◩ 𝐓𝐡𝐞 𝐄𝐱𝐜𝐡𝐚𝐧𝐠𝐞 ◪
𓏲໋ׅ ᴠɪɴɴɪᴇ ʜᴀᴄᴋᴇʀ ᴀᴅᴀᴘᴛᴀᴛɪᴏɴ.
A tímida e insegura Allice Smith, passou a infância e adolescência como filha única, se mudando de cidade em cidade com uma avoada mãe. Adulta, se mudou para Los Angeles para fazer faculdade...
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Allice Via Point Of View
Quando acordo estou sozinha como na noite anterior, ainda é cedo, acordei no meu horário habitual. Arrumo-me e saio do quarto para cuidar de Stella e Henry, Elisa também não demora a aparecer.
Eu me aproximo e beijo seu rosto, ela continua reticente, embora não me rejeite o que considero uma pequena vitória.
Vinnie aparece de banho tomado depois de sua corrida matinal e mordo os lábios para não suspirar.
Vejo-o dando um beijo de bom dia nas crianças e me pergunto, entre ansiosa e temerosa, se também ganharei um beijo hoje. Tudo era diferente agora e, se por um lado me sentia feliz, por outro temia, por mais que quisesse ignorar, ainda havia uma montanha de problemas à nossa volta.
Quando ele se aproxima, minhas mãos seguram a xícara de café com força, em expectativa, até que sinto seu beijo em minha testa. E depois na minha boca. É leve e rápido, porém suficiente para me deixar suspirando e com um sorriso bobo no rosto.
- Bom dia - ele diz se servindo de uma xícara de café.
- Bom dia - respondo, um tanto vermelha.
Quando olho para a mesa, Elisa está nos encarando de forma estranha e me pergunto o que se passa em sua cabecinha. Com certeza há tempos que ela não via os pais se beijando.
Será que isso a deixa mais segura ou piora tudo? Não sei dizer.
Naquela tarde, deixo Henry com Maria para levar Stella à escola, quando retorno, sinto uma vontade louca de fazer uma visita a Vinnie na oficina. A verdade é que, agora que ficamos juntos, não consigo parar de pensar nele por nem um segundo. Estou viciada em Vinnie Hacker. Como todo viciado, sei que este vício pode acabar muito mal para mim, mas não consigo parar.
Estaciono em frente à casa dos Hacker e caminho até a oficina, sentindo meu estômago revirar de ansiedade e, quando chego lá Faith está sozinha no galpão.
Ah, droga, tinha me esquecido daquela sonsa.
- Ora, ora, quem veio fazer uma visita... - Ela sorri de modo afetado.
- Onde está Vinnie?
- Foi fazer uma entrega, já deve estar voltando. E você? Veio fazer o que aqui?
- Não é da sua conta! - Dou meia volta para sair, ela me chama.
- Já se cansou de brincar de esposa perfeitinha?
Eu me viro irritada.
- E você não está cansada de ficar dando em cima de homens casados?
Ela levanta a sobrancelha.
- Hum, está com ciúme?
- Eu deveria?
- Você que está dizendo... Devia ser mais segura Alinna. Afinal, não é a esposa perfeita agora? Parece que todos os Hacker estão encantados com esta nova Alinna, tão amorosa, tão boa mãe... Até Nailea está te defendendo.
- E isto é ruim para você, não é? Já que voltou para tomar meu lugar.
Ela não nega.
- Você tinha dado o fora!
- Eu voltei. E se eu fosse você voltava para sua casa e para seu marido, antes que fique sem ninguém, porque nunca vai ter o Vinnie!
Meu Deus, eu estava realmente discutindo com aquela mulher por causa de Vinnie?
- Eu não teria tanta certeza... Talvez eu fique aqui, esperando você se cansar de brincar de casinha e finalmente dar o fora e não voltar nunca mais da próxima vez.
- Alinna? - Antes que eu consiga responder aos impropérios de Faith, Vinnie surge na porta da oficina.
Sem pensar eu me aproximo e, ficando na ponta dos pés, beijo sua boca com vontade.
Escuto um assovio ao mesmo tempo em que Vinnie me afasta, com o olhar confuso.
