Vocês se beijaram e saíram do prédio, acredito que foi ai que você parou.
-Desculpe os detalhes, ontem estava nervosa com a consulta e não sabia e deveria ser daquele jeito.
-Sim pode ser, não se preocupe com a vergonha, quero que seja franca, sou profissional, já escutei de um tudo e prefiro assim, dessa forma conheço meus pacientes melhor e posso ajudá-los melhor também. - Ela respira fundo, sorri e senta-se na mesma poltrona.
-Ficamos ali nos beijando e a tensão entre nós só aumentava, mas eu não sabia se aquilo, assim, naquele lugar, daquele jeito era o que eu queria.
-E você o repeliu? - Pergunto assim que ela expõe sua duvida.
-Não! Eu o desejava, muito, mas não sabia o que fazer, eu era uma menina do interior, virgem e apaixonada. -Ela suspira. - Naquele tempo eu não sabia o que fazer. -Ela sorri. - Ficamos ali por pouco tempo mas para mim parecia muito, cada segundo agarrada naquele menino parecia não ter fim e assim o queria, infinitamente. naquela noite nada me deixaria triste, nada me faria mau. Ele percebeu minha inexperiência e não avançou o sinal, disse-me que comigo não era para ser desse jeito, que eu merecia ser amada da melhor forma possível, que eu não me esquecesse dele, pois ele me queria. Foi onde ele me ganhou. Ele queria me amar, mesmo eu não tendo total ideia do que era aquilo, mesmo não entendo a força do toque intimo, eu sabia que era bom.
-Você saíram e foram juntos para a festa.
-Não. -Ela olha para o horizonte através da janela. -Ele se foi e me pediu uns minutos, disse que já havia companhia para o baile, pois os pais dele tinham pedido para acompanhar Susana. Naquele momento entendi, pois fiz a seguinte leitura: Ele vai com ela pois os pais pediram, mas é a mim que ele quer ao lado.
-E então você ficou bem.
- Digamos que fiquei calma, entrei com Ana Clara, e obviamente ninguém me tirou para dançar, aquela cidadezinha preconceituosa, onde só os mais abastados poderiam ser felizes, não me deu a opção de me mostrar como ser humano, mas naquele momento não estava preocupada com isso e sim com Rômulo, que dançava junto à Suzana.
-Sai de lá e fui rumo a fazenda de meu pai, havia uma charrete que eu deixei escondida atrás do ginásio, e foi onde a maior vergonha passei. Cheguei lá e vi uns colegas amolando meu cavalo. Estavam judiando dele, e o bicho estava furioso, dava patadas, mas eles continuavam a jogar pedras, água e tudo mais que pudessem para machucar o pobre animal.
-Você voltou e chamou ajuda?
-Não, Doutor, sempre fui uma menina decidida, cheguei e gritei com eles, joguei uma pedra e um me segurou por trás, eu chutei para todos os lados e um menino disse. " Melhor é ver o que a verdureirinha tem embaixo dessas saias de chita".
Entrei em pânico, outro segurou meus braços e Pedro Ramos, filho do farmacêutico apertou minhas bochechas com uma mão e me beijou, um beijo nojento, cheio de asco, de... -ela respirou e um segundodepois continuou. -Ele colocou a mão sobre meu vestido na altura do meu seio e rasgou meu vestido deixando meu busto exposto, os outros riram.
-Imagino seu desespero.
-Não Claudio, um homem nunca irá ter noção do que uma mulher sente neste momento. -Ela continua o olhar ao horizonte. -Foi quando escutei Rômulo gritar.
-Ei! o que vocês estão fazendo!
-Não me venha defender essa verdureirinha Rômulo, você já teve a sua botada com Susana não venha dizer que não podemos nos divertir também. -Disse Pedro.
Rômulo me olhava como quem quisesse me tirar dali, seu desespero era visto.
-Vocês poderiam se divertir se ela também quisesse se divertir. -Ele me olha. -È isso que você quer Donna? -Eu fazia "não" desesperadamente com a cabeça e meus olhos se enchiam de lágrimas. -Então já chega. Larguem ela, ou vão querer que todos na cidade saibam disso de mais algumas coisas.
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DONNA
RomancePROIBIDO PARA MENORES DE 18 ANOS DE IDADE! PLÁGIO É CRIME COM FORÇA DA LEI 9.610/98 Uma história envolvente. Um amor de infância mau resolvido, uma trama e uma vingança. Momentos hot, mas o que é a essência deste livro é a luta pelo amor, Uma leit...
