Capítulo 28 - Vou provar que me ama.

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ROMULO

Termino meus afazeres e sigo para casa.

Estou preocupado e ansioso para saber se Luiz irá conseguir o que eu pedi para ele investigar.

No meio do caminho lembro-me do que houve mais cedo em meu consultório, a postura incomodada de minha mãe, e resolvo ir a casa dela.

Entro e vejo dona Tânia as voltas com as imagens dos santos que ela é devota.

-Oi mãe!

-Rômulo, querido! –ela deixa as flores sobre o pequeno altar e vem em minha direção. –Que bom que veio me ver!

-Sim, quis te retribuir a visita, mas também terei de ser breve. -Eu a abraço e ela suspira.

-Então não é bem uma visita! –Ela sorri e passa a mão por meu braço levando-me para a cozinha. –Como foi a lua de mel?

-Ótima, tudo bem. –Resolvo não comentar nada, não quero que ninguém , nem mesmo minha mãe saiba o que ocorreu. –Mãe, na realidade o que está me incomodando foi o que aconteceu hoje com a senhora e com Ana.

-Essa história? meu filho não quero falar nada sobre isso!

-Mãe, sou amigo dela e na realidade gosto muito de Ana.

Minha mãe olha-me com um jeito de assustada, o que me parece que ela tenha entendido errado minha afirmação.

-Você acabou de se casar! Tenha juízo. –ela diz e vira as costas indo ao forno.

-Não é esse tipo de gostar. –Acabo rindo. –entenda, somos amigos e achei melhor entender o que a senhora tem contra ela.

-Não tenho nada contra aquela infeliz.

-Infeliz?

Mamãe deixa os ombros caírem e senta-se colocando um bolo em cima da mesa.

-Meu filho tem coisas que é melhor não comentar, essa menina, a família dela já me trouxe muita dor de cabeça. Não remexa nisso.

-Do que a senhora esta falando?

-Não nos dávamos bem, eu e a mãe dela no passado. Estudávamos juntas. Foi isso! –Ela se levanta e vai pegar um café.

-só isso?

-Sim, e não quero mais saber desse assunto, só me prometa que não vai se envolver mais nisso e com essa gente.

-Mãe essa gente é uma amiga que me ajuda sempre que pode!

-Afaste-se! –Ela diz em um tom nervoso. –Estou te pedindo guri!

-Não sou mais nenhum guri, sou um homem feito e preciso que entenda, tenho pessoas que me são valiosos e Ana é uma dessas pessoas.

-A outra é essa verdureira que tu fez tua esposa.

-Mãe se vai começar com isso eu vou embora. –Levanto-me e ela segura minha mão.

-Fique, desculpa. –Ela balança a cabeça negativamente. –Não posso evitar certas coisas, mas vou me esforçar, não quero mais ficar sozinha com meus pensamentos.

-A senhora que se isolou do mundo, só vai a igreja e nada mais.

-Tenho meus motivos.

-E eu gostaria de saber quais são.

Ela respira fundo e vejo uma lagrima se formando nos olhos de minha mãe.

-Mãe? Está tudo bem?

DONNAHistórias para pegar e não largar. Descubra agora