- Isto é o que eu chamo de beijo! - Hub está rindo, entrando na oficina e eu nem tinha percebido sua presença.
Fico vermelha.
- O que foi isto? - Vinnie franze a testa e eu congelo, ele não está reagindo do jeito que eu esperava. Fico mais sem graça ainda, só não vou dar o braço a torcer na frente de Faith.
- Nada, vim fazer uma surpresa - e me viro para Faith, passando os braços em volta da cintura de Vinnie -, infelizmente só a Faith estava aqui.
- Eu disse que você tinha ido fazer uma entrega - Faith se intromete.
- E eu estava pensando em te esperar...
- Vinnie está trabalhando, Alinna! - ela sibila, irritada.
- Mas eu posso ficar aqui, esperando meu marido.
- Nossa, quanta insegurança.
Vinnie suspira irritado, retira meus braços de sua cintura e me leva para fora da oficina.
- Que diabos está fazendo?
- O quê? Está irritado comigo?
- Você sabe muito bem por quê. Toda aquela cena para provocar a Faith.
- Como é? A sua ex não pode ser provocada? Nossa quanta consideração!
- Vamos começar com esta porcaria de novo? Veio aqui para me vigiar?
- Não! Também não sou obrigada a aguentar Faith dizendo que o quer de volta.
- O que... que absurdo é esse? Então eu tinha razão, estamos de novo nesse estágio? Que merda, Alinna!
- Não acredito que está brigando comigo e ficando do lado daquela sonsa da Faith.
- E eu não acredito que veio aqui para fazer cenas infantis! Achei que não fosse mais assim.
Perco o ar com aquela acusação.
- Ah é? Eu estou errada agora, enquanto a santa Faith não pode ser irritada, vá se foder, Vinnie!
- Está sendo ridícula! Você veio até aqui e fez uma cena só para criar confusão, estou de saco cheio deste tipo de comportamento, sabe muito bem.
- Que ótimo! Então fique aí com Faith, já que a prefere. E pode voltar a dormir no sofá também! - grito e saio correndo sem olhar para trás.
Que merda eu estava fazendo? É o que passo a tarde me perguntando, depois da discussão com Vinnie.
E, cada vez que a retomava em minha mente, mais ridícula me sentia.
Eu tinha primeiro discutido com Faith, entrando no jogo cretino dela, cujo objetivo era me fazer ficar com ciúme. E depois havia me agarrado a Vinnie na frente dela apenas para provocá-la e provar um ponto.
Vinnie tinha toda razão, fui absurda e infantil. Provavelmente agindo exatamente como Alinna. E agora ele acreditava que eu não havia mudado nada neste quesito. E eu ainda terminei a discussão dizendo que ele podia voltar para o sofá.
"Será que não seria melhor assim?" Uma vozinha cheia de sensatez sussurra em meu ouvido, enquanto meu coração diz exatamente o contrário e só pensa em consertar aquilo.
Quando Vinnie chega em casa com as crianças à noite, ele está com o semblante fechado, lembrando muito o Vinnie de quando eu cheguei em Seattle. Sinto vontade de correr para ele, de me agarrar em sua camisa e pedir desculpas, porém fico na minha.
Cumprimento as crianças, beijando cada uma, Elisa ainda daquele jeito amuado e Stella toda carinhosa.
- Quem está com fome?
Eu as levo para jantar e Vinnie se afasta com Henry.
- Vou colocar Henry para dormir.
Stella tagarela sobre seu dia e tento arrancar alguma conversa de Elisa, sem muito sucesso.
Quando elas terminam Elisa declina o convite de assistir um filme, como sempre e vai para seu quarto e Stella se enrosca em mim, sonolenta.
- Acho que está na hora de dormir.
Eu a levo para o quarto preparando-a para dormir, Vinnie já não está ali com Henry, que dorme um sono tranquilo. Onde será que se meteu?
Conto algumas historinhas para Stella e quando ela finalmente pega no sono, vou até o quarto de Elisa que está dormindo também. Aproximo-me, arrumando suas cobertas e beijando seu cabelo.
E vou à procura de Vinnie que não está em lugar nenhum.
