13

1.5K 144 127
                                    

Itadori se recusava a sair do meu colo.

Não que ele estivesse sentado, mas a cabeça apoiada em minhas pernas enquanto eu o fazia carinho cansava as coxas, incomodava o mínimo mas só de incomodar eu já não queria mais.

Ele estava triste. Eu não entendia o porquê, mas se ele não iria me contar eu não perguntaria.

Fazia um tempinho que ele não mencionava Junpei. Nem Megumi. E quando o fazia, era sempre Junpei com uma cara indiferente e Megumi meio animadinho.

Sinceramente, minha cabeça estava cheia de teorias. Eu as falaria? Não. Admitiria que as tenho? Nunca!

De qualquer maneira, tapeei a sua testa, em protesto a sua pirraça.

– Anda, Itadori! A gente ainda precisa arrumar essa sua casa, lembra? O Nanami falou que ia me impedir de vir aqui se eu não ajudasse.

– E desde quando você acredita nas ameaças dele? Ai! – levantei do sofá, o fazendo cair de cara no chão.

– Gostou de beijar o chão,Yuuji? Eu te falei que ia te machucar se você não saísse.

Ele sentou sobre as próprias pernas enquanto eu peguei o controle da televisão e botei num canal de música.

– Ok, par ou ímpar para ver quem chama o Sukuna. Eu sou par.

Ele meio que estremeceu quando eu falei isso e consegui reprimir um suspiro. Sukuna estava de mal humor, se ele fosse fazer algo seria na força do ódio e alguma coisa acabaria quebrada.

Bati o punho em minha palma algumas vezes antes de jogar um dois. Yuuji botou quatro, o que me deixava com essa tarefa.

– Cu de buceta na próxima você me paga Deus!

– Vai logo, Capetinha. Pelo menos em você ele não bate.

– Isso era suposto me confortar?

– Hm, sim? Sei lá, só vai antes que você me mate de tédio.

– Você é um capeta mesmo. Tá.

Vou até o quarto do gêmeo capeta número um e bato com força na porta até ouvir um "Caralho" vindo de dentro. E assim eu sei que ele vai me matar.

– Porra, são uma da tarde, o que você quer aqui Nobara?

– Arrumar a casa, anda, 'bora.

– Vai se fuder.

– Vai você seu merdinha, se você não ajudar eu vou te martelar.

– Tenta a sorte, anã.

– Vem logo desgraçado eu não tenho o dia todo.

– Não.

Puxo a gola dele e com muito esforço o arrasto um pouco para fora do quarto.

– É esse o seu plano de me fazer ajudar? Você pode me pedir para que eu dê um passo, sabe.

– Calado, capeta.

– Você quem manda, eu acho. Ainda não vou te ajudar.

Ofego um pouco, meio cansada pelo esforço de o fazer andar trinta centímetros.

– Tá, tudo bem. – passo a mão pela testa, apoiando meu peso em um pé e o vendo voltar a se encostar no batente da porta – Um acordo, então?

– Você tá falando minha língua agora. O que está em jogo?

– Eu te ajudo. Com o Mahito.

– Não preciso dos conselhos de uma pirralha.

– Então você não quer saber das reclamações que ele me falou quando saímos semana passada...

University • nobamaki Onde histórias criam vida. Descubra agora