" E quando eu pensei que não podia amar.. você chegou, minha doce menina."
Heitor.. um excelente advogado criminal mas que não acredita que o amor pode mais chegar em sua vida. No momento, tudo que quer é voltar para a casa onde cresceu e tirar um t...
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Estou saindo da floricultura e entrando no carro, vejo que Zé Carlos não está indo para a pensão.
- Carlos..para onde estamos indo?- Pergunto.
- Senhora.. estamos indo para a residência do senhor Ferraz.. - Diz e eu fico confusa.
- Não.. não entendi.. por que?- Pergunto.
- Foi um pedido dos irmãos do senhor..- Diz apenas.
Começo a ficar preocupada, será que aconteceu algo com Ana?!
Vejo quando o carro entra num condomínio bonito, as casas são grandes e chiques.
O carro para numa casa e fico até boba sem acreditar que essa é a casa que Ana disse que Heitor comprou. Me lembra muito o casarão, porém mais moderno.
Desço devagar e logo vejo a porta da frente ser aberta, vejo Ana com os olhos vermelhos e fico alarmada.
Caminho devagar com medo de cair nos degraus da escada de entrada, assim que estou frente a Ana já pergunto o que houve.
- Vamos entrar meu bem..- Diz me puxando.
- Você está me deixando aflita Ana..- Digo seguindo por um corredor largo.
Logo chegamos a sala super grande e moderna. Se a sala é desse jeito, já imagino como deve ser o resto.
A mulher me puxa até o sofá grande e macio, vejo quando Gabriela e Henrico se aproxima. Cada um com uma xícara em mãos.
- O que vocês estão fazendo aqui? O que houve?- Pergunto com a voz aflita.
Vejo Gabriela morder os lábios e então Ana responder.
- Querida.. tem que ficar calma tudo bem? O Heitor sofreu um acidente..- Diz e sinto uma dor muito grande no peito.
Massageio o lugar e seguro em minha barriga. O medo começando a tomar conta de mim, um frio percorrendo a espinha.
- Ele.. ele..- Tento dizer mas o medo de pronunciar a palavra é maior.
- O Henrique foi até ele.. não sabemos como é o seu estado.. mas temos esperanças querida..- Diz e segura minha mão.
As lágrimas inundam meus olhos.
A culpa é minha minha.
- A culpa é toda minha.. eu.. eu não devia ter dito que iria pra fazenda.. eu não devia ter me afastado por tanto tempo..- Digo me levantando devagar.
- Helena.. se acalme.. - Gabriela se aproxima e segura em meu ombro - pense nos seus filhos agora, tome esse chá..- Me entrega a xícara.
- Não quero Gabi.. eu..eu disse aquilo mas eu não vou pra fazenda. Eu não conseguiria.. a culpa é minha. Se eu não tivesse dito aquilo, ele não teria viajado. - Digo com a voz embargada.