Ele saiu e eu nem vi? Sinto um aperto no peito. Será que íamos voltar à estaca zero? Com Vinnie distante e frio? Me odiando? Sinto vontade de chorar só de pensar. Talvez antes fosse mais fácil, quando eu era apenas a substituta e sabia que a sua raiva era dirigida a outra mulher. Agora a culpada era eu, mesmo sendo resquício de uma raiva antiga. E isso doía.
Fico ali na varanda esperando por sua volta, ele não aparece, então vou para o quarto, coloco a camisola e me deito atenta a qualquer movimento. Até que escuto a porta se abrindo e passos pela casa.
Prendo a respiração na expectativa de que ele entre no quarto a qualquer momento, mas, pelo visto, ele levou a minha sugestão de voltar a dormir no sofá a sério, porque escuto todas as luzes sendo apagadas e depois o silêncio.
Por um momento, razão e emoção se digladiam no meu interior. Sei mais do que nunca que era melhor assim. Deixar tudo como era antes. Eu já estava envolvida demais naquela farsa sem tamanho.
Porém eu sentia falta dele em meus ossos. A cama parecia vazia demais sem sua presença. Meu corpo frio demais sem suas mãos para me agasalharem.
Então me levanto saindo do quarto e, como previ, Vinnie está deitado em sua cama improvisada no sofá. Eu me aproximo e sento do seu lado. Vinnie abre os olhos na semi escuridão.
- Me desculpe - murmuro. - Você tinha razão, fui ridícula. Eu só... estava com ciúme.
- Não tem motivo para ter ciúme de Faith, Alinna - ele diz com a voz cansada.
- Você sabe, bem no fundo, os motivos de ela ter voltado.
- Os motivos dela não me interessam. Nossa história acabou há muito tempo.
- Talvez devesse dizer isso a ela com todas as letras.
- Nosso problema não é Faith - ele diz com amargura, deixando meu coração pesado.
Ah, Vinnie, você não faz ideia.
- Nosso problema é você achar que não posso mudar, não é? Acho que continuo sendo a mesma Alinna, é disso que tem medo?
- Você sabe que tenho motivos de sobra para me sentir inseguro. - A dor em sua voz quebra minhas defesas. Vinnie é um cara que já foi tão ferido que só tenho vontade de abraçá-lo e protegê-lo de todo o mal.
Mas quem vai protegê-lo de mim? De minhas mentiras?
- Também me sinto insegura, já parou para pensar nisso? - digo com minha voz embargada.
E sinto a mão de Vinnie na minha.
- O que vamos fazer? - pergunta baixinho.
Eu fico olhando para aquele homem. Tão inseguro. Tão quebrado.
E penso no vazio da minha vida. Do quanto desejei ter alguém exatamente como ele do meu lado, e o quanto é injusto que eu o tenha agora apenas por tão pouco tempo.
Mas o que é o tempo? Ele pode ser infinito, enquanto eu sonhar.
Respiro fundo, lutando para desfazer o nó na minha garganta.
- Vamos fazer um acordo. - Seguro suas mãos na minha. - Não sou mais Alinna... Sou Ali- sussurro contra seu olhar confuso. Esperançoso. E me dá esperança também. - Não pense mais no passado, em quem eu era. O que nós éramos. Somos duas pessoas diferentes agora. Que acabam de se conhecer. - Bem, isso não era mentira. - E vamos viver um dia de cada vez.
Ele hesita como se tentasse entender e fico com medo. Por fim, ele solta minha mão e toca meu rosto.
- Muito prazer, Ali...
Fecho os olhos, minha alma suspirando de puro contentamento.
- Fale de novo - murmuro contra sua boca, que está tão próxima da minha.
- O quê?
- Me chame de Ali.
- Ali... - Ele beija meus lábios de leve. - Ali... - Beija meus olhos fechados. - Alil... - E sua boca toma a minha.
E sinto como se fosse o primeiro beijo de todos.
O primeiro beijo de muitos.
E de novo estou em seus braços, enquanto ele me abraça com desejo, gemendo dentro da minha boca, e toco seu rosto com barba por fazer, encaixando meu corpo ao dele com avidez.
