" E quando eu pensei que não podia amar.. você chegou, minha doce menina."
Heitor.. um excelente advogado criminal mas que não acredita que o amor pode mais chegar em sua vida. No momento, tudo que quer é voltar para a casa onde cresceu e tirar um t...
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Helena está ao meu lado enquanto vejo o homem acariciar o meu filho. Sinto como se estivesse caindo em um buraco profundo e por mais que eu tente me segurar, isso é impossível.
Estou aéreo que nem escuto quando o homem a frente fala comigo, somente quando Helena puxa a manga do meu terno, é que presto atenção.
- Oi?! - Digo.
- Rodrigo está falando com você..- Helena diz.
- Pois não?!- Pergunto ao homem que me encara.
- Quero saber se posso vir aqui amanhã vê-lo acordado.. e se podemos agilizar o processo da mudança nos registros.. como você é advogado.. talvez possa me ajudar..- O homem diz meio incerto.
Passo a mão pelo cabelo.
- Eu não sou da vara da família mas conheço alguém que pode ajudar. Ele é muito bom no que faz e pode nos aconselhar.. falarei com ele amanhã e veremos o que precisa ser feito..- Digo coçando a barba.
Me sinto incomodado.
- Certo.. obrigada, mas eu posso vir aqui amanhã?!- O homem insiste.
Suspiro.
- Claro.. o Bernardo.. ele.. ele é seu filho..- Digo mas sinto meu coração doer.
O homem agradece e depois de falar com Helena, vai embora.
Ana pega Bernardo com cuidado e o leva para o quarto. O clima está estranhíssimo entre Helena e eu, parece que a sala enorme ficou pequena.
Ela caminha devagar até às escadas e eu sigo para o escritório. Assim que entro tranco a porta e vou até a estante onde guardo uma garrafa de whisky.
Me sirvo de uma boa dose e caminho até minha cadeira.
Eu jamais pensei que Samantha pudesse brincar com uma coisas dessas, não estamos falando de um objeto.. e sim de um bebê, uma criança.
Em todos esses anos de estudos e serviços, numa me imaginei passando por uma situação como essa.
E ainda tem Helena.
Me sinto enganado.
Ela poderia ter me contato.. não poderia?! Eu sei que nos últimos tempos não tenho sido o namorado e nem o noivo perfeito mas ela poderia ter me dito.
O amo o Bernardo, ele é meu filho.. mesmo que verdadeiramente não seja, eu aprendi a amá-lo.
Enquanto a bebida desce queimando a garganta, tento pensar em como farei Samantha pagar por ter me feito de idiota.
Não sei quanto tempo fiquei em meu escritório remoendo toda a situação, quando saí encontrei a casa toda silenciosa.
Subi devagar até o quarto e pra minha surpresa Helena não estava ali. A portado banheiro estava aberta e não havia sinal dela lá também.