Ciúmes

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• pov. Gizelly •

Eu realmente estava me odiando por ter magoada a Rafaella, e conseguia me odiar mais ainda por magoar ela por uma coisa que eu também queria.

E como queria. Mas infelizmente não podíamos ficar juntas, era muita coisa envolvida e que ia contra todos os meus conceitos.

Eu era uma mulher e ela uma menina, pelos menos pra mim ainda era. Uma menina começando a viver novas experiências agora e eu já tinha me machucado muito nos meus antigos relacionamentos, e não sabia se estava pronta para começar outro.

Eu não queria deixar que o meu caos machucasse ela.

Mas eu não poderia mentir o quanto ela havia mexido comigo, o efeito que ela causou em mim. Mas iria passar. Eu sei que ia.

...

Os dias se passaram rapidamente desde a nossa última conversa. Desde o nosso fim.

O fim de algo que nem se quer havia começado.

Os dias continuaram se passando e tentava me concentrar no meu trabalho mantendo minha cabeça ocupada, mas logo aqueles olhos verdes invadiam meus pensamentos.

Cheguei a ficar com outras mulheres que não consegui passar de beijos. Simplesmente porque o gosto do beijo dela não sai da minha boca, seu cheiro parece que havia ficado impregnado na minha mente.

Eu achava que iria esquecê-la e por ironia a saudade dela vinha com tanta força, que eu ouvia cada batida do meu coração gritar teu nome.

Rafaella!

Todos os dias eu stalkeava seu ig, o que também não me ajudava em nada a tirá-la da minha cabeça.

Porra! Eu não tinha culpa por gostar dela. A culpa era dela por ser linda demais!

...

Hoje era sexta e eu estava acabando de me arrumar, estava com a cabeça cheia e precisava espairar. Quando terminei, dei uma olhava no espelho e me senti bem do jeito que estava.

...

Peguei as chaves do carro e sai de casa dando partida pra algum lugar, andei por um tempo e resolvi parar quando encontrei um barzinho. Estacionei meu carro em frente do outro lado da rua e desci seguindo em direção ao bar.

O mesmo estava lotado de gente, por um momento quase dei meia volta e fui embora, mas já estava ali mesmo, então fui até o balcão onde me sentei e pedi um drink. Um DJ animava a galera da pista ao lado, resolvi esquecer uma maldita menina que não saia da minha cabeça e prometi aproveitar aquela noite.

...

Eu já estava no terceiro drink, mas ainda em sã consciência, meu Deus uma policial bebendo e depois pegaria o volante. Iria parar ali, aquele seria o último. Viro o resto do drink na boca de uma vez e sigo pro banheiro e travei ao ver um casal aos beijos e amassos. Travei ao reconhecer a menina. Era Rafaella.

Não sei o que me deu naquele momento, mas só de ver aquele garoto esfregando suas mãos nojentas nela, me subiu uma raiva e eu o puxei pelo braço o jogando pra longe dela.

Na verdade eu sabia o que era. Era ciúmes de vê-la nos braços de outro.

Ela me olhou assustada e eu a puxei pro banheiro.

- Você está louca? Por que fez aquilo com o Bruno? Qual o seu problema?

- Louca está você de deixar ele te passar a mão daquele jeito.

- Estávamos num clima bom, aliás você não tem nada a ver com isso. ela disse e antes que ela pudesse voltar pra fora eu segurei seu braço a impedindo.

- Você não vai voltar para os braços daquele garoto. falei firme.

- E quem você acha que é pra achar que manda em mim? ela alterou a voz chegando seu rosto perto do meu e eu senti seu hálito de bebida alcoólica.

- Eu não mando em você, eu só estou te protegendo. falei e ela riu irônica.

- Me protegendo de que? De beijar alguém?

- Te garanto que ele não queria apenas te beijar, ele estava com segundas intenções.

- E daí? Eu vou pra cama com quem eu quiser.

- Bêbada Rafaella? falei e ela nada respondeu.

- Me solta Gizelly!

- Solto quando você estiver na sua casa.

- Eu não vou pra minha casa, vou dormir na Manu.

- Aposto que sua mãe não sabe que você está aqui e muito menos bebendo.

- Eu vim com a Manu e ela sabe sim.

- Posso ligar pra ela e perguntar?

- Não ouse.

- Então vamos embora agora.

- Já falei que vou dormir na casa da Manu.

- Não vai. falei firme segurando seu braço enquanto ela tentava se soltar. - Cadê sua amiga?

- Não sei, por ai.

- Então vamos, depois você liga pra ela.

Sai do bar com ela e a levei até meu carro enquanto ela resmungava.

- Entra ai e sossega. falei e ela entrou permanecendo calada.

Dei à volta a entrei no carro e dei partida pra minha casa.

- Pra onde você está me levando? perguntou.

- Pra minha casa. respondi.

- Isso é sequestro sabia?

- Me denuncia pra sua mãe então. falei e ela bufou.

Seguimos o caminho todo em silêncio, assim que chegamos, estacionei meu carro na garagem do prédio e sai do carro abrindo a porta pra Rafaella. Subimos no elevador até o quinto andar e seguimos pro meu apartamento.

- Vai tomar um banho, vou preparar uma água com a açúcar pra você tomar. ela não disse nada e seguiu até meu quarto.

Pude ouvir ela conversando com Manu pelo celular falando que dormiria na minha casa e logo depois desligou.

Fui até ao quarto e ela estava sentada na cama descalça e com uma carinha de cachorro sem dono.

- Toma. lhe entreguei o copo e ela bebeu tudo.

- Por que está cuidando de mim?

- Porque eu me importo com você.

- Se importa tanto que preferiu me deixar.

- Se coloca no meu lugar uma vez, é uma situação complicada.

- Então se coloca no meu também, eu realmente não sei se podia se apaixonar por alguém apenas por uma troca de olhares, um toque, um beijo, mas tive essa convicção com você e tudo bem você não ser recíproco, mas queria saber o que fazer com essa porra de sentimento que você deixou aqui. ela disse colocando a mão no peito e vi as lágrimas escorrer pelo seu lindo rosto.

Não tive outra reação a não ser puxá-la de encontro meu corpo e a envolvi em meus braços.

- Quem disse que não é recíproco?

...

Gizelly com ciúmes e Rafaella bêbada colocando o que sente pra fora, Gizelly assumindo que sente o mesmo, o que será que vai rolar? 😏🤔

Entre Laços, e CaosHistórias para pegar e não largar. Descubra agora