- Faça amor comigo - sussurro quando seus lábios traçam um caminho úmido até meu pescoço, sua mão achando o caminho para o meio de minhas pernas, onde anseio por ele mais do que nunca.
- Sim... - Ele começa a tirar minha roupa e então para. - Não podemos ficar aqui...
Eu abro um sorriso malicioso.
- As crianças estão dormindo... Acho que tenho uma fantasia de transar com você aqui... - Ele sorri de volta, fazendo meu pulso acelerar mais ainda e continua a tirar minha roupa e faço o mesmo com a dele, ansiosa para senti-lo inteiro contra mim. Quando finalmente estamos nus, nossas peles quentes roçando, mil faíscas nos fazendo gemer e suspirar, deixo minhas mãos correrem, mapeando seu corpo, fechando os olhos quando ele desliza para fazer o mesmo caminho no meu, não só com as mãos, mas com a boca e a língua, me fazendo arquear e tremer, fraca de necessidade fremente.
Corro minhas mãos afoitas por seu peito até sua ereção incrível, adorando ouvir Vinnie gemer roucamente em meu pescoço.
- Me leve para dentro de você. - Ele morde minha orelha e faço como ele mandou, então nós dois nos encaixamos à perfeição, nos movendo juntos naquela dança sublime. E quando ele goza dentro de mim sinto lágrimas em meus olhos quando sussurra em meu ouvido "Ali..."
Depois ele me leva finalmente para a cama e me abraça, seu corpo se encaixando atrás do meu no sono e, bem no fundo do meu coração, rezo para que me seja concedido um milagre e que eu o tenha assim para sempre.
Na manhã seguinte, quando Vinnie entra na cozinha, estou com Henry no colo, ele se aproxima depois de beijar Elisa e Stella e beija de leve meu rosto, servindo-se de café.
- Bom dia, Ali.
Sorrio com mil borboletas sobrevoando meu estômago.
- Você chamou a mamãe de Ali? - Elisa questiona confusa.
- Sim, é como eu quero ser chamada - respondo simplesmente.
- Vou ter que chamar a mamãe de Ali também? - Stella pergunta e nós rimos.
Menos Elisa. O que faz minha felicidade se arrefecer um pouquinho. E digo a mim mesma para ter paciência. Talvez esta nova intimidade seja confusa para ela digerir também.
Naquela noite, quando pego meu celular, vejo que tem um recado de Alinna. Minha mão treme e hesito em escutá-la.
No fundo sei que, dependendo do que tiver ali, será o fim da minha ilusão.
Então ignoro a mensagem e, em vez disso apanho o notebook e vou stalkear os últimos passos de Alinna como Ali Smith.
Há apenas uma foto dela com algumas leitoras na saída de um evento literário. E um recado de Alinna chamando os leitores para uma sessão de autógrafos em Paris na tarde seguinte. Não há sinal do homem com ela antes.
Bem, ela continuava com os nossos planos originais. Talvez nem tivesse se importado com minhas mensagens implorando para que voltasse.
Quero dizer que estou brava com isso, porém, bem no fundo, sinto alívio.
A verdade é que ainda não estou preparada para abrir mão da minha ilusão com Vinnie. Não quero pensar no que vai acontecer ou nas consequências dos meus atos. Não agora.
Pela primeira vez, quero ser um pouquinho egoísta.
Então quando ele chega, sorrindo para mim daquele jeito lindo, beijando minha boca levemente e nos sentamos com as crianças para jantar, deixo-me levar mais um pouquinho por aquela doce fantasia. Onde Vinnie é meu marido de verdade e aqueles são meus filhos.
Jogo para o fundo da minha mente o medo do futuro, quando ele me abraça e faz amor comigo.
E nos dias que se seguem, flutuo naquele lindo e perigoso devaneio, ignorando a mensagem de Alinna e apenas stalkeando seus passos para garantir que ela ainda está bem longe de Seattle.
Sei que um dia, eu terei que acordar daquele sonho, porém o que me acorda em uma noite, não é um sonho e sim um pesadelo.
Nele, eu caminho pelo bosque atrás da casa, numa manhã fria e cinzenta de Seattle, até que vejo uma mulher de costas. Parece Alinna. Estremeço de susto, quando ela se volta, não é Alinna. É minha mãe.
