Escolha Certa

1.2K 144 38
                                        

• pov. Rafaella •

Confesso que toda a rotina de ficar indo na clínica me causava muito desgaste psicológico por ficar criando expectativas todos dias querendo trazer meus filhos pra casa e não podendo.

Mas graças à Deus, um mês depois, eu tive a melhor notícia do mundo. A alta deles.

Foi um momento de gratidão e felicidade poder trazê-los pra casa. Na verdade, foi a melhor sensação da minha vida. Nos primeiros dias fiquei com medo e inseguranças, afinal, durante o tempo que ficaram na UTI, tinha toda uma equipe de profissionais cuidando dos três e agora em casa, a ajuda era bem menor. Porém fomos muito instruídas por Marcela e outros médicos.

E com ajuda da minha sogra que estavam aqui em casa desde que eles tinham nascido e da minha mãe que quando estava de folga, vinha pra cá, os cuidados com eles junto à família era essencial para o desenvolvimento e a saúde dos três.

...

Os dias e semanas se passavam e eu seguia todas as recomendações que Marcela tinha me passado, os três estavam se desenvolvendo muito bem, ganhando peso de forma estável. Mas ainda sim, precisava de todos os cuidados necessários por serem prematuros.

O calendário de vacinação era outro devido a idade cronológica e a idade corrigida. Tinham todo um padrão de sono e na hora de mamar. E também tomavam algumas medicações. Gizelly e eu estava saindo apenas para ir à clínica com eles, como nós duas éramos as que tinham mais contato com os três, optamos por ficar em casa até termos certeza que eles estavam fora de perigo, com o organismo mais resistente.

Minha sogra e Joana que saíam para comprar algo que precisasse.

Minha irmã e Bia também nos visitava e às vezes insistiam para nós ajudar, mas eu não gostava de incomodar, fora que elas tinham o João Miguel também.

...

O período de adaptação não era fácil, eram três bebês e prematuros. Tinha que ter muita dedicação e entrega.

Gizelly já tinha voltado a trabalhar, tinha ficado muito tempo de licença, e minha sogra ficou comigo mais alguns dias até que eu me acostumasse.

Agora só ficava eu e Joana na casa, Gizelly continou trabalhando só a tarde para passar à noite comigo. A minha rotina era para os três o dia todo, eu já estava me sentindo sobrecarregada pelo horário dos três serem diferentes.

Mas tudo valia a pena.

...

Hoje eles estavam completando 2 meses na idade cronológica, porém, na corrigida, era como se tivessem nascido hoje.

Joana tinha acabado de ir embora. Eu estava no quarto dos três, Matteo e Valentina estavam acordados com os olhinhos arregalados, Lavínia sugava meu seio com força, me causando certa dor, mas era suportável.

Matteo era o mais calmo, chorava apenas quando estava com fome. Seus cabelos eram castanhos um pouco claros e os olhinhos castanhos de Gizelly.

Valentina era moderada, às vezes estava tranquila, do nada, estava estressada e era um custo fazer ela se acalmar. Ela era o xeroz de Gizelly todinha, cabelos pretos, os olhos castanhos, o nariz, a boca, tudo.

Lavínia se parecia comigo, seus olhos era verdes, porém mais escuros que os meus, cabelos castanhos claros. Seu gênio? Eu todinha. Nervosa e chorava muito, manhosa também.

...

Ouvi o barulho da porta se abrindo e soube que era Gizelly chegando do trabalho.

Ela chegou na porta e me olhou com um sorriso.

Entre Laços, e CaosHistórias para pegar e não largar. Descubra agora