TRINTA

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Eu corria pela estrada fria, e rezava para que não sofresse um acidente

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Eu corria pela estrada fria, e rezava para que não sofresse um acidente. Um carro diferente e pressão motora diferente. Eu estava com meu coração na mão, morria de medo de como iria encontrar Gabrielly. E Deus queira que ela esteja bem.

As ruas desertas que o México carregava nesta noite de domingo me ajudavam de alguma forma a chegar de forma rapida ao meu destino. Já tinha feito check-in em um hotel na redondeza, e agora guiava meu caminho ao hospital.

Consegui ler a placa do centro médico logo a esquina. "Hospital Maria das Graça " estacionei em uma vaga pública do local, logo pegeui meus documentos, carteira e celular. Tranquei o automóvel, e me guiei a entrar.

— Olá, Boa Noite.. poderia me informar, sobre Any Gabrielly? — Uma mulher loira de coque, começou a teclar assim que perguntei.

— O senhor é da familia? — Ela perguntou. O que diria? Se eu dissese que não, muito improvável ela me falaria algo.

— Sou o namorado.. por favor poderia me dar alguma informação? — Ela pareceu vacilar. Olhei ao redor e não via ninguém. Uma mistura de idiomas era a unica coisa que eu escutava no vozerio. Graças a Deus eu sei falar espanhol.

— Ok.. senhor pode me emprestar seu documento de identidade? — Busquei o pequeno cartão em meu bolso, entregando-a.

Ela fez minha provável ficha no computador e me entregou, um cartão de entrada, junto de minha identidade.

— Senhor.. não tem ninguém visitando agora, se quiser entrar.. — Afirmei, mesmo não havendo perguntas. Sorri para ela, que logo me falou onde Any se encontrava.

Andei um ou dois corredores até achar o elevador dos fundos, entrei no objeto e logo sai no quarto andar. Ela estava no corredor B, quarto 56. Havia um médico saindo do lugar, o parei antes de entrar.

— Boa noite.. desculpe atrapalhar, eu sou namorado da Any, poderia me informar o quadro dela? — Ele sorriu.

— Boa noite.. qual seu nome?

— Beauchamp.. Josh! — Ele pegou uma caneta no jaleco. E escreveu algo.

— Então Josh, eu sou o doutor May, Bailey May... Bom, a Any sofreu um acidente durante um treino de tiros, ontem pela noite, ela passou por uma cirurgia, mas como foi muito perto do coração, tivemos que usar uma dose maior de anestesia.. ela não acordou até agora, e acredito que acorde somente amanhã pela tarde.. mas com todos os defeitos, ela está bem, mas precisamos tomar cuidado! — Afirmei. E sorri, o médico precia calmo, o que me acalmou um pouco. Antes de eu entrar no quarto, ele retornou a falar.

— Não quero te deixar ansioso, mas ja são quase onze da noite, seu tempo de visita acaba, as onze e dez, tabom? – Afirmei. – Eu não sei quem vem ficar de acompanhante hoje, mas se for você, vai ter que ir trocar de pulseira. Ele saiu dali, e o vi virar em outro corredor. Eu não tinha entrado ainda, talvez eu tenha medo, de ver como Any está.

Abri a porta com cuidado, e tinha uma visão para uma janela, conseguia ver apenas o pé da cama de hospital, pois ela ficava atrás de uma parede. Andei devagar, minha respiração estava presa em meu pulmão. A soltei quando vi seu corpo deitado, coberto em em seu rosto uma máscara de oxigênio.

A observei, e passei meus dedos por seu braço, ela parecia tão calma, seu cabelo estava preso, seu rosto não tinha nenhum sinal de maquiagem, e ver algumas pintinhas em seu rosto, me deixavam bem. Ela não tinha um semblante ruim, como eu disse parecia calma. Puxei uma pequena banqueta, e me sentei ao seu lado, peguei em sua mão gélida, e deixei um beijo casto.

— Você vai ficar boa logo, Anyzinha! — Levei meus dedos até seus cachos presos, e sentir o contato me fez feliz. Eu fiquei uma semana sem ver aquela mulher, e eu ja podia sentir-me como se não a visse por anos.

Abaixei a escora da cama, e rangiu um pouco, mas logo ela estava posicionada para baixo. A cama era grande, tipo bem grande mesmo. Era quase uma de casal, porem um pouquinho menor. O recipiente de oxigênio estava em cima da cama, e não havia nada do meu lado que me impedisse de chegar mais perto. O soro estava em seu lado direito. Olhei no relógio e nao havia passado nem dez minutos aqui. Tirei meu tênis, e indo contra qualquer regra de hospital me deitei ao seu lado. Foi aconchegante.

Seu peito se movia calmo de acordo que seu pulmão fazia a troca de oxigênio para carbono. Entrelacei meus dedos aos de Any, e agora sua mão já estava aquecida. Me aninhei ao seu lado e fechei meus olhos. Eu só precisava disso para ficar bem.

— Vai ficar tudo bem..

One Objective: Kill you or Love you Onde histórias criam vida. Descubra agora