Capítulo 5

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Any Pov

Imprevistos sempre acontecem e é normal, mas não são bons.

Meus pais precisaram fazer a compra do mês, como eu estava estudando muito nos últimos meses eu não tinha uma boa quantia com as flores. O salário do meu pai paga as contas da casa, o 'meu salário' a gente guarda e usa pro que precisa, mercado, farmácia, enfim, e como eu disse a compra do mês foi o pouco do 'meu salário' e minha economias que eu estava guardando pra minha formatura no fim do ano. E como minha economia se foi eu vou ter que trabalhar o dobro e vender o dobro, mas não deu certo, e olha que é só o primeiro dia, eu ainda tenho 15 flores mas já está muito tarde e ninguém na rua.

Não deixarei isso me abalar, meu pai e minha mãe não sabem então vou guardar as flores assim que chegar em casa.

A rua está iluminada, porém deserta, poucos carros passam e a moto do I-Food. Tinha acabado de atravessar a rua quando um carro parrou do meu lado me fazendo congelar, meu Deus eu vou ser assaltada ou sequestrada.

Eu fiquei parada no mesmo lugar como uma idiota e esperei o carro sair mas isso não aconteceu.

O motorista abaixou o vidro e me encarrou, e pra minha surpresa era os olhos azuis que eu tanto queria rever, Josh Beauchamp está do meu lado me encarrando.

-você ganhou essas flores?-neguei- vende?- assenti sem conseguir pronunciar nada- são bonitas.

-obrigada- sussurrei.

-eu não sei puxar assunto confesso- disse com um sorriso ladino.

-eu não perguntaria seu nome porque eu já sei...

-você me conhece- disse baixinho- como é seu nome?

-Any- eu não sei porque estou falando com ele, vai que ele quer me sequestrar ou sei lá.

-então, Any, não está com frio?

-sim... quer dizer não...- gaguejei.

-você vai me achar louco se eu chamasse você pra entrar?

-sim- sorri em resposta- não sei o que pode fazer comigo e eu tenho que ir pra casa.

-eu posso te dar carona, é perigoso esse horário e a gente pode comer algo...- ele é mesmo louco.

-eu não posso aceitar- disse receosa.

-eu pareço mas eu juro que não sou louco, não farei nada com você e te deixarei em casa- suspiro.

-vou acreditar em você- ele abre a posta por dentro- meu endereço é esse- mostro o celular pra ele.

-mas antes posso passar em algum lugar pra comer?- coça a nuca antes de ligar o carro.

-pode- ele assente e passa no drive thru do McDonalds- não imaginei que comia besteira.

-é mais prático e mais gostoso- sorri e eu sorrio de volta- o que me indica pra pedir?

-eu não sei, nunca comi nada aqui- coro e ele me olha chocado.

-vai experimentar hoje, é a melhor comida, você vai ver- ele pega a carteira no bolso.

-eu não quero- ele não me deu ouvidos e pediu dois lanches com direito a batata e refrigerante.

-tarde demais, qual foi a última vez que comeu pra não querer comer?

-eu só almocei- sussurrei.

-ainda bem que eu pedi, você mora sozinha?- neguei- não quer avisar que vai chegar um pouco tarde?

Assenti e peguei o celular avisando a minha mãe que eu encontrei uma amiga e iria com ela comer porque ela não estava bem. Eu jamais contaria a ela que estava no carro com um desconhecido- pelo menos não agora- ela ligaria pra polícia.

I will move mountains Onde histórias criam vida. Descubra agora