Thomas
Alcateia Lerak,
América do Norte.
Entrei no meu quarto e de Laura apressado e parei ao avisá-la na varanda observando a vista. Estava com uma blusa preta minha que a cobria até abaixo da bunda deixando as coxas grossas e malhadas à mostra. Os pés descalços estavam sujos de terra e capim indicando que acabou de chegar de uma corrida na floresta.
– Já disse que não gosto que use minhas roupas. – ela virou a cabeça brevemente e voltou a olhar a paisagem me ignorando. – Não suporto seu cheiro nelas.
O cheiro dela era semelhante aos de lírios silvestres, flores essas que minha mãe adorava plantar em seu jardim na minha infância. Me remetia às memórias de minha família e me fazia lembrar que todos estão mortos e eu estou aqui à mercê de sua família.
– Então não as use... – se virou suspirando e caminhou sem pressa para dentro amarrando os cabelos no alto da cabeça. – Ninguém está o obrigando a isso.
Eu ri achando irônica suas palavras, mesmo ela não ter as dito com tal intenção.
– Pelo menos nisso, não sou obrigado, não é mesmo? – falei com desdém e ela suspirou outra vez me olhando com um semblante cansado.
Muito diferente do alegre quando o vi pela primeira vez. Com o passar dos anos de convivência comigo, sua personalidade foi mudando. A mulher foi se tornando fechada, ranzinza e chata, bem diferente da menina animada, apaixonada e cheia de sonhos. Sonhos esse que eu fiz questão de destruir!
– Não íamos discutir, esqueceu? – cruzou os braços, neguei me virando e entrei no closet ignorando ela que me seguiu curiosa, peguei uma mochila. – Para onde vai?
– Para o sul.
Abri a bolsa pegando alguma peças de roupas apressado enfiando na mesma. Ela segurou meu braço me parando e a encarei.
– Espera. – olhou brevemente para a mochila. – Você pediu autorização de papai pra isso? – soltei uma risadinha sem humor negando.
– Eu não preciso da autorização dele pra nada!
— Ele é seu alfa! — respirei fundo tentando não me irritar com suas palavras. — Thomas, por favor, faz as coisas do jeito certo, ao menos uma vez! — sorri ladino.
— Mas estou fazendo! — ela me soltou negando derrotada. — Eu não vou demorar, vou me ausentar por no máximo uma semana.
— Eu vou com você!
— Não. — me virei voltando a arrumar minha bolsa. — Só vai me atrapalhar.
— O que vai fazer lá?
Respirei fundo pedindo paciência à lua. Eu sabia que ela se recusaria a me deixar ir tão longe sozinho, o meu querido sogro também não iria deixar, mas eu vou procurar pelo solitário, preciso saber quem é. Se esteve aqui dez anos atrás, podia ser o filho de meu irmão desaparecido. Eu preciso encontrá-lo!
— Não é da sua conta.
– Thomas... — pegou meu braço me puxando e a encarei. — Por favor, você sabe que meu pai vai mandar rastreadores atrás de você...– sorri de lado e peguei seu queixo.
– Não vai, porque você vai dizer que fui trabalhar. — a soltei pegando a bolsa a fechando.
– Ele não vai acreditar, é eclipse lunar... – parei a encarando.
Que saco!
Porque ela sempre tem razão?
— Você tem razão. — sussurrei amargamente e ela concordou.
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O Lobo De Sterk
ParanormalHá mil anos, os lobos pediram à deusa Selene por um líder supremo. Só não esperavam que ela fosse atender ao pedido tão tarde. Derek veio ao mundo inesperadamente. Mas, ao contrário dos lobos, que sequer se lembravam do pedido, bruxos e vampiros já...
