Um irmão que se tornou pai

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Casteel gostava de Sirius. Ele era um homem que na opinião de Casteel, era muito sábio e até maduro. E quando soube que Sirius era o irmão mais velho, quis falar com ele e saber dele se era normal se sentir tão protetor por seu irmão mais jovem. E claro, Sirius entendia Casteel.

O jovem rapaz, dês de o dia em que sua mãe ficou grávida pela segunda vez, sentiu que tinha o dever de cuidar de seu irmão ou irmã e assim foi. Quando Cassian nasceu, isso jamais mudou. Casteel sempre cuidava de Cassian, sempre fazia o possível e o impossível por ele. Quando Cassian adoecia, ele buscava bolsas de água quente ou poções e o que quer que fosse para seu irmão. Sempre se sentava com ele e lia histórias para ele dormir.

E foi assim conforme os anos foram passando. Quando Casteel teve de deixar seu irmão para ir estudar, uma parte dele ficou e ele se tornou um aluno um tanto quanto caótico. Aprontava por toda a escola e mal via a hora de voltar para seu irmão. Já quando Cassian foi, cinco anos mais tarde, Casteel não queria voltar.

Certo, ele não era estudioso, cabulava a maior parte das aulas, quando ia as aulas, atormentava os professores. Já nos horários vagos, Casteel mostrava aos colegas seus truques, fazia pegadinhas com os alunos que ele não gostava e sempre estava metido em uma encrenca, que o colocava em detenção.

Mas ainda sim, no momento em que Cassian buscava por ele, tudo era deixado de lado e o foco dele se tornava Cassian. Quando seu irmão caiu de uma vassoura, durante um jogo de quadribol, Casteel não saiu do lado de Cassian. Mesmo que ele tivesse sido mandado sair da enfermaria muitas vezes, ele não saiu do lado de seu irmão, apenas ficou na porta e conseguiu a destrancar usando um de seus truques, indo cuidar do irmão.

A vida de Casteel, em sua maior parte, era Cassian e Clarisse. Sim, Casteel e Cassian tinham uma irmã. Ela ainda estava em seu último ano, mas quando se formasse, iria para Inglaterra, ficar com seus irmãos. Os três eram extremamente unidos, e para ela era horrível chegar em algum lugar e não ver os meninos.

Não que os três tivessem uma relação ruim com os pais, mas a união maior era com os três. Seus pais eram bons, gentis, mas o foco deles era um ao outro. Ambos morreriam pelos filhos, mas não viveriam por eles. Casteel, Cassian e Clarisse matariam um pelo outro e viviam um pelo outro. Então, mesmo tendo bons pais, que foram gentis com eles, ambos eram meio ausentes para os três irmãos e isso fez com que Casteel se tornasse de certa forma o "pai" dos mais novos.

E apesar de viver por seus irmãos e cuidar muito bem deles, Casteel aproveitou bem sua época escolar. E não foi apenas em suas pegadinhas e loucuras. Casteel era um namorador nato. Vivia rodeado de garotas e sabia como as seduzir. Sabia quais palavras mexeriam com elas, quais as fariam ficar aos seus pés e venerar o chão onde ele pisava. E bem, elas realmente eram loucas por ele.

Casteel teve a capacidade de seduzir todas as garotas que quis. Até namorou algumas vezes, mas não deu nada certo, já que ele não havia se apaixonado de verdade por elas. Além de tudo, ele era poeta, o que o fazia ter uma lábia impecável.

E mesmo depois de se formar, ele ainda tinha seus talentos bem exibidos. Arrumou tantas mulheres e as levou para seu apartamento em Nova York, que se sua mãe soubesse, iria enlouquecer. Mas só foi se apaixonar, no momento em que viu Violett, pela primeira vez. Sim, ele estava apaixonado por ela.

Nunca esteve nos planos dele, se apaixonar por uma puro sangue. Na verdade ele sempre as evitou o máximo que podia, justamente por medo de ser rejeitado por ela, por causa de ser mestiço. Mas com Violett foi impossível evitar. Ele a olhou e reparou detalhadamente em cada traço do rosto dela. Os olhos azuis, os lábios carnudos, o nariz arrebitado. Violett era muito bonita e nas poucas vezes que sorriu, retirou dele o fôlego.

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