S/n
Depois que falamos do real motivo do encontro, todos assuntos que o sucederam foram leves e divertidos. Conversamos sobre nós mesmo. Sobre o que fazemos atualmente, hobbies, etc.
Quando acabamos a refeição, ele se ofereceu para pagar a conta e me acompanhou até o lado de fora do restaurante.
Fazia tempo que eu não me divertia tanto com alguém do sexo oposto. Ele prestava atenção em cada palavra que saía da minha boca e questionava detalhes pequenos, mas importantes, das histórias que eu contava.
Fez-me sentir especial.
Nos despedimos com um abraço. Eu não queria solta-lo. Ele não queria soltar-me. E sinto que eu poderia passar o resto da noite em seus braços.
- Obrigada por hoje. - Saio de seu aperto, dando um passo para trás.
- Vamos realmente ficar um ano sem o contato um do outro? - Ele retoma este assunto.
- A ideia foi sua.
- Não era isso que eu tinha em mente. - Ele suspira. - Talvez você tenha razão .
- Não vamos conseguir nos concentrar em nós mesmos se eu te der meu número.
Ele parece decepcionado.
- Ok. - Ele estende o braço, chamando o táxi. - Obrigada por hoje também. Acabou salvando meu dia.
Ele se aproxima e dá um beijo na minha testa. Abre a carteira e me entrega dinheiro, mais que suficiente, para pagar o táxi.
- Você já pagou a conta. - Resmungo. - Eu tenho dinheiro, Mitsuya.
- Me deixa ser cavalheiro, tá legal?
Eu assinto. Sorrio para ele antes de entrar no carro. Quando o vidro fecha, vejo ele gestionar com a boca um "boa noite". Eu aceno para ele, mas acho que ele não viu.
- Para onde vamos? - Pergunta o taxista.
Ótima pergunta. Para onde eu vou?
Me arrumei para encontrar o Mitsuya em um banheiro público. Os banheiros públicos de Paris são bem luxuosos, considerando que é público. Tem chuveiro, espelho e monitoradores. Mas continuo sem um lugar para dormir.
Bom, acho que não me resta muita opção. Dou ao motorista o endereço.
Não demorou muito até chegarmos ao hotel. Subo as escadas e bato na porta. Ele abre. De toalha. Seu cabelo molhado está amarrado em um coque, há milhares de gotas sobre seu peito e abdômen. E que torso bem definido.
Sua pele parece tão macia e seus gominhos são tão bem destacados. Acima de tudo, seu corpo parece natural. Acho que ele não tomou bombas. Tudo isso foi esforço seu. E juro que estou me esforçando para tocá-lo.
Desço um pouco o olhar, não consigo evitar. Sua toalha está marcada. E ele não está ereto.
- Gosta do que vê, pequena? - Ele diz num tom convencido.
Dou um passo para trás, respirando fundo, tentando me recompor quando digo:
- Você disse que posso dormir aqui.
Ele estende o braço em direção a seu AP, convidando-me para entrar.
- A casa é sua. - Ele diz quando passo por ele. - Aceitou a ideia de dormimos juntos?
- Te disse que prefiro dormir no sofá.
- Não seja teimosa. - Ele se aproxima de mim. Segura meu ombro e vira-me de frente para ele. Se tiver 5cm de distância entre nós, isso ainda é muito. - Não vou tocar em você. A não ser que você queira.
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BADBOY?
FanfictionJaqueta de couro preta. Sarcasmo. Moreno alto. Cigarro entre os dedos. Tatuagens. Uma bela moto e... Uma mentira? Todas as características de badboy que você já conhece em nosso lindo Mitsuya. Ou não.
