25. Contraproposta [revisado]

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o tão esperado capítulo! :)

Jughead

Ela está fumando um cigarro, sozinha, sentada no único banco de concreto que fica de frente para o estacionamento do hospital, enquanto um copo de café preto está vazio ao seu lado. Geralmente, as pessoas que tinham o hábito de fumar e beber café, faziam ambos ao mesmo tempo, mas ela não. Elizabeth sempre tomava o café primeiro, e fumava o cigarro depois.

Seus olhos perdidos na direção dos carros me dizem muitas coisas, e com o tempo, eu aprendi a decifrar alguns desses hábitos. Cole dormia com a leveza de um anjo em um dos quartos do hospital, e estava frio do lado de fora, tanto que esfreguei minhas mãos e as escondi nos bolsos da jaqueta, ao mesmo passo que me sentava ao lado dela.

— Cigarro? — ela diz, abrindo a carteira de Marlboro e me oferecendo, apenas dou de ombros e aceito um deles, acedendo com o isqueiro vermelho que pendia na mão dela — Não fumo com tanta frequência, mas já que vou engravidar de novo... Pretendo aproveitar como der e enquanto posso.

Balanço a cabeça negativamente, rindo logo depois. Quero ela por perto, e algo nesse pensamento me faz passar os braços ao redor de seus ombros e puxá-la levemente pelo pescoço, de encontro ao meu peito, como fazia quando éramos adolescentes. Elizabeth não recua, mas seus olhos ainda estão distantes.

— Temos muito que conversar — ela disse.

— Conversar? — Balancei a cabeça negativamente, meus olhos cheios de desejo. — Beijar — sussurro no pé do ouvido dela, fazendo Betty sorrir. Não era uma pergunta, mas um aviso. Ela não protestou e subiu sua boca até a minha. O primeiro toque foi apenas isso – um toque. Uma provocação, uma atraente suavidade. Lambi meus lábios e o sorriso dela se aprofundou.

— Mais? — perguntei de modo provocativo, enquanto entrelacei minhas mãos em seus cabelos, trazendo-a para mais perto.

— Mais.

Quando ela me responde, tomo seus lábios entre os meus, deixando o cigarro de lado. O beijo de Elizabeth me assusta um pouco. Não sou impenetrável a essa boca. Sou vulnerável, e me sinto baixar a guarda. Eu entregaria todos os meus segredos a ela agora, e geralmente, não sou assim. Seu beijo é tão potente, que me transforma em alguém que não reconheço. Que amo, e ao mesmo tempo odeio.

O beijo termina. Os cigarros estão no fim. Ela sorri de novo, mas também tem os olhos arregalados. Talvez também esteja assustada. Na verdade, a conheço o suficiente para saber que o que ela odeia é como eu a tirei de sua concha e como fiz com que sentisse carinho depois de passar anos fechada. Betty odiava que eu tivesse ferido seu orgulho, exposto seus defeitos e a amado apesar, e se não, por causa deles. Odiava que eu não conseguisse mais suportar a ideia de um mundo sem ela.

— Podemos conversar agora, se quiser. — digo a ela, antecipando algo que já sei que seria pedido. Ela acena com a cabeça que sim.

— Verônica me fez ficar duas horas trancada no provador de uma loja do shopping... Enquanto meu filho está no hospital. E durante essas duas horas provando vestidos detestáveis, fiquei pensando: o que estamos fazendo? Quero dizer: onde vamos morar? Na minha casa, ou na sua? E ainda temos que planejar a chegada de um novo bebê. Eu preciso tocar o jornal, você tem que trabalhar. O que faremos?

Semicerrei meus olhos, evitando um riso.

— Não gosto muito da ideia de morarmos na antiga casa dos Cooper.

— Bom, a casa não é mais dos meus pais. Eles colocaram em meu nome assim que foram embora de Riverdale. Acho que foi a forma que encontraram de me compensar, de alguma maneira, mas deixaram uma cláusula bem específica na escritura autorizando a venda da propriedade apenas depois que ambos morrerem. Consegue acreditar?

Daddy's little love [Bughead]Histórias para pegar e não largar. Descubra agora