Capítulo 38 - Ele deve ter virado churrasquinho!

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Rômulo

A tensão era enorme.

Podia ver os olhos de Donna assustados, apavorados e surpresos.

O lugar todo estava em um silencio mortal, apenas os olhos se moviam, um procurando no outro uma resposta, mas não havia mais espaços para cordialidade.

-Não seja louco Pedro. -Ouço a voz de Donna. -Rômulo esta com sua cabeça na mira e sem margem de erro.

-Ele errou a vida toda, um erro a mais ou a menos não vai fazer diferença! -Pedro se vira lentamente para me encarar.

-Não tente nada Pedro, eu também estou com você na mira! -Osvaldo diz.

-Vá a merda detetivezinho de bosta! Meu assunto é com meu irmão postiço.

-Nunca fui teu irmão, e nunca tive culpa se teu pai quis me criar, e mesmo assim, Donna não tinha nada com essa historia!

Minha voz sai entre dentes.

-Tu nunca teve culpa de nada, nunca foi o arrogante, o doido, o infeliz dessa história! Sempre coube a tifoi o bonitão que as gírias do colégio queriam, que tinha o amor de todos.

-Sempre tive o respeito de todos, e se você tivesse se importado tanto com isso também poderia ter feito o mesmo.

-Cala essa boca seu bosta! -Ele dá um passo para trás e percebo que se aproxima de Donna.

-A culpa não é toda de Pedro. -Melissa diz sob a mira de Osvaldo. -Ele tinha os motivos dele, mas me ajudou e se vocês não tivessem chegado eu conseguiria o que eu tanto sonho.

-A Baltimore. -Donna diz surpresa. -Por que isso Melissa?

-Melissa é prima de Fernando. -Osvaldo diz.

-É o quê? -Agora sim, Donna estava de boca aberta. Eu olho rapidamente e vejo que Donna está completamente amarrada, somente sua mão direita esta sobre a mesa, para que pudesse assinar um papel que eu acredito ser uma procuração.

-Sim, por isso sempre sabia onde meu priminho estava! E você nunca imaginava como sempre que acontecia alguma coisa, era em lugares que ninguém sabia que você saberia que você estaria! - Melissa diz sorrindo debochadamente.

-Claro, minha secretaria sabia! Era você que mandava os ataques!

-E você achando que era o Fernando, coitado! Aquele lá só sabia dizer que você não merecia, que não tinha nada com a vingança de Pedro.

-Ele sabia da vingança? -Donna percebia que havia muito mais que ela nem imaginava.

-Ele sabia que eu queria me vingar de Rômulo, e vinha com os papos de que eu tinha que superar isso. -Pedro me encarava enquanto cuspia as palavras.

Em um passo rápido Pedro se coloca atrás de Morena e saca uma faca.

-Baixe essa arma, "homenzinho" de bosta! -Vejo os olhos da minha Morena se encherem de medo. -Ele encosta a faca no pescoço de Donna e ela solta um arfar de medo.

-Não seja louco Pedro. -Digo baixando lentamente a arma, mas meus olhos pescavam um lugar que eu pudesse acertar Pedro e deixar Donna livre aquele inferno todo.

-Eu passo a Baltimore para vocês! -Donna diz desesperada.

Pedro solta uma gargalhada estridente.

-Você ainda acha que a Baltimore é o grande fardo? Que é a moeda de negociação? -Pedro se aproxima de Donna, o que me faz gelar. -Não gostosinha! Não tem troca nenhuma. Esse ai precisa baixar a crista e saber que me tirou tudo na vida quando meu pai decidiu me deixar pra trás para criar um bastardo.

DONNAHistórias para pegar e não largar. Descubra agora