04 | Capítulo Quatro

1.4K 96 0
                                        

Ops! Esta imagem não segue nossas diretrizes de conteúdo. Para continuar a publicação, tente removê-la ou carregar outra.

                  Allice Point Of View

Ops! Esta imagem não segue nossas diretrizes de conteúdo. Para continuar a publicação, tente removê-la ou carregar outra.

Allice Point Of View

A vida é realmente muito estranha e às vezes nos leva por caminhos totalmente inimagináveis, penso enquanto corro no Grand Park naquela manhã.

Os primeiros raios de sol por entre as folhas me fazem sentir viva. Gosto de correr àquela hora da manhã, quando não tem quase ninguém no parque e posso curtir a solidão. Clara dizia que eu era um coração solitário, às vezes, pensar em minha mãe faz meu coração doer um pouquinho de saudade, embora já não me dê vontade de chorar. E tudo isto tinha a ver com aquela nova e inesperada presença na minha vida. Minha irmã.

Alinna.

Duas semanas haviam se passado desde a noite na boate e, apesar daquela discussão e de eu realmente não compreender como Alinna podia ser tão desprendida de sua outra vida em Seattle, com marido e filhos, tínhamos nos conectado ainda mais. E, apesar de meu lado sensato desejar que ela realmente voltasse para sua família, iria me sentir muito solitária quando fosse embora.

Inevitavelmente este dia chegaria e teria que me preparar.

O sol está ficando quente quando saio do parque e caminho até o Starbucks na esquina do meu prédio para comprar café para Alinna.

Enquanto espero me chamarem, relanceio o olhar pela loja e vejo uma garota em uma mesa no canto lendo um dos meus livros, sorrio discretamente, dando graças a Deus por ninguém saber quem eu sou e não me atazanarem àquela hora da manhã. Infelizmente, sei que este anonimato está prestes a acabar. A tão temida entrevista para a TV vai acontecer amanhã e, só de pensar nisso, tenho vontade de vomitar.

- Allice - chama a atendente, e pego meu café, saindo da loja.

Na pressa de sair esbarro em alguém e subo o olhar sorrindo sem graça.

- Oh, me desculpe.

O rapaz em quem eu esbarrei sorri de volta e me mede de uma maneira nada sutil.

- Imagina, linda!

Eu coro e saio para a rua, ignorando a paquera descarada. Fico me perguntando se Alinna me criticaria duramente. Ela vivia me repreendendo por não flertar mais.

- Não estou no clima para encontros - eu desconversava, porém ela não cansava de insistir.

- Você é solteira e livre, pelo amor de Deus! Deve sair, conhecer homens incríveis, fazer sexo gostoso, fala sério, vive igual a uma freira.

- Estou cansada de fazer sexo ruim com caras babacas.

- Não pode desistir só porque não teve boas experiências! Se eu fosse você...

- Você não é! - Eu suspirava e ela sorria tristemente.

- Não, não sou.

Quando chego em casa, Alinna está jogada no sofá lendo meu livro. Ela já estava no terceiro volume e adorando.

- Já acordada, que milagre é esse? - Alinna não acordava antes das dez da manhã.

Ela se vira e me vê.

- É para mim? - Pula do sofá e tira o café das minhas mãos.

- É - respondo, olhando as correspondências no aparador.

- Hum, isso é o paraíso! Obrigada Irmã.

- De nada, querida.

- Ah, sua agente esteve aqui. Veio avisar sobre uma entrevista que tem amanhã.

- Oh, não! - Solto um gemido desalentado. - Esta merda de entrevista!

- Ei, não fique assim, vai dar tudo certo!

- Como? Estou apavorada!

- Está sendo dramática, vai ser demais!

- Duvido muito! - Suspiro. - Bom, vou tomar um banho.

- Tudo bem vou fazer uma omelete para você se animar.

- Não, obrigada, eu mesma faço. - Alinna era péssima cozinheira e eu me perguntava como o marido e os filhos sobreviviam.

Ela ri, se jogando no sofá de novo pegando o livro novamente.

- Eu tentei!

✿ ✿ ✿

𝐓𝐡𝐞 𝐄𝐱𝐜𝐡𝐚𝐧𝐠𝐞 | 𝐕𝐢𝐧𝐧𝐢𝐞 𝐇𝐚𝐜𝐤𝐞𝐫 ✓Onde histórias criam vida. Descubra agora