- Mãe? - O que está fazendo Ali? - Sua voz está cheia de decepção. - Não tem vergonha do que está fazendo com sua irmã? - Ela não quer estar aqui! Ela foi embora! - defendo-me. - E isso te dá o direito de roubar seu marido? Seus filhos? - Foi ela quem me mandou! Por causa dela estou nesta enrascada! - Tem certeza? Ou foi o desejo de conhecer aquele homem da foto? O marido dela? De poder fingir que tem a família que sempre quis ter? - Não. - Você sabe que tenho razão. Pare de culpar Alinna. - Mas ela odeia esta vida! Ela não quer nem os filhos e nem Vinnie e eu os amo! Por que eles não podem ser meus? - grito por entre minhas lágrimas. - Você está construindo uma armadilha para si mesma, Allice. Nada de bom pode surgir das mentiras que você e sua irmã inventaram. - Eu só queria ser feliz. - Ela também. Mas a que preço? Vocês precisam resolver essa confusão. Acorde Ali, antes que seja tarde.
Acordo com um tremor e Vinnie está me tocando.
- Ali, o que foi? Estava tendo um pesadelo?
Soluço, sem conseguir me virar e fitá-lo.
- Fale comigo!
- Por favor, não pergunte nada - sussurro, e ele apenas me abraça.
Depois de alguns momentos, estou mais calma e percebo que Vinnie dormiu.
Eu me desvencilho dos seus braços e pego o celular saindo do quarto.
Sento na varanda escura e finalmente escuto a mensagem de Alinna.
- Irmã, não sabe como fico com meu coração aliviado por saber que tudo está melhor aí em Seattle. Tenho certeza de que isto aconteceu por sua causa, pela pessoa boa que você é... - Ela hesita por um momento. - Sei que preciso voltar, porém você sabe que tenho um trabalho a fazer aqui, por você. Está tudo dando certo, Alivia, não percebe? Nós somos perfeitas na vida uma da outra. - Sua voz tem um que de tristeza que eu entendo. Entendo demais. - Preciso desligar. Aguente mais um pouco. Seja forte. Cuide bem da minha família. Prometo que tudo vai ficar bem. Eu prometo.
E é só.
Suspiro. Alinna não fazia ideia.
Nada ia ficar bem. Não depois que ela voltasse.
Sinto-me morrer um pouquinho.
Então disco seu número. E cai direito na caixa postal.
Respiro fundo.
- Alinna, irmã... Nada vai ficar bem. Preciso te confessar uma coisa que devia ter confessado há muito tempo - minha voz embarga -, eu me apaixonei pelo Vinnie. Eu sinto muito... sinto muito. - Os soluços tomam meu peito. - Não pude evitar. E agora não sei o que fazer. Só acho que precisava ser sincera, eu... Eu vi você com aquele homem, Alinna, e não resisti mais, dormi com o Vinnie e sei que nem posso te culpar agora, porque sou mais errada do que você. Eu sinto muito. Não sei como vamos resolver esta situação.
Desligo e continuo ali, chorando sozinha no escuro, até não restarem mais lágrimas dentro de mim e o dia já ter amanhecido.
- Ali? - Vinnie aparece na varanda e, por um momento, penso em contar tudo.
Eu podia acabar com tudo neste exato momento.
Porém ele se aproxima de mim, senta-se ao meu lado, seus dedos em meus cabelos, puxando-me para que eu descanse minha cabeça em seu ombro.
- Por favor, diga que não vai embora de novo - ele pede, inseguro, e sinto meu peito se apertar de mil maneiras.
Deus, como poderei deixar este homem? Como posso decepcioná-lo?
Só mais um dia, digo a mim mesma. Só mais um dia e vou contar tudo. Alinna já sabe de tudo e não me surpreenderei se ela voltar correndo.
Então eu vou viver mais um dia.
- Não, não vou a lugar nenhum - respondo, beijando seu queixo e me aconchegando em seus braços.
Apenas mais um dia.
Continua...
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Notas Finais:
➺ Eita bebê, tamo chegando em um certo marco KSKSKKSKSKS mas isso são cenas pros próximos Capítulos bjs