Os Trigêmeos

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• pov. Gizelly •

Rafaella estava nas suas 32 semanas de gestação, reclamava de muitas dores nas costas e nas pernas, as náuseas que ela disse que não sentiu no começo, comecou a sentir quando começou o sexto mês.

Marcela recomendou repouso absoluto, graças à Deus estava indo tudo bem, apesar de seus incômodos, meus três bebês estavam bem.

O quartinho deles já estava pronto, eu havia mudado minha rotina de trabalho trabalhando somente ao dia para passar à noite com Rafaella. Durante o dia ela ficava na companhia de Joana.

...

Havia acabado de chegar em casa, era por volta das cinco e meia, estava tudo silêncioso. Estranhei, mas logo vi Joana.

- Oi dona Gizelly.

- Dona não Joana, qual o milagre que a Rafaella não está nesse sofá hoje? perguntei.

- Ela estava algumas horas mais cedo, depois começou a reclamar de dor lombar e eu a ajudei a ir pro quarto se deitar, logo ela pegou no sono.

- Obrigada Joana, já está liberada, vou lá ficar com ela. falei e ela assentiu.

- Tchau, até amanhã.

- Até amanhã, tchau.

Joana foi embora e eu fui pro quarto encontrando Rafaella ainda dormindo, me deitei ao seu lado e ela acariciei seu rosto.

A gravidez havia lhe deixado mais linda ainda.

Depositei um beijo em seu rosto e ela remexeu mas não acordou. Dei um beijo em sua barriga conversando baixinho com meus bebês para não acordá-la. Eles sempre mexiam ao ouvir minha voz, eu estava contando as semanas, dias, para ver o rostinho de cada um dos três.

Me levantei da cama e segui pro banheiro para tomar um banho e relaxar o corpo. Me despi, liguei o chuveiro e entrei debaixo d'água.

...

- Gizelly, Gizelly! ouvi Rafa me chamar do quarto.

- Oi, estou indo. acabei terminando de me vestir e voltei pro quarto.

Rafaella estava sentada gemendo de dor com as mãos sobre sua barriga.

- O que foi meu amor? O que está sentido?

- Acordei sentindo muita dor, ou melhor dizendo... ela resmungou rangendo os dentes parando de falar.

- Calma, eu vou ligar pra Marcela. falei tentando me tranquilizar também já que estava em nervos.

- Estou tendo contrações, acho que os trigêmeos vão nascer. ela disse me deixando mais nervosa ainda.

Liguei pra Marcela que mandou eu levar Rafa para a clínica que ela já estava a caminho.

Ajudei Rafaella a se levantar passando o braço em torno se sua cintura e ela se agarrou em meu pescoço.

Fomos andando devagar, quando chegamos na porta da sala, sua bolsa se rompeu fazendo com que a água descesse por suas pernas abaixo.

Se tínhamos alguma dúvida se os bebês iriam nascer. Agora tínhamos certeza.

Ajudei Rafa a entrar no carro e voltei correndo pra dentro de casa pegando as bolsas de maternidades. Tranquei a casa e corri de volta até o carro.

Rafaella gemia de dor e eu estava a ponto de ter um negócio ao vê-la daquele jeito. Era agoniante.

Dei partida no carro e no meio do caminho liguei pra Helena avisando que Rafaella estava entrando em trabalho de parto. Voltei a focar na rua que e poucos minutos depois chegamos graças ao pouco movimento no caminho.

Entre Laços, e CaosHistórias para pegar e não largar. Descubra agora