Derek
Cidade Humana Péres,
América do Sul.
O som de passos e vozes abafadas me tiraram pouco a pouco da inconsciência. Abri meus olhos que ainda pesavam de sono vendo o teto azul escuro, no mesmo instante reconheci meu quarto. Me virei pronto para levantar, mas o meu corpo pesou e eu voltei a apagar...
...
Senti meu corpo ser balançado por uma mão grande e pesada.
- Derek!
Abri meus olhos com dificuldade vendo a imagem do papai aos poucos se focando. Seus cabelos estavam bagunçados como se estivesse passando a mão várias vezes, o rosto amassado indicava que tinha acabado de acordar. Estava com o celular em uma ligação com mamãe.
- Não Léia, como eu iria saber que Alice tiraria folga hoje, você não me avisou ... eu estava dormindo é claro que concordaria com você ... eu estou tentando acordá-lo mas ele parece que entrou em coma...Derek!
- Eu já estou acordado pai.- sussurrei rouco.
Me sentei com certa dificuldade o olhando descontente com sua perturbação. Ele desligou o celular entrando apressado em meu closet.
- Vai tomar banho rápido que o motorista já está te esperando, você está atrasado!
Cocei o pescoço bocejando confuso. E olhei o relógio no criado mudo marcando quase meio dia. Eu ainda me sinto estranhamente cansado. Olhei na direção do closet confuso.
- Esperando? Para que? -perguntei sonolento.
- Para escola Derek!
- Escola.- voltei a deitar.- Não posso ficar em casa hoje?
Papai saiu do cômodo com a minha farda em mãos jogando na cama. Ele puxou meu cobertor me fazendo resmungar e agarrou minha perna me puxando para beira da cama e me obrigando a ficar em pé.
- Que seja! vai sem tomar banho mesmo...pega.- me entregou a blusa social e eu vesti sem forças para reclamar enquanto observava ele fazer um nó desajeitado na gravata.- Não conta para sua mãe ou nós dois estaremos encrencados. Me entendeu?- concordei devagar.
Acredito que nem mesmo um banho me acordaria nesse momento.
Vesti o resto da farda olhando ele tirar uma nota de cem da carteira pondo na minha mão e se virando mexendo distraído no celular. Olhei para o papel confuso.
- Pai.- ele me encarou.- Para que esse dinheiro?
- É para comprar comida no caminho.- ele coçou a cabeça.- Como Alice está de folga e sua mãe trabalhando, vamos ter que comer fora hoje. Mas não conta isso para sua mãe, me entendeu?- suspirei concordando.
Pelo visto tudo que eu estava fazendo nesse momento era errado aos olhos de mamãe. Não quero nem imaginar o que ela vai fazer quando descobrir.
Ele pegou minha mochila abrindo e olhando para dentro. Pegou meu caderno na mesa enfiando na bolsa a fechando com pressa.
Arregalei os olhos com as lembranças que me atingiram repentinamente. Da minha visita ao hospital até o momento que fui abordado por aqueles caras...
O que aconteceu?
Como eu cheguei aqui?
A minha mochila!
Olhei em volta do quarto, mas nem sinal da mochila. Me abaixei olhando embaixo da cama a procura, mas nada... O que eu fiz com a minha mochila?
- O que você está procurando? - olhei para o papai.
- O senhor viu a minha mochila preta que eu levei para acampar na semana passada?
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O Lobo De Sterk
ParanormalHá mil anos, os lobos pediram à deusa Selene por um líder supremo. Só não esperavam que ela fosse atender ao pedido tão tarde. Derek veio ao mundo inesperadamente. Mas, ao contrário dos lobos, que sequer se lembravam do pedido, bruxos e vampiros já...
