histórico perfeito, de escolaridade e vida. Mas se ela é tão certa, por que parece tão errada?



— Hey cara, tudo bem? — Scott se levantou da sua mesa e veio até mim. Eu acabei de entrar no gabinete, tá todos muito ocupados, então existe um silêncio no ar.

— Tudo.. Algo novo? — Scott pegou seus envelopes e me guiou até meu escritório.

— Notícias do caso 3, o assaltante da mansão foi acusado culpado, Heyoon pegou um novo caso de homicídio em Las Vegas.. Mas com ligação direta, pelo que parece com Los Angeles... e eu tenho novidades sobre sua vadiazinha! — Levantei meu rosto para ele o encarando. Scott simplesmente tem facilidade em chamar uma mulher com tal palavra, e acredito que ela possa ter motivos, mas não é do meu agrado.

One Objective: Kill you or Love you Onde histórias criam vida. Descubra agora