Poção do Amor (parte 2)

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Fiquei extasiado. Ele me queria no dormitório? Se chamar de novo, irei.

Tem algo muito errado aqui. Ele nunca falaria isso justamente para mim. Seria uma piada de mal gosto? Poção Polissuco? Imperius, mesmo sendo proibida?

É claro.

Crabbe e o bando de idiotas. Seria por isso que riam durante o almoço?

Poção do Amor.

Droga.

Poção do Amor no pudim.

Q incrível! Não, isso vai dar muito errado, não era para eu dar o pudim a ele, e sim a Granger, mas o Weasley intrometido o roubou.

Potter veio até mim e me abraçou, prendendo meus braços juntos ao meu corpo, minha capa arrastou-se no chão, mas valeu por me sentir quente e feliz, como se tivesse realizado o maior dos sonhos. Na verdade, foi e é exatamente isso, já que ele não me larga.

Enfiando aquele nariz perfeito em meu pescoço. Eu me arrupio mais e mais com isso.

E o pior é que ele lembrará quando o efeito passar.

Não gosto de imaginar como ele agirá quando se lembrar disso, do convite.

E ele vai saber que reagi muito bem.

Mas isso já foi. Depois ele saberá do meu ponto fraco nele, e não tenho ideia de como usará contra mim.

Porém, pelo menos essa memória terei. Apenas ela. Pois me afasto mesmo que todas as minha forças estejam pedindo para deixar ele fazer o que quiser.

Ainda sinto a vibração e o calor mesmo sem tocá-lo.

Mas ele me olha apaixonadamente. Efeito da poção, claro. Eu com certeza não preciso dela.

E também não posso deixar a poção agir sem freios. O melhor é ir para a aula e deixar passar as 24 horas. Os amigos dele que o controle.

Não consigo nem me controlar, imagine controlar o fogo dele.

Nessa altura, a maioria dos alunos já estava saindo do Salão Principal, aproveitei para despistar o bobo Potter que não parava de me olhar e segui para a aula de Defesa, que, para a minha felicidade e agonia, também seria com a Grifinória.

Espero lá ter paz.

Quando olhei para trás, escutei a Granger perguntar ao meu lindo por que ele saiu correndo do Salão e vi o Wesley com cara de idiota, normal. Ele estava confuso olhando em minha direção, mas sem me encontrar.

Segui até as masmorras. Fui um dos primeiros a chegar. Ouvi reclamações vindas do lado de fora, depois que Potter entrou correndo e uma garota grifinória quase caiu com um empurrão dele, entendi que ele veio como um furacão para mim, entendi principalmente porque ele sentou ao meu lado, na mesma mesa.

Se isso for um sonho...

Se fosse um sonho, provavelmente eu não estaria me perguntando se é um.

Então não é sonho, espero que não, na verdade.

- Oi, Draco - me cumprimentou pelo meu PRIMEIRO nome.

Poção do Amor é incrível.

Não consigo responder, é muita pressão.

- Eu adoro a cor dos seus olhos - ele me elogiou, chegando mais perto, se arrastando pelo banco.

Mais pressão. Só sei que consigo respirar porque ainda estou vivo.

Ainda.

- E o seu nariz - Ficou perto demais, e tocou a ponta do meu nariz com a ponta do dedo indicador. Ele ainda sorria de lado, consigo sentir fogo irradiando dele.

Contos DrarryHistórias para pegar e não largar. Descubra agora