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🖇 | Boa leitura!

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Doze.
Era impossível alguém se chamar assim. Eu me recusava a acreditar que aquele tipo de coisa existia. De onde ela veio? Um lar rígido demais? Um campo de concentração? Ou ela era só alguma maluca que acreditava que seu nome era um número?

— Seu nome não pode ser Doze. — eu disse.

Ela apenas deu de ombros como se não ligasse tanto assim para o que eu pensava. De um jeito ou de outro, eu não poderia ficar de braços cruzados e apenas colocá-la para fora.

— Você disse que acha que alguém estava te seguindo. Se for assim, é melhor irmos até uma delegacia.

— Não! — desesperou-se assim como foi quando eu falei sobre o hospital.

— Olha, eu não sei quem é você, não tenho muito o que fazer para te ajudar. O que você quer? Que eu te mantenha aqui?

— Sim.

Ergui uma das sobrancelhas em surpresa. Como poderia ser tão simples? Definitivamente ela não tinha uma cabeça muito normal.

— Você nem me conhece. Como pode confiar em mim?

— Você me deu comida.

— Isso não quer dizer que eu seja confiável, Doze. Eu poderia ser alguém me fazendo de legal só pra te fazer alguma maldade.

— E você é?

— Não.

— Então não há com o quê me preocupar. — era incrível como ela estava mesmo neutra em relação a mim, diferente de quando eu a achei.

— E se eu não confiar em você?

Ela ficou em silêncio e me encarou estática por tempo demais, chegando a me deixar até um pouco constrangido.

— Não sei a resposta para a sua pergunta. — falou finalmente. — O que eu deveria dizer?

— Você realmente não se lembra de nada que aconteceu antes de bater a cabeça?

— Não.

— E mesmo assim não quer ir a um hospital? — insisti.

— Eu me sinto segura agora. — olhou em volta. — Tem alguma coisa... Alguém. — observou a janela que tinha vista para o bosque ali perto. — Tem alguém atrás de mim.

— Como pode saber se não se lembra de nada? — era difícil acreditar nela. E se estivesse mentindo apenas para ter onde ficar?

— Eu só sinto. Meu sentimento quando acordei no chão foi de que eu precisava escapar. — tornou a olhar para mim. — Christopher... — disse meu nome de um jeito grave. — Deixe-me ficar alguns dias.

— Dias? — fiquei incerto.

— Dias. — ela tinha a estranha mania de repetir algumas palavras que eu dizia.

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