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Bárbara Laurent, point off view

Bárbara Laurent, point off view

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Acordei muito cedo. Aliás mal consegui dormir. As cenas "virtuais" não saíam da minha cabeça. Eu juro que quase pude sentir aquele homem penetrando meu corpo. Eu olhava para aquelas mãos fortes e grandes e imaginava como seria tê-
- las apertando o meu corpo. Imaginava minhas mãos apertando aqueles músculos perfeitos, aqueles ombros largos, era demais pra mim. Chegava a me faltar ar.

Saí de casa como sempre às oito e meia da manhã. Ultimamente eu vinha pensando em alguma promoção, alguma inovação. Qualquer coisa que fidelizasse ainda mais os clientes. Não era por nada, mas eu me enchia de orgulho de mim mesma. Logo depois que assumi a direção, essa filial se tornou uma das mais baladas de Oxford. E era por isso que segundo Maya, não tardaria para que Victor desse as caras por aqui. Eu precisava ficar atenta e preparada.

-- Bom dia. -- Dei um pulo na cadeira.

-- Que isso Ba? Assombrada hoje?

Olhei para Maya que acabava de entrar usando um vestido um pouco curto, roxo, colado ao corpo.

-- Estava distraída. -- Ela se sentou à minha frente, cruzando as longas e belas pernas.

-- Nossos pais estão bem?

-- Sim. Aliás reclamaram que não foi lá no último fim de semana.

-- Fiquei trabalhando nas novas ideias.

-- A propósito já está pronto? Tenho que levar hoje para o Victor.

Ela suspirou ao falar no nome dele. Pelo jeito não desistiria dele nunca.

-- Vai se encontrar com ele?

-- Sim. Estou indo para Londres agora. E ele quer que eu leve tudo que o que fizeram. Sabe como ele é, não aceita nada fora do prazo.

-- Hum. E não vai chegar atrasada?

-- Não. A reunião é as dezessete. Então eu já tenho tudo planejado. Vamos até lá pelas dezenove horas com a reunião, depois convido todos para jantar e depois peço uma carona ao Victor. Ele me leva até o hotel, convido para um drinque e creu nele.

-- Não está muito otimista? Você mesma disse que ele mal olha para você.

-- Ah Bárbara, não há homem que resista a uma cantada de uma bela mulher. Ele já é perfeito, ainda vai ser fiel? Não, ele deve pular a cerca. E nessa noite será comigo. -- Dei de ombros.

-- Se você diz.

Dei um jeito de separar os documentos rapidamente para me livrar dela. Maya me fez perder o dia, essa era a verdade. Victor era um homem fiel, todos sabiam disso. E no entanto na noite anterior ele estava fervendo, ardente. E se hoje ele estivesse também? E se ele acabasse não resistindo às investidas de Maya também? Não sei bem porque, mas esse pensamento me deixou com ânsia.

𝗹𝘂𝘅𝘂𝗿𝗶𝗮Onde histórias criam vida. Descubra agora