Deduções

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Olás!

Promessa cumprida, cá estou para o restante!

No final, percebi que foi um grande surto meu dividir a att, nem ficaria tão maior do que vocês já me leram, mas enfim... Já foi!

Obrigada a quem leu, comentou e se irritou com o outro e não ficou esperando esse. 

Amo vocês, leitores ansiosos, combinam comigo!:)

E aí, estão amando a Flávia, né?

Só alegria!

Mas como eu disse no tt, ela pode plantar quantas sementes quiser, só germina se não tiver nada e nem ninguém que impeça. Lembrem-se sempre disso!

Vamos continuar agora!



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Já passava da meia noite quando Rafaella bateu na porta do quarto de hotel.

Aguardou uns segundos e, como não foi atendida, precisou renovar o ciclo das três batidinhas na cadência melodiosa que lhe era característica.

Esperou mais um pouco, e nada.

Pegou o celular para fazer a ligação, mas foi interrompida pelo som da maçaneta se movendo.

R: Nossa, já ia te ligar! Achei que cê não tinha sido avisada que eu estava subindo. – Afastou o celular do ouvido e guardou-o novamente na bolsa.

Manu: Desculpa a demora, eu estava no banheiro. Entra! – Abriu passagem.

R: Obrigada. – Meneou a cabeça e entrou no quarto da cantora – E me desculpa também pelo horário, eu queria ter vindo mais cedo, mas não deu.

M: Imagina, se viesse mais cedo, acho que a gente ia se desencontrar mesmo. Chegamos há pouco tempo! – Tirou as roupas jogadas de uma poltrona que havia no quarto – Senta!

R: Não precisa, tô bem em pé mesmo. – Respondeu em tom ligeiramente aflito e olhando para a porta que conectava os quartos.

Percebendo a angústia, Manoela tentou amenizar.

M: Agorinha ela te chama, Rafa, acho que não demora.

R: Não entendi muito bem isso de ela pedir pra eu esperar aqui, Manu! – Ajeitou uma mecha de cabelo em um gesto que pretendeu aliviar a tensão – Ela tá ocupada com alguma coisa a essa hora?

M: Não. – Poderia recorrer a mil versões, mas preferiu contar a meia verdade e deixar o resto para Bianca fazer, se assim preferisse – A gente saiu, ela não se sentiu muito bem depois de beber um pouco e acho que não quis passar mal na sua frente. Por isso pediu pra você dar um tempinho aqui.

R: Nossa, mas que besteira isso! – Afligiu-se imensamente mais e se aproximou da porta – Se ela não tá bem, eu quero ajudar.

M: A Bia tem as manias dela, Rafa. Detesta passar mal na frente de qualquer pessoa. – Constrangeu-se na tentativa de conciliar a vontade da melhor amiga e o ânimo de ajudar de Rafaella, com o qual, inclusive, Manu concordava.

Acalento (RABIA)Onde histórias criam vida. Descubra agora