Derek
Cidade Humana Péres,
América do Sul.
Engoli em seco encarando os olhos amarelados não humanos fixos em mim. Ele permanecia imóvel com o rosto inexpressivo, a respiração serena mostrando sua aparente calma. já fazia alguns segundos que gritei com ele e o mesmo ficou assim.
- Arthur! - o chamei baixo.
Dei um passo na sua direção e ouvi um carro estacionando e a porta se fechando segundos depois. A voz de mamãe soou falando com alguém aparentemente no telefone. Levantei a mão e estalei os dedos para tentar acordar ele do transe.
- Arthur!
Eu estava começando a ficar preocupado. Eu não fazia a mínima ideia do que eu tinha feito pra ele ter ficado desse jeito. Então não sabia se era melhor eu tentar acordar ele ou se esperava ele o fazer sozinho.
Os passos de mamãe subindo a escada me fizeram tomar a decisão sem pensar outro vez. O peguei pelos ombros e o sacudi rapidamente nervoso com a aproximação de mamãe.
- Arthur, acorda! - sacudi com mais força.
Ele finalmente piscou, um estrondo alto soou e a casa começou a tremer. Caí no chão um pouco assustado e olhei para ele com a respiração descompassada e os olhos ainda amarelos.
Um grito feminino do lado de fora soou alto e agudo. Me levantei apressado correndo para fora. Encontrei mamãe caída nas escadas e corri até ela pegando em seu braço. O rosto pálido e olhos apavorados se viraram em minha direção.
- Mãe, a senhora precisa...
Gritos de Arthur me fizeram se calar por um momento olhando na direção do seu quarto.
- O que é isso, Derek, o que está acontecendo?
- Não dá para explicar agora!
A ajudei a se levantar e a peguei no colo a assustando com minha força desproporcional ao meu tamanho. Desci as escadas com passos apressados deixando ela na entrada da casa.
- Filho, que gritos são esses? - outro grito soou mais grosso que o normal.
Os canos da casa explodiram e eu abracei mamãe num instinto protetor. Água começou a sair por todos os lados das rachaduras nas paredes à nossa volta. Puxei ela para fora apressado abrindo a porta de seu carro.
- Mãe, saí daqui agora!
- Derek, eu não vou sair daqui sem saber o está acontecendo! - ela me olhou com o semblante irredutível.
Mas que mulher teimosa!
O som de rosnados chamou minha atenção e olhei para cima. A água da casa parou de sair pelas frestas das paredes e o silêncio tomou o ambiente completamente.
- Mãe...- toquei mamãe a forçando a entrar no carro e fechando a porta ignorando seus protestos.
Assim que virei em direção a casa, uma bola gigante de água me atingiu em cheio fazendo eu e o carro capotar umas três vezes. Me levantei um pouco desorientado pelo repentino ataque e olhei para o carro ouvindo os batimentos cardíacos de mamãe acelerado.
Ela vai sobreviver!
Me virei em direção a casa avistando o lobo no corpo de homem na porta me encarando ameaçador. As pelagens azuladas e cinzentas camuflava uma fina camada de água a sua volta. Eu não sabia se minha surpresa era por ele ter não ter completado a transformação ficando daquele jeito ou se estava manipulando a água.
- Interessante. - sussurrei.
Ele rosnou avançando na minha direção com raiva parecendo determinado em me atacar. Não entendi bem o quê de tanta raiva, ele tinha começado a discussão primeiro.
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O Lobo De Sterk
Manusia SerigalaHá mil anos, os lobos pediram à deusa Selene por um líder supremo. Só não esperavam que ela fosse atender ao pedido tão tarde. Derek veio ao mundo inesperadamente. Mas, ao contrário dos lobos, que sequer se lembravam do pedido, bruxos e vampiros já...
