Adiante e na direção do leste, viram os planaltos do Descampado de Rohan, que já tinham avistado do Grande Rio muitos dias atrás.
Seguindo com seus olhos argutos a trilha que ia para o rio, e depois do rio de volta à floresta, Aragorn viu uma sombra no verde distante, um borrão escuro que se movia rapidamente.
Legolas ao seu lado, com seus olhos élficos, não viu uma sombra, nem um borrão, mas as pequenas figuras de cavaleiros, muitos cavaleiros, e a luz da manhã sobre as pontas de suas lanças.
Finalmente, segundos depois até mesmo Gimli pôde ouvir a batida distante de cascos galopantes. Os cavaleiros, seguindo a trilha, desviaram do rio e se aproximaram das colinas. Galopavam na velocidade do vento.
De repente avançaram com um barulho de trovão, e o cavaleiro mais à frente mudou de rumo, passando ao lado do pé da colina, e conduzindo o grupo de volta ao sul, ao longo da orla ocidental da cordilheira. Galopavam em pares, e, embora de quando em quando um deles se erguesse nos estribos e olhasse para os dois lados, eles pareciam não perceber os quatro forasteiros, sentados em silêncio e vigiando-os.
O exército quase passara por eles quando Aragorn se levantou e chamou em voz alta:
_ Que notícias têm do norte, Cavaleiros de Rohan?
Com velocidade e habilidade assombrosas, eles pararam seus cavalos, viraram e voltaram. Logo os quatro companheiros se viram num círculo de cavaleiros movimentando-se numa roda que não parava, subindo a encosta da colina atrás deles, e descendo, dando várias voltas ao redor deles, fechando o cerco cada vez mais. Aragorn permanecia quieto, e os outros três ficaram sem se mexer, pensando no rumo que as coisas tomariam.
Sem qualquer palavra ou chamado, de repente, os Cavaleiros pararam. Uma floresta de lanças apontava para os estranhos, e alguns dos cavaleiros tinham nas mãos arcos, com as flechas já ajustadas às cordas. Então um deles avançou, um homem alto, mais alto que os demais; de seu elmo, como uma crista, pendia uma cauda branca de cavalo. Aproximou-se até que a ponta de sua lança ficasse a uns trinta centímetros do peito de Aragorn, que não se mexeu.
_ Quem são vocês, e o que fazem nesta terra? _ perguntou o Cavaleiro, usando a Língua Geral do Oeste, numa maneira e tom semelhantes aos de Boromir, homem de Gondor.
_ Chamam-me Passolargo _ respondeu Aragorn _ Venho do norte. Estou caçando orcs.
O Cavaleiro saltou do cavalo. Dando a lança a um outro que se aproximou e desceu do cavalo ao lado dele, puxou sua espada e ficou cara a cara com Aragorn, observando-o atentamente, não deixando de demonstrar surpresa. Finalmente, falou outra vez.
_ Primeiro pensei que vocês fossem orcs _ disse ele _ mas agora vejo que não é assim. Na verdade, vocês sabem pouco sobre os orcs, se vão caçando- os assim dessa maneira. Eles eram rápidos e estavam bem armados. E eram muitos. Vocês teriam passado de caçadores a caça, se tivessem alcançado o bando. Mas há algo estranho em você, Passolargo _ Deitou os olhos claros e brilhantes outra vez no guardião _ Isso não é nome que se dê a um homem. E estranhas também são suas vestes. Vocês surgiram do capim? Como escaparam de nossa vista? Vocês são do povo dos elfos?
_ Não _ disse Aragorn _ Apenas um de nós é um elfo, Legolas, Filho de Thranduil do Reino da Floresta, da longínqua Floresta das Trevas. Mas passamos por Lothlórien, as dádivas e a proteção da Senhora nos acompanham.
O Cavaleiro olhou-os com surpresa renovada, mas seus olhos endureceram.
_ Então existe uma Senhora na Floresta Dourada, como contam as antigas histórias! _ disse ele. _ Poucos escapam de suas redes, pelo que dizem. Estes são dias estranhos! Mas se vocês têm a proteção dela então também tecem redes e talvez sejam feiticeiros.
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Dragon Blood 2 - The Ring
FanfictionAnos se passaram, uma guerra a de se aproximar novamente, rivalidades devem ser deixadas de lado, antigos amigos se reencontraram, e um amor antigo voltará a tona enquanto eles lutam para que o anel não caia nas mãos do